Apache

Copyright (c) 2005, Centro de Difusão de Tecnologia e Conhecimento. É dada permissão para copiar, distribuir e/ou modificar este curso sob os termos da Licença de Documentação Livre GNU, Versão 1.1 públicada pela Free Software Foundation com a Seção Invariante Sobre o CDTC. Uma cópia da licença está inclusa na seção entitulada ¨Licença de Documentação Livre GNU¨.

Sumário

  1. Introdução
  2. Instalação
  3. Conhecendo o Apache
  4. Configurando o Apache
  5. Restrições de acesso
  6. O sistema de log do Apache
  7. Configurando o apache como um servidor proxy
  8. Virtual Hosts
  9. Módulos DSO
  10. Uso de criptografia SSL

Exemplos:

 

Introdução

Um servidor web é um programa responsável por disponibilizar páginas, fotos, ou qualquer outro tipo de objeto ao navegador do cliente. Ele também pode operar recebendo dados do cliente, processando e enviando o resultado para que o cliente possa tomar a ação desejada (como em aplicações CGI's, banco de dados web, preenchimento de formulários, etc). O apache se encaixa nessa categoria de software.

História do Apache

O Apache tem como base o servidor web NCSA 1.3 (National Center of Supercomputing Applications), que foi desenvolvido por Rob McCool. Quando Rob deixou o NCSA, o desenvolvimento foi interrompido, assim muitos desenvolvedores buscaram personalizar sua própria versão do NCSA ou adicionar mais características para atender as suas necessidades. Neste momento começa a história do Apache com Brian Behlendorf e Cliff Skolnick abrindo uma lista de discussão para interessados no desenvolvimento, conseguindo espaço em um servidor doado pela HotWired e trocando patches corrigindo problemas, adicionando recursos e discutindo idéias com outros desenvolvedores e hackers interessados neste projeto.

A primeira versão oficial do Apache foi a 0.6.2, lançada em Abril de 1995 (neste período a NCSA retomava o desenvolvimento de seu servidor web, tendo como desenvolvedores Brandon Long e Beth Frank que também se tornaram membros especiais do grupo Apache, compartilhando idéias sobre seus projetos).

Nas versões 2.x do Apache, a escalabilidade do servidor foi ampliada suportando as plataformas Win32 (não obtendo o mesmo desempenho que em plataformas UNIX mas sendo melhorado gradativamente).

Características do Apache

Abaixo estão algumas características que fazem esse servidor web o preferido entre os administradores de sistemas:

 

Instalação

Pré-requisitos de hardware

O Apache é uma aplicação muito leve, para rodar um servidor a fim de hospedar uma página web são necessários uma rede de 100MB/s, um Pentium 90, 24MB de RAM, um HD com um bom desempenho e espaço em disco considerável de acordo com o tamanho projetado de seu servidor web (considerando seu crescimento).

Uma configuração mais rápida para redes 100MB/s teria como processador um Cyrix MX ou Intel Pentium MMX como plataforma mínima (Cyrix é o recomendado pelo alto desempenho no processamento de strings), barramento de HD SCSI com uma boa placa controladora (Adaptec 19160 ou superior) com 64MB de RAM no mínimo.

Como pode-se ver, os requisitos mínimos para construir um servidor para hospedar um site são realmente mínimos, mas sites de maior tráfego necessitam de configurações mais robustas, principalmente memória e processamento.

Pacotes necessários

Para instalar o Apache alguns pacotes são pré-requisitos, o usuário que instalar a partir da ferrementa APT não precisa se preocupar com esses pacotes pois o APT cuidará de instalá-los automaticamente.

Instalando com o apt

Para instalar o Apache com a ferramenta APT primeiro devemos estar logados como o super-usuário:

user@debian:~# su
Password:

Agora já como o usuário root, basta dar o comando a seguir para instalar:

debian:~# apt-get install apache apache-doc

Note que além do pacote apache foi instalado também o pacote apache-doc, este último contém a documentação, em inglês, do programa. A documentação pode ser muito útil para saber informações sobre os arquivos de configuração, os parâmetros dos diversos arquivos, os diretórios, mensagens de erro e qualquer outro tipo de informação referente ao programa.

Instalando a partir dos fontes

Os que não possuem a ferramenta APT ou outra parecida podem instalar o Apache a partir do pacote baixado do endereço http://httpd.apache.org/download.cgi, a opção abordada aqui e em todo o curso será a 1.3.36, por isso escolha o pacote apache_1.3.36.tar.gz.

Depois de feito o download do arquivo, vá ao diretório onde se encontra o pacote para que possamos descompacotá-lo:

debian:~# tar -xvf apache_1.3.36.tar.gz

Será criada então a pasta apache_1.3.36, devemos ir para esta pasta e preparar para a compilação e instalação:

debian:~# cd apache_1.3.36
debian:~/apache_1.3.36# ./configure --prefix=/etc/httpd

Com a opção --prefix você pode definir o diretório de instalação do Apache, no caso escolhemos o padrão /etc/httpd. Agora é só compilar e instalar com os comandos:

debian:~/apache_1.3.36# make
debian:~/apache_1.3.36# make install

 

Conhecendo o Apache

Arquivos de configuração

O Apache é composto por diversos arquivos de configuração que geralmente estão no diretório /etc/apache, a não ser que o diretório tenha sido mudado na hora da instalação.

O Servidor Web lê os arquivos acima na ordem que estão especificados (httpd.conf, srm.conf e access.conf). As configurações também podem ser especificadas diretamente no arquivo httpd.conf. Note que não é obrigatório usar os arquivos srm.conf e access.conf, mas isto proporciona uma melhor organização das diretivas do servidor, principalmente quando se tem um grande conjunto de diretivas. A configuração desses arquivos será abordada em tópicos mais adiante.

Arquivos de log

O servidor httpd grava seus arquivos de log geralmente em /var/log/apache, não é possível descrever os arquivos de logs usados porque tanto seus nomes como conteúdo podem ser personalizados no arquivo httpd.conf. Mesmo assim, os arquivos de logs encontrados na instalação padrão do Apache são os seguintes:

Iniciando, reiniciando e recarregando o servidor apache

O Apache pode ser executado tanto como um servidor Inetd ou como um Daemon. A inicialização de programas pelo Inetd é uma boa estratégia quando você precisa de um controle de acesso básico (o fornecido pelo tcpd), e o serviço é pouco usado na máquina.

A segurança de um serviço iniciado pelo inetd pode ser substituída e melhorada por um firewall bem configurado, garantindo facilidades extras como um relatório de tráfego para a porta do servidor web, por exemplo. Mesmo assim se o servidor Apache estiver rodando como daemon e estiver ocioso, ele será movido para swap liberando a memória RAM para a execução de outros programas.

Neste curso será assumido o funcionamento do Apache como Daemon, que é o método de funcionamento recomendado para sites de grande tráfego onde ele é freqüentemente requisitado e considerado um serviço crítico.

O método padrão para iniciar programas como daemons no Debian é através dos diretórios /etc/rc?.d. Cada diretório deste contém os programas que serão executados/interrompidos no nível de execução "?" (rc1.d/, rc2.d/ ...). O conteúdo destes diretórios são links para os scripts originais em /etc/init.d/programa, o nosso programa alvo é /etc/init.d/apache. O /etc/init.d/apache aceita os seguintes parâmetros:

Para reiniciar o Apache usando o /etc/init.d/apache, digite:

debian:~# /etc/init.d/apache restart

Na realidade, o que o /etc/init.d/apache faz é interagir diretamente com o shell script apachectl.

O apachectl recebe os parâmetros enviados pelo usuário e converte para sinais que serão enviados para o binário apache. Da mesma forma ele verifica os códigos de saída do apache e os transforma em mensagens de erro legíveis para o usuário comum. Os seguintes comandos são aceitos pelo apachectl:

Opções de linha de comando

Em alguns casos pode ser necessário iniciar o servidor com algum parâmetro específico, abaixo segue uma lista com as opções de linha de comando para iniciar o Apache.

 

Configurando o Apache

O arquivo httpd.conf é o principal arquivo de configuração do Apache, nele você pode mudar diversos parâmetros como a porta a que o servidor responderá, os arquivos de log, criação de virtual hosts e etc. Para ver um exemplo bem comentado do httpd.conf clique aqui.

Configurando a porta padrão do Apache

Use a diretiva Port para configurar a porta que o Apache receberá requisições por padrão. A diretiva Listen também é usada para ajustar o endereço/portas alternativas (usadas também em Virtual Hosts) e substituirá as definições de Port. Somente uma diretiva Port e um argumento poderão ser especificados. Para mais controle sobre as portas do sistema use a diretiva Listen.

A diretiva BindAddress é usada para especificar endereços IP das interfaces ou endereços FQDN que o Apache responderá requisições. Mais de um endereço podem ser especificados separados por espaços. Caso não seja definido, o Apache assumirá o valor "*" (atenderá requisições vindas de qualquer interface).

OBS1: - É permitido usar somente uma diretiva BindAddress. A diretiva Listen deverá ser usada se desejar mais controle sobre as portas do servidor web.

OBS2: - As interfaces especificadas pela diretiva Listen substituirão as especificadas em BindAddress.

Exemplo:

A diretiva Listen é usada para se ter um controle maior sobre a especificação de endereços/portas alternativas que o servidor web esperará por requisições externas. Esta diretiva é muito usada na construção de Virtual Hosts. Esta diretiva pode substituir completamente as diretivas Port e BindAddress. Podem ser usados o número da porta, ou o par endereço:porta:

     Listen 192.168.1.1:80
     Listen 192.168.7.1:81
     Listen 60000

O endereço que deverá ser usado é o da interface de rede (assim como na diretiva BindAddress). No exemplo acima, o servidor httpd esperará por requisições vindas de 192.168.1.* na porta 80 e também 60000, e requisições vindas de 192.168.7.1 na porta 81 e também 60000.

Adicionando páginas ao Apache

Página Raiz

A página raíz é especificada através da diretiva DocumentRoot e será mostrada quando se entrar no domínio principal, como http://www.cursos.cdtc.org.br. Na configuração padrão do Apache, DocumentRoot aponta para o diretório /var/www. Este diretório será assumido como raíz caso os diretórios não sejam iniciados por uma /:

Este diretório deve conter um arquivo de índice válido (especificado pela diretiva DocumentIndex no srm.conf) e permissões de acesso válidas no arquivo access.conf para autorizar o acesso as páginas em /var/www.

Sub-páginas

Sub páginas são armazenadas abaixo do diretório da Página raíz, como http://cursos.cdtc.org.br/brasil/ . Elas podem ser um subdiretório da página principal em /var/www ou serem criadas através da diretiva Alias no arquivo srm.conf. Caso seja um sub-diretório, as permissões de acesso de /var/www serão herdadas para este subdiretório, mas também poderão ser modificadas com a especificação de uma nova diretiva de acesso.

Através da diretiva Alias a página pode estar localizada em outro diretório do disco (até mesmo outro sistema de arquivos) e as permissões de acesso deverão ser definidas para aquela página. Para criar um endereço http://cursos.cdtc.org.br/brasil que aponta para o diretório /home/cdtc/brasil no disco local, basta usar a seguinte diretiva no srm.conf:

 Alias /brasil /home/cdtc/brasil

Pode ser necessário permitir o acesso a nova página caso o servidor tenha uma configuração restritiva por padrão, isso será visto mais adiante. Após isto, faça o servidor httpd re-ler os arquivos de configuração ou reinicia-lo, então a página /home/cdtc/brasil estará acessível via http://cursos.cdtc.org.br/brasil.

OBS: Caso inclua uma / no diretório que será acessível via URL, o endereço somente estará disponível caso você entre com / no final da URL:

 Alias /doc/ /usr/doc/

O diretório /doc somente poderá ser acessado usando http://cursos.cdtc.org.br/doc/, o uso de http://cursos.cdtc.org.br/doc retornará uma mensagem de URL não encontrada.

Especificando opções/permissões para as páginas

As opções de restrição podem tanto ser especificadas nas diretivas <Directory>, <Location> ou <Files> quanto nos arquivos .htaccess (ou outro nome de arquivo de controle de acesso especificado pela opção AccessFileName do arquivo de configuração do Apache). Cada diretiva de acesso é especificada entre <tags> e devem ser fechadas com </tag> (como na linguagem HTML). As seguintes diretivas de acesso são válidas no Apache:

Directory

A restrição afetará o diretório no disco especificado, conseqüentemente a página armazenada nele. Por exemplo:

<Directory /var/www>
Order deny,allow
deny from all
allow from 10.1.0.1
<Directory>

O acesso ao diretório /var/www será permitido somente ao computador com o endereço IP 10.1.0.1.

DirectoryMatch

Funciona como a diretiva <Directory> mas trabalha com expressões regulares como argumento. Por exemplo:

<DirectoryMatch "^/www/.*">
Order deny,allow
deny from all
<DirectoryMatch>

Bloqueará o acesso ao diretório /www e sub-diretórios dentro dele.

Files

As restrições afetarão os arquivos do disco que conferem com o especificado. É possível usar os coringas ? e * como no shell. Também podem ser usadas expressões regulares especificando um "~" após Files e antes da expressão. Por exemplo:

<Files *.txt>
Order deny,allow
deny from all
</Files>

Bloqueia o acesso a todos os arquivos com a extensão .txt

FilesMatch

Permite usar expressões regulares na especificação de arquivos (equivalente a diretiva <Files ~ "expressão">). Por exemplo:

<FilesMatch "\.(gif|jpe?g|bmp|png)$">
Order deny,allow
deny from all

Bloqueia o acesso a arquivos gif, jpg, jpeg, bmp, png.

Location

As restrições afetarão o diretório base especificado na URL e seus sub-diretórios. Por exemplo:

<Location /security>
Order allow,deny
deny from all
</Location>

Bloqueia o acesso de todos os usuários ao diretório /security da URL (a explicação porque o acesso é bloqueado neste caso será explicado mais abaixo).

LocationMatch

Idêntico a diretiva <Location> mas trabalha com expressões regulares. Por exemplo:

<LocationMatch "/(extra|special)/data">
Order deny,allow
deny from all
</LocationMatch>

Bloqueará URLs que contém a substring "/extra/data" ou "/special/data".

O uso das diretivas <Directory> e <Files> é apropriada quando você deseja trabalhar com permissões a nível de diretórios/arquivos no disco local (o controle do proxy também é feito via <Directory>), o uso da diretiva <Location> é adequado para trabalhar com permissões a nível de URL. A ordem de processamento das diretivas de acesso é a seguinte:

  1. A diretiva <Directory> (com exceção de <DirectoryMatch>) e os arquivos .htaccess são processados simultaneamente. As definições dos arquivos .htaccess substituem as de <Directory>).
  2. Expressões regulares de <DirectoryMatch>, <Directory>.
  3. <Files> e <FilesMatch> são processados simultaneamente.
  4. <Location>e <LocationMatch> são processados simultaneamente.

Normalmente é encontrada a opção Options dentro de uma das diretivas acima, a função desta diretiva é controlar os seguintes aspectos da listagem de diretórios:

All

Todas as opções são usadas exceto a MultiViews. É a padrão caso a opção Options não seja especificada.

ExecCGI

Permite a execução de scripts CGI.

FollowSymLinks

O servidor seguirá links simbólicos neste diretório (o caminho não é modificado). Esta opção é ignorada caso apareça dentro das diretivas <Location>, <LocationMatch> e <DirectoryMatch>.

Includes

É permitido o uso de includes no lado do servidor.

IncludesNOEXEC

É permitido o uso de includes do lado do servidor, mas o comando #exec e #include de um script CGI são desativados.

Indexes

Se não existir um arquivo especificado pela diretiva <DirectoryIndex> no diretório especificado, o servidor formatará automaticamente a listagem ao invés de gerar uma resposta de acesso negado.

MultiViews

Permite o uso da negociação de conteúdo naquele diretório. A negociação de conteúdo permite o envio de um documento no idioma requisitado pelo navegador do cliente.

SymLinksIfOwnerMatch

O servidor somente seguirá links simbólicos se o arquivo ou diretório alvo tiver como dono o mesmo user ID do link. Esta opção é ignorada caso apareça dentro das diretivas <Location>, <LocationMatch> e <DirectoryMatch>.

Múltiplos parâmetros para Options podem ser especificados através de espaços.

OBS1: A opção Options não tem efeito dentro da diretiva FILES.

OBS2: Tanto faz usar maiúsculas quanto minúsculas nas diretivas de configuração, opções e parâmetros de configuração do Apache. A capitalização apenas ajuda a leitura e interpretação: SymLinksIfOwnerMatch (LinksSimbólicosSeDonoConferir).

As opções especificadas para o diretório afetam também seus sub-diretórios, a não ser que sejam especificadas opções separadas para o sub-diretório:

<Directory /var/www>
Options Indexes FollowSymLinks
</Directory>

Ao acessar o diretório /var/www/cdtc, as permissões usadas serão de /var/www, ao menos que uma diretiva <Directory> ou <Location> seja especificada:

<Directory /var/www>
Options Indexes FollowSymLinks
</Directory>

<Directory /var/www/cdtc>
Options Includes
</Directory>

As opções e restrições de acesso de /var/www/cdtc serão EXATAMENTE as especificadas no bloco da diretiva <Directory /var/www/cdtc> e somente os includes serão permitidos. Para adicionar ou remover uma opção individual definidas por diretivas anteriores, podem ser usado os sinais "+" ou "-", por exemplo:

<Directory /var/www>
Options Indexes FollowSymLinks
</Directory>

<Directory /var/www/cdtc>
Options +Includes -Indexes
</Directory>

As opções Indexes e FollowSymLinks são definidas para o diretório /var/www, então as permissões do diretório /var/www/cdtc serão FollowSymLinks (do diretório /web/docs) e Includes (adicionada) e o parâmetro Indexes não terá efeito neste diretório.

É permitido fazer um aninhamento das diretivas </Directory> e <Files>:

<Directory /var/www>
Order allow,deny
allow from all

<Files LEIAME-DONO.txt>
Order deny,allow
deny from all
</Files>

</Directory>

Neste caso, somente os arquivos LEIAME-DONO.txt existentes no diretório /var/www e seus sub-diretórios serão bloqueados.

Se a diretiva <Files> for usada fora de uma estrutura <Directory>, ela terá efeito em todos os arquivos disponibilizados pelo servidor. Este é excelente método para proteger os arquivos de acesso, senhas e grupos, conforme será explicado mais adiante.

Qualquer outro tipo de aninhamento de diretivas resultará em um erro de configuração ao se tentar carregar/recarregar o Apache. Um exemplo de diretiva incorreta:

<Directory /var/www>
Options Indexes FollowSymLinks

<Directory /var/www/cdtc>
Options +Includes -Indexes
</Directory>

</Directory>

O correto é:

<Directory /var/www>
Options Indexes FollowSymLinks
</Directory>

<Directory /var/www/cdtc>
Options +Includes -Indexes
</Directory>

Espero que tenha observado o erro no exemplo acima.

OBS1: Você pode verificar se a configuração do apache está correta digitando apache -t como usuário root, se tudo estiver correto com suas configurações ele retornará a mensagem: "Syntax OK".

OBS2: Se Options não for especificado, o padrão será permitir tudo exceto MultiViews.

OBS3: Qualquer restrição afetará o diretório atual e todos os seus sub-diretórios! Defina permissões de sub-diretórios específicos separadamente caso precise de um nível de acesso diferente. Veja também a seção sobre arquivos OverRide (.htaccess) para detalhes sobre este tipo de arquivo.

OBS4: A diretiva de acesso <Directory /> não afetará outros sistemas de arquivos montados dentro de seus subdiretórios. Caso uma diretiva de acesso padrão não seja especificada para outros sistemas de arquivos, o acesso será automaticamente negado.

 

Restrições de acesso

A restrição de acesso do Apache é feita através de Autorização e Autenticação. Através da autorização, é checado se o endereço/rede especificada tem ou não permissão para acessar a página. A autenticação requer que seja passado nome e senha para garantir acesso a página. Os métodos de Autorização e Autenticação podem ser combinados como veremos mais adiante.

Autorização

A restrição de acesso por autorização (controlado pelo módulo mod_access), permite ou não o acesso ao cliente de acordo com o endereço/rede especificada. As restrições afetam também os sub-diretórios do diretório alvo. Abaixo um exemplo de restrição de acesso que bloqueia o acesso de qualquer host que faz parte do domínio .spammers.com.br a URL http://servidor/teste:

<Location /teste>
Option Indexes
Order allow,deny
allow from all
deny from .spammers.com.br
</Location>

A opção Option foi explicada anteriormente, seguem as explicações das outras diretivas:

Order

Especifica em que ordem as opções de acesso allow/deny serão pesquisadas. Caso não seja especificada, o padrão será deny/allow. Note que a ordem de pesquisa de allow e deny é a inversa da especificada. A diretiva Order aceita os seguintes valores:

ATENÇÃO: É importante saber se a página será permissiva ou restritiva para escolher a ordem mais adequada ao seu caso, também leve em consideração a possibilidade do processamento cair na diretiva de acesso padrão, caso nenhuma diretiva allow ou deny confira e você estiver usando a ordem de acesso "allow,deny" ou "deny,allow". Um sistema mal configurado neste aspecto poderá trazer sérias conseqüências.

É comum em páginas permissivas se definir a seguinte configuração:

Order allow,deny
allow from all

O motivo é que em um grande site, se forem adicionadas mais restrições nesta página (devido a alguns domínios que tem usuários mal comportados, bloqueio de acesso a rede do concorrente, potenciais atacantes, etc...), estas deverão ser lidas antes da diretiva "allow from all" e podem passar desapercebidas ao administrador e podem simplesmente não funcionar caso a opção Order não esteja ajustada corretamente (lembre-se, você é o administrador e a integridade do site depende de sua atenção na escolha da ordem correta das diretivas de acesso).

allow from

Especifica o endereço que terá acesso ao recurso especificado. A diretiva allow from aceita os seguintes valores:

OBS1: É necessário reiniciar o Apache depois de qualquer modificação em seu arquivo de configuração (executando apachectl restart), ou recarregar os arquivos de configuração (apachectl graceful).

OBS2: Mais de um host pode ser especificado separando-os com um espaço:

allow from 192.168. .debian.org.br

Permitirá o acesso de qualquer máquina que o endereço IP confira com 192.168.*.* e qualquer computador do domínio debian.org.br

OBS3: Regras baseadas em nomes simples de hosts (como www) não conferirão! Deverá ser usado o FQDN ou IP:www.dominio.com.br

OBS4: Caso Order não seja especificado, deny,allow será usado como padrão (ou seja, permitirá tudo como padrão).

deny from

Especifica os endereços que NÃO terão acesso ao recurso especificado. As explicações referentes a esta diretiva de acesso são idêntica as de allow from.

É recomendável o uso de endereços IP ao invés de endereços DNS e um mecanismo anti-spoofing no firewall ou código de roteamento, pois ficará mais difícil um ataque baseado em DNS spoofing, aumentando consideravelmente a segurança de seu servidor web.

ATENÇÃO: Caso receba erros 403 (acesso negado) sem bloquear a URL nas diretivas de acesso, uma dos seguintes problemas pode ser a causa:

Abaixo alguns exemplos de permissões de acesso:

<Directory /var/www>
Options SymLinksIfOwnerMatch Indexes MultiViews
Order allow,deny
allow from all
</Directory>

Permite o acesso de qualquer usuário de qualquer lugar (allow from all), permite também a visualização da listagem formatada de arquivos caso nenhum arquivo especificado na diretiva DirectoryIndex seja encontrado (Indexes), permite negociação de conteúdo (MultiViews) e seguir links caso o dono do arquivo confira com o nome do link (SymLinksIfOwnerMatch).

<Directory /var/www>
Options SymLinksIfOwnerMatch Indexes MultiViews
</Directory>

Tem o mesmo significado da diretiva acima por métodos diferentes; quando nenhuma opção Order é especificada, deny,allow é definido como padrão, e como nenhuma opção de acesso allow/deny foi especificada, o padrão Order deny,allow é usado e permite TUDO como padrão.

<Directory /var/www>
Options Indexes
Order deny,allow
deny from all
</Directory>

Esta regra acima não tem muita lógica pois restringe o acesso de todos os usuários ao diretório /var/www, ao menos que esta seja sua intenção...

<Location /cdtc>
Options All
Order allow,deny
allow from all
</Location>

A regra acima permite o acesso a URL http://www.servidor.org/cdtc de qualquer host na Internet

<Files .htaccess>
Order deny,allow
deny from all
</Files>

Bloqueia o acesso a qualquer arquivo .htaccess do sistema

<Files ~ "leiame-(arm|alpha|m68k|sparc|powerpc)\.txt">
Order deny,allow
deny from all
</Files>

Bloqueia o acesso a qualquer arquivo leiame-arm.txt, leiame-alpha.txt, leiame-m68k.txt, leiame-sparc.txt e leiame-powerpc.txt fazendo uso de expressões regulares.

<Directory /var/www>
Options Indexes
Order mutual-failure
allow from .dominio.com.br
deny from lammer.dominio.com.br
</Directory>

A diretiva acima somente permite acesso ao diretório /var/www de máquinas pertencentes ao domínio .dominio.com.br desde que não seja lammer.dominio.com.br.

<Directory /var/www>
Options Indexes MultiViews
Order allow,deny
deny from .com .com.br
allow from all
</Directory>

Bloqueia o acesso ao diretório /var/www de computadores pertencentes aos domínios .com e .com.br.

<Directory /var/www>
Options None
Order deny,allow
allow from 192.168.1. .guiafoca.org .debian.org
deny from 200.200.123.
</Directory>

A regra acima permite o acesso de máquinas da rede 192.168.1.*, do domínio *.guiafoca.org e *.debian.org. O acesso de máquinas da rede 200.200.123.* é bloqueado (nada contra, peguei nesse número ao acaso :o) ).

Note que a máquina 192.168.4.10 terá acesso LIVRE a regra acima, pois não conferirá nem com allow nem com deny, então o processamento cairá na diretiva padrão de deny,allow, que neste caso permite o acesso caso nem allow nem deny tenham conferido com o padrão.

<Directory /var/www>
Options None
Order allow,deny
allow from 192.168.1. .cipsga.org.br .debian.org
deny from 200.200.123.
</Directory>

A regra acima é idêntica a anterior somente com a mudança da opção Order. Bloqueia o acesso de máquinas da rede 200.200.123.* e permite o acesso de máquinas da rede 192.168.1.*, do domínio *.cipsga.org.br e *.debian.org.

Note que a máquina 192.168.4.10 terá acesso BLOQUEADO a regra acima, pois não conferirá nem com allow nem com deny, então o processamento cairá na diretiva padrão de allow,deny que neste caso bloqueia o acesso.

Autenticação

Através da autenticação (controlado pelo módulo mod_auth) é possível especificar um nome e senha para acesso ao recurso solicitado. As senhas são gravadas em formato criptografado usando Crypto ou MD5 (conforme desejado). O arquivo de senhas pode ser centralizado ou especificado individualmente por usuário, diretório ou até mesmo por arquivo acessado.

Criando um arquivo de senhas

O arquivo de senhas pode ser criado e mantido através do uso de 3 utilitários: htpasswd, htdigest e dbmmanage:

htpasswd

Este é usado para criar o arquivo de senhas. Para criar um banco de dados com o nome senhas para o usuário convidado, é usada a seguinte sintaxe:

debian:~# htpasswd -c -m senhas convidado

Você será perguntado por uma senha para o usuário convidado e para redigitá-la. A opção "-c" indica que deverá ser criado um arquivo, a opção "-m" indica a utilização de senhas criptografadas usando o algoritmo MD5, que garante maior segurança que o método Crypto. A senha pode ser especificada diretamente na linha de comando através da opção "-b" (isto é um ótimo recurso para utilização em shell scripts ou programas CGI de integração com o navegador).

debian:~# htpasswd -b -d senhas chefe abcdef

No exemplo acima, uma senha de alta segurança será introduzida no banco de dados senhas tornando impossível o acesso a página do usuário.

Note que esta senha foi cadastrada usando o algoritmo de criptografia Crypto (opção -d). O algoritmo SHA também pode ser usado como alternativa, através da opção "-s". Para modificar a senha do usuário convidado, basta usar a mesma sintaxe (sem a opção "-c" que é usada para criar um novo arquivo):

debian:~# htpasswd -m senhas convidado

ou

debian:~# htpasswd -b -m senhas convidado nova_senha

Opcionalmente você pode especificar a opção "-d" para atualizar também o formato da senha para Crypto. Podem existir senhas de criptografias mistas (SHA, Crypto, MD5) no mesmo arquivo sem nenhum problema.

A mudança do formato de senhas é útil quando se deseja aumentar o nível de segurança oferecido por um melhor sistema ou para manter a compatibilidade com alguns scripts/programas que compartilhem o arquivo de senhas.

htdigest e dbmmanage

Estes são idênticos ao htpasswd, a diferença é que o htdigest permite criar/manter um arquivo de senhas usando a autenticação Digest, enquanto o dbmmanage permite manter o banco de dados de senhas em um arquivo DB, DBM, GDBM e NDBM, formatos conhecidos pelo Perl.

Para mais informações sobre esses utilitários as páginas de manual podem ser acessadas:

debian:~# man htpasswd
debian:~# man htdigest
debian:~# man dbmmanage

Autenticação através de usuários

Através deste método é possível especificar que usuários terão acesso ao recurso definido, usando senhas de acesso individuais criptografadas usando um dos utilitários da seção anterior. Para restringir o acesso ao endereço http://servidor.org/teste:

<Location /teste>
AuthName "Acesso a página do CDTC"
AuthType basic
AuthUserFile /home/gleydson/SenhaUsuario
# AuthGroupFile /home/users/SenhaGrupo
Require valid-user
</Location>

Ao tentar acessar o endereço http://servidor/teste, será aberta uma janela no navegador com o título Enter username for Acesso a página do CDTC at servidor.org, a diretiva Require valid-user definem que o usuário e senha digitados devem existir no arquivo especificado por AuthUserFile para que o acesso seja garantido. Abaixo a explicação de cada opção de acesso usada na autenticação:

AuthName

Será o nome que aparecerá na janela de autenticação do seu navegador indicando qual área restrita está solicitando senha (podem existir várias no servidor, bastando especificar várias diretivas de restrições).

AuthType

Especifica o método de que o nome e senha serão passados ao servidor. Este método de autenticação pode ser Basic ou Digest:

AuthUserFile

É o arquivo gerado pelo utilitário htpasswd que contém a senha correspondente ao usuário.

AuthGroupFile

É um arquivo texto que contém o nome do grupo, dois pontos (":") e o nome dos usuários que podem ter acesso ao recurso, separados por vírgulas. No exemplo acima ele se encontra comentado, mas a seguir encontrará exemplos que explicam em detalhes o funcionamento desta diretiva.

Require

Especifica que usuários podem ter acesso ao diretório. Podem ser usadas uma das 3 sintaxes:

A opção Require deve ser acompanhada das diretivas AuthName, AuthType e as diretivas AuthUserFile e AuthGroupFile para funcionar adequadamente.

OBS: É necessário reiniciar o Apache depois de qualquer modificação em seu arquivo de configuração (apachectl restart), ou recarregar os arquivos de configuração (apachectl graceful). Note que o apachectl é somente um shell script para interação mais amigável com o servidor web apache, retornando mensagens indicando o sucesso/falha no comando ao invés de códigos de saída.

Alguns exemplos para melhor assimilação:

<Location /teste>
AuthName "Acesso a página do CDTC"
AuthType basic
AuthUserFile /home/gleydson/SenhaUsuario
Require user gleydson
</Location>

As explicações são idênticas a anterior, mas somente permite o acesso do usuário gleydson a URL http://servidor.org/teste, bloqueando o acesso de outros usuários contidos no arquivo AuthUserFile.

<Location /teste>
AuthName "Acesso a página do CDTC"
AuthType basic
AuthUserFile /home/gleydson/SenhaUsuario
Require user gleydson usuario1 usuario2
</Location>

<Location /teste>
AuthName "Acesso a página do CDTC"
AuthType basic
AuthUserFile /home/gleydson/SenhaUsuario
Require user gleydson
Require user usuario1
Require user usuario2
</Location>

As duas especificações acima são equivalentes e permite o acesso aos usuários gleydson, usuario1 e usuario2 a página http://servidor.org/teste.

Autenticação usando grupos

Há casos onde existem usuários de um arquivo de senhas que devem ter acesso a um diretório e outros não, neste caso a diretiva valid-user não pode ser especificada (porque permitiria o acesso de todos os usuários do arquivo de senha ao diretório) e uma grande lista de usuários ficaria bastante complicada de ser gerenciada com vários usuários na diretiva Require user.

Quando existe esta situação, é recomendado o uso de grupos de usuários. Para fazer uso desse recurso, primeiro deverá ser criado um arquivo que armazenará o nome do grupo e dos usuários pertencente àquele grupo usando a seguinte sintaxe (vamos chamar este arquivo de SenhaGrupo):

     admins: gleydson usuario2
     usuarios: usuario1 usuario2 usuario3 gleydson

Agora adaptamos o exemplo anterior para que somente os usuários especificados no grupo admins do arquivo criado acima:

<Location /teste>
      AuthName "Acesso a página do CDTC"
      AuthType basic
      AuthUserFile /home/gleydson/SenhaUsuario
      AuthGroupFile /home/gleydson/SenhaGrupo
      Require group admins
</Location>

Agora somente os usuários pertencentes ao grupo admins (gleydson e usuario2) poderão ter acesso ao diretório /teste.

OBS1: Verifique se o servidor Web possui acesso a leitura no arquivo de senhas de usuários e grupos, caso contrário será retornado um código "500 - Internal Server Error". Este tipo de erro é caracterizado por tudo estar OK na sintaxe dos arquivos de configuração após checagem com "apache -t" e todas as diretivas de controle de acesso apontam para os diretórios e arquivos corretos.

OBS2: Sempre use espaços para separar os nomes de usuários pertencentes a um grupo.

OBS3: NUNCA coloque os arquivos que contém senhas e grupos em diretórios de acesso público onde usuários podem ter acesso via o servidor Web. Tais localizações são /var/www, /home/"usuario"/public_html e qualquer outro diretório de acesso público que defina em seu sistema.

É recomendável também ocultar estes arquivos através da diretiva <Files> evitando possíveis riscos de segurança com usuários acessando os arquivos de senha e grupo.

Na distribuição Debian, qualquer arquivo iniciando com .ht* será automaticamente ocultado pelo sistema, pois já existe uma diretiva <Files ~ "\.ht">. Tal diretiva pode também ser especificada no arquivo de acesso .htaccess. Assim um arquivo .htsenha e .htgroup são bons nomes se estiver desejando ocultar dados de olhos curiosos...

Usando autorização e autenticação juntos

Os métodos de autorização e autenticação podem ser usados ao mesmo tempo dentro de qualquer uma das diretivas de controle de acesso. As diretivas de autorização são processadas primeiro (mod_access) e depois as diretivas de autenticação (mod_auth). Segue um exemplo:

<Directory /var/www>
      Options Indexes
      Order deny,allow
      allow from .dominiolocal.com.br
      deny from all
      AuthName "Acesso ao diretório do servidor Web"
      AuthType basic
      AuthUserFile /var/cache/apache/senhas
      Require valid-user
</Directory>

Para ter acesso ao diretório /var/www, primeiro o computador deve fazer parte do domínio .dominiolocal.com.br, assim ela passa pelo teste de autorização, depois disso será necessário fornecer o login e senha para acesso a página, digitando o login e senha corretos, o teste de autenticação será completado com sucesso e o acesso ao diretório /var/www autorizado.

<Directory /var/www>
      Options Indexes
      Order mutual-failure
      allow from .dominiolocal.com.br
      deny from lammer.dominiolocal.com.br
      AuthName "Acesso ao diretório do servidor Web"
      AuthType basic
      AuthUserFile /var/cache/apache/senhas
      AuthGroupFile /var/cache/apache/grupos
      Require group admins
</Directory>

No exemplo acima, é usado o método de autorização com a opção Order mutual-failure e o método de autenticação através de grupos. Primeiro é verificado se o usuário pertence ao domínio .dominiolocal.com.br e se ele não está acessando da máquina lammer.dominiolocal.com.br, neste caso ele passa pelo teste de autorização. Depois disso ele precisará fornecer o nome e senha válidos, com o login pertencente ao AuthGroupFile, passando pelo processo de autenticação e obtendo acesso ao diretório /var/www.

Acesso diferenciado em uma mesma diretiva

É interessante permitir usuários fazendo conexões de locais confiáveis terem acesso direto sem precisar fornecer nome e senha e de locais inseguros acessarem somente após comprovarem quem realmente são. Como é o caso de permitir usuários de uma rede privada terem acesso completo aos recursos e permitir o acesso externo ao mesmo recurso somente através de senha. Isto pode ser feito com o uso da diretiva Satisfy junto ao bloco de autorização/autenticação. Vamos tomar como base o exemplo anterior:

<Directory /var/www>
      Options Indexes
      Order mutual-failure
      allow from .dominiolocal.com.br
      deny from lammer.dominiolocal.com.br
      AuthName "Acesso ao diretório do servidor Web"
      AuthType basic
      AuthUserFile /var/cache/apache/senhas
      AuthGroupFile /var/cache/apache/grupos
      Require group admins
      Satisfy any
</Directory>

Note que o exemplo é o mesmo com a adição da diretiva Satisfy any no final do bloco do arquivo. Quando a opção Satisfy não é especificada, ela assumirá "all" como padrão, ou seja, o usuário deverá passar no teste de autorização e autenticação para ter acesso.

A diferença do exemplo acima em relação ao da seção anterior é se a máquina passar no teste de autorização ela já terá acesso garantido. Caso falhe no teste de autorização, ainda terá a chance de ter acesso a página passando na checagem de autenticação.

Isto garante acesso livre aos usuários do domínio .dominiolocal.com.br. Já os outros usuários, incluindo acessos vindos de lammer.dominiolocal.com.br que pode ser uma máquina com muito uso, poderá ter acesso ao recurso caso tenha fornecido um nome e senha válidos para passar pelo processo de autenticação. Tenha isto em mente... este tipo de problema é comum e depende mais de uma política de segurança e conduta interna, o sistema de segurança não pode fazer nada a não ser permitir acesso a um nome e senha válidos.

Tenha cuidado com o uso da opção Satisfy em diretivas que especificam somente o método de autenticação:

<Directory /var/www>
      Options Indexes
      AuthName "Acesso ao diretório do servidor Web"
      AuthType basic
      AuthUserFile /var/cache/apache/senhas
      AuthGroupFile /var/cache/apache/grupos
      Require group admins
      Satisfy any
</Directory>

ATENÇÃO PARA O DESCUIDO ACIMA!: Como o método de autorização NÃO é especificado, é assumido deny,allow como padrão, que permite o acesso a TODOS os usuários. O bloco acima NUNCA executará o método de autenticação por este motivo. A melhor coisa é NÃO usar a opção Satisfy em casos que só requerem autenticação ou usar Satisfy all (que terá o mesmo efeito de não usá-la).

A falta de atenção nisto pode comprometer silenciosamente a segurança de seu sistema.

O arquivo .htaccess

O arquivo .htaccess deve ser colocado no diretório da página que deverá ter suas permissões de acesso/listagem controladas. A vantagem em relação a inclusão direta de diretivas de acesso dentro do arquivo de configuração do Apache, é que o controle de acesso poderá ser definido pelo próprio webmaster da página, sem precisar ter acesso direto a configuração do Apache, que requerem privilégios de root.

Outro ponto fundamental é que não há necessidade de reiniciar o servidor Web, pois este arquivo é lido no momento de cada acesso ao diretório que controla. O nome do arquivo OverRide pode ser definido através da diretiva AccessFileName no arquivo de configuração do Apache, .htaccess é usado como padrão.

O controle de que opções estarão disponíveis no .htaccess são definidas na diretiva AllowOverride que pode conter o seguintes parâmetros:

OBS: Não tem sentido usar a opção AllowOverride dentro da diretiva <Location>, ela será simplesmente ignorada.

Para acesso ao arquivo .htaccess do diretório /var/www/focalinux, o Apache buscará os arquivos .htaccess na seqüencia: /.htaccess, /var/.htaccess, /var/www/.htaccess, /var/www/focalinux/.htaccess, qualquer diretiva que não exista no .htaccess do diretório /var/www/focalinux terá seu valor definido pela diretiva dos arquivos .htaccess dos diretórios anteriores. Somente após esta seqüencia de checagens o acesso ao documento é permitido (ou negado).

Por este motivo, muitos administradores decidem desativar completamente o uso de arquivos .htaccess no diretório raíz e habilitar somente nos diretórios especificados pela diretiva <Directory> no arquivo de configuração do Apache, evitando brechas de segurança na manipulação destes arquivos (esta é uma boa idéia a não ser que se dedique 24 horas somente na administração do seu servidor Web e conheça toda sua estrutura hierárquica de segurança:

<Directory />
      AllowOverride none
</Directory>
     
<Directory /var/www>
      AllowOverride limit authconfig indexes
</Directory>

Na especificação acima, o arquivo .htaccess será procurado no diretório /var/www e seus sub-diretórios, usando somente opções que controlam a autorização de acesso (limit), autenticação e opções (authconfig) e de indexação de documentos (indexes).

Alguns exemplos do uso do arquivo .htaccess:

Para permitir o acesso direto de usuários da rede 192.168.1.* diretamente, e requerer senha de acesso para outros usuários, o seguinte arquivo .htaccess deve ser criado no diretório /var/www:

     Order deny,allow
     allow from 192.168.1.0/24
     deny from all
     AuthName "Acesso a página Web principal da Empresa"
     AuthType basic
     AuthUserFile /var/cache/apache/senhas
     Require valid-user
     Satisfy any

Note que a sintaxe é exatamente a mesma das usadas na diretivas de acesso, por este motivo vou dispensar explicações detalhadas a respeito.

ATENÇÃO: A diretiva Options Indexes deverá ser especificada no AllowOverRide e não no arquivo .htaccess. Agora você já sabe o que fazer se estiver recebendo erros 500 ao tentar acessar a página (Erro interno no servidor)...

Usando a diretiva SetEnvIf com Allow e Deny

É possível especificar o acesso baseado em variáveis de ambiente usando a diretiva SetEnvIf, isto lhe permite controlar o acesso de acordo com o conteúdo de cabeçalhos HTTP. A sintaxe é a seguinte:

SetEnvIf [atributo] [expressão] [variável]

Isto poder ser facilmente interpretado como: Se o "atributo" especificado conter a "expressão", a "variável" será criada e armazenará o valor verdadeiro. Veja abaixo:

     SetEnvIf User-Agent ".*MSIE*." EXPLORER
     <Directory /var/www>
      Order deny,allow
      allow from all
      deny from env=EXPLODER
     </Directory>

Se o Navegador (campo User-Agent do cabeçalho http) usado para acessar a página for o Internet Explorer, a variável EXPLODER será criada e terá o valor verdadeiro (porque a expressão de SetEnvIf conferiu com a expressão).

Note o uso de "deny from env=VARIÁVEL". Neste caso se o navegador for o Internet Explorer, o acesso será bloqueado (pois o navegador conferiu, assim a variável EXPLODER recebeu o valor verdadeiro).

É permitido especificar as diretivas de acesso normais junto com especificação de variáveis de ambiente, basta separá-los com espaços. Uma descrição completa dos cabeçalhos HTTP, conteúdo e parâmetros aceitos por cada um são descritos na RFC 2068.

A diretiva <Limit>

Esta diretiva é semelhante a <Directory> mas trabalha com métodos HTTP (como GET, PUT, POST, etc) ao invés de diretórios. A diretiva <Limit> pode ser usada dentro da diretiva de acesso <Directory>, <Location>, mas nenhuma diretiva de controle de acesso pode ser colocada dentro de <Limit>.

Os métodos HTTP válidos são: GET, POST, PUT DELETE, CONNECT, OPTIONS, TRACE, PATCH, PROPFIND, PROPPATCH, MKCOL, COPY, MOVE, LOCK e UNLOCK. Note que os métodos são case-sensitive. Por exemplo:

<Directory /var/www>
      Option Indexes
      <Limit POST PUT DELETE>
          Order deny,allow
          allow from 192.168.1.0/24
          deny from all
       </Limit>
</Directory>

Somente permitem o uso dos métodos POST, PUT, DELETE de máquinas da rede interna.

OBS1: Se o método GET é bloqueado, o cabeçalho HTTP também será bloqueado.

OBS2: A diretiva de acesso <Limit> somente terá efeito na diretiva <Location> se for especificada no arquivo de configuração do servidor web. A diretiva <Location> simplesmente é ignorada nos arquivos .htaccess...

Este abaixo é usado por padrão na distribuição Debian para restringir para somente leitura o acesso aos diretórios de usuários acessados via módulo mod_userdir:

     <Directory /home/*/public_html>
         AllowOverride FileInfo AuthConfig Limit
         Options MultiViews Indexes SymLinksIfOwnerMatch IncludesNoExec
         <Limit GET POST OPTIONS PROPFIND>
             Order allow,deny
             Allow from all
         </Limit>
         <Limit PUT DELETE PATCH PROPPATCH MKCOL COPY MOVE LOCK UNLOCK>
             Order deny,allow
             Deny from all
         </Limit>
     </Directory>

Diretiva <LimitExcept>

Esta diretiva é semelhante a <Limit>, mas atinge todos os métodos HTTP, menos os especificados.

 

O sistema de log do Apache

O Apache é bem flexível na especificação do que será registrado em seus arquivos de log, possibilitando utilizar um arquivo de log único, diversos arquivos de logs registrando cada evento ocorrido no sistema (conexão, navegador, bloqueio de acesso, erros, etc) incluindo os campos que deseja em cada arquivo e a ordem dos campos em cada um deles.

Enfim, qualquer coisa pode ser especificada de forma que atenda as suas necessidades particulares de logging.

AgentLog

AgentLog arquivo/pipe: Indica o nome do arquivo que registrará o nome do navegador que está acessando a página (conteúdo do cabeçalho User-Agent). É possível usar o pipe "|" para direcionar os erros para um programa de formatação ou processamento. ATENÇÃO: Se um programa for usado como pipe, ele será executado sob o usuário que iniciou o apache. Revise o código fonte do programa para ter certeza que não contém falhas que possam comprometer a segurança de seu sistema.

Exemplo: AgentLog /var/log/apache/agent.log

ErrorLog

ErrorLog arquivo/pipe - Especifica o arquivo que registrará as mensagens de erro do servidor Apache. É possível usar o pipe "|" para direcionar os erros para um programa de formatação ou processamento.

Exemplo: ErrorLog /var/log/apache/errors.log

CustomLog

Permite especificar onde os logs serão gravados para os arquivos de logs personalizados. Esta diretiva também aceita apelidos definidos pela diretiva LogFormat.

CustomLog [arquivo/pipe] [formato/nome]

Onde:

arquivo/pipe

Arquivo de log personalizado ou pipe.

formato/nome

Especifica o formato do arquivo de log (da mesma forma que o especificado na opção LogFormat). Deverá ser especificado entre "aspas" caso tiver espaços.

Ao invés de especificar o formato, também é possível usar um apelido definido pela opção LogFormat, neste caso os parâmetros definidos pelo LogFormat para "nome" serão atribuídos a diretiva CustomLog.

Exemplos:

CustomLog /var/log/apache/common.log "%h %l %u %t \"%r\" %>s %b"
CustomLog /var/log/apache/common.log common

RefererLog

RefererLog [arquivo/pipe]: Indica que arquivo/pipe registrará os campos Referer do cabeçalho HTTP. Esta diretiva é mantida por compatibilidade com o servidor web NCSA 1.4.

A configuração padrão do Apache usa uma diretiva alternativa para a especificação do referer que é a seguinte:

LogFormat "%{Referer}i -> %U" referer
CustomLog /var/log/apache/referer.log referer

Exemplo: RefererLog /var/log/apache/referer.log

RewriteLog

RewriteLog: [arquivo/pipe]: Indica o arquivo/pipe que registrará qualquer regravação de URL feita pelo Apache.

OBS: Não é recomendável direcionar o nome de arquivo para /dev/null como forma de desativar este log, porque o módulo de regravação não cria a saída para um arquivo de log, ele cria a saída de log internamente. Isto somente deixará o servidor lento. Para desativar este registro, simplesmente remova/comente a diretiva RewriteLog ou use a opção RewriteLogLevel 0.

Exemplo: RewriteLog /usr/local/var/apache/logs/rewrite.log

RewriteLogLevel

RewriteLogLevel [num]: Especifica os detalhes que serão incluídos no registro da opção RewriteLog, os valores permitidos estão entre 0 e 9. Se for usado 0, o registro do RewriteLog é totalmente desativado (esta é a padrão).

OBS: Qualquer valor acima de 2 deixa o servidor Web cada vez mais lento devido ao processamento e a quantidade de detalhes registrados no arquivo especificado por RewriteLog

ScriptLog

ScriptLog [arquivo]: Especifica o nome do arquivo de log que receberá as mensagens de erros gerados por scripts CGI executados no servidor. Esta opção é controlada pelo módulos mod_cgi.

Os arquivos de log serão abertos por um sub-processo rodando com as permissões do usuário especificado na diretiva "user".

OBS: Esta opção somente é recomendada como depuradora de scripts CGI, não para uso contínuo em servidores ativos.

Exemplo: ScriptLog /var/log/apache/cgiscripts.log

ScriptLogBuffer

ScriptLogBuffer: Especifica o tamanho do cabeçalho PUT ou POST gravado no arquivo especificado por ScriptLog. O valor padrão é 1024 bytes. Esta opção é controlada pelo módulos mod_cgi

Exemplo: ScriptLogBuffer 512

ScriptLogLength

ScriptLogLength: [tamanho]: Especifica o tamanho máximo do arquivo de log gerado pela opção ScriptLog. O valor padrão é 10385760 bytes (10.3MB). Esta opção é controlada pelo módulos mod_cgi

Exemplo: ScriptLogLength 1024480

LogFormat

LogFormat: Define os campos padrões do arquivo gerado pela opção TransferLog. O seu formato é o seguinte:

LogFormat [formato] [nome]

Quando o formato não é especificado, assume o valor padrão %h %l %u %t \"%r\" %s %b. A especificação do [nome] permite que você utilize o formato especificado em uma opção CustomLog ou outra diretiva LogFormat, facilitando a especificação do formato do log.

Os seguintes formatos são válidos:

Exemplos:

LogFormat "%h %l %u %t \"%r\" %>s %b \"%{Referer}i\" \"%{User-Agent}i\" %T %v" full
LogFormat "%h %l %u %t \"%r\" %>s %b \"%{Referer}i\" \"%{User-Agent}i\" %P %T" debug
LogFormat "%h %l %u %t \"%r\" %>s %b \"%{Referer}i\" \"%{User-Agent}i\"" combined
LogFormat "%h %l %u %t \"%r\" %>s %b" common
LogFormat "%{Referer}i -> %U" referer
LogFormat "%{User-agent}i" agent

TransferLog

TransferLog [arquivo/pipe]: Indica o arquivo que armazenará as transferências entre o servidor http e o cliente. Ela cria o arquivo de log com o formato definido pela opção LogFormat mais recente (sem a especificação do nome associado a diretiva) ou o formato padrão CLF do log do Apache.

Se omitido, o arquivo não será gerado

Exemplo: TransferLog /var/log/apache/transferências.log

OBS: Se esta não é uma opção muito utilizada na administração de seus sistemas, é recomendável o uso da diretiva CustomLog para evitar confusões futuras.

LogLevel

Define o nível de alerta das mensagens que serão gravadas no arquivo especificado pela diretiva ErrorLog. Quando não é especificado, assume o nível "error" como padrão. Abaixo os parâmetros aceitos em sua respectiva ordem de importância:

Note que os níveis são os mesmos usados pelo syslog. Quando um nível particular é especificado, as mensagens de todos os níveis de maior importância também serão registrados. Por exemplo, se o nível "info" for especificado, as mensagens com os níveis de "notice" e "warn" também serão registradas. É recomendado o uso de um nível de no mínimo crit.

Anonymous_LogEmail

Se estiver como "on" a senha digitada será registrada no arquivo especificado por ErrorLog. Esta diretiva é ativada por padrão.

Exemplo: Anonymous_LogEmail off

CookieLog

Especifica o arquivo que será usado para registrar os cookies

OBS1: Caso o caminho do arquivo não for especificado nas diretivas, será assumido DocumentRoot como diretório padrão.

OBS2: Caso esteja usando o pipe, o dono do processo será o mesmo que iniciou o servidor WEB Apache. Tenha certeza do funcionamento do programa para não comprometer o seu sistema, e cuide para que ele não possa ser modificado indevidamente por outros usuários.

Exemplo: CookieLog /var/log/apache/cookies.log

Definindo documentos de erro personalizados

Documentos de erros personalizados são definidos através da diretiva ErrorDocument. É possível especificar códigos de erros que serão atendidos por certos documentos ou colocar esta diretiva dentro de blocos de controle de acesso <Directory>, <Location> ou <VirtualHost> para que tenham mensagens de erro personalizadas, ao invés da padrão usada pelo servidor httpd.

ErrorDocument [código de erro] [documento]

Onde:

Para definir uma mensagem de erro padrão para todo servidor web, basta colocar a diretiva ErrorDocument fora das diretivas que controlam o acesso a diretórios e virtual hosts (o inicio do arquivo httpd.conf é ideal).

Exemplos:

 

Configurando o apache como um servidor proxy

O Apache pode ser configurado para funcionar como servidor proxy transparente para sua rede interna, possibilitando inclusive o uso de cache de disco. É possível se fazer conexões HTTP (incluindo SSL) e FTP. Através desta característica também é possível usar uma das características mais interessantes desse servidor web: o redirecionamento de conexões para uma determinada URL para uma outra máquina, que pode ser um outro host remoto ou uma máquina da rede interna (não acessível diretamente via Internet).

O primeiro passo é ativar o módulo de proxy no arquivo httpd.conf, basta descomentar a linha:

# LoadModule proxy_module /usr/lib/apache/1.3/libproxy.so

O seguinte bloco pode ser colocado no final do arquivo httpd.conf para configurar um servidor proxy para realizar conexões diretas (sem o uso de cache) e permitir o uso de servidores proxy em sua rede:

# Suporte a Proxy
#
<IfModule mod_proxy.c>
ProxyRequests off
ProxyRemote * http://debian:3128
ProxyBlock microsoft.com microsoft.com.br
NoProxy 192.168.1.0/24
ProxyDomain .gms.com.br

# Ativa/Desativa a manipulação de cabeçalhos HTTP/1.1 "Via:".
#
# ("Full" adiciona a versão do servidor Apache; "Block" remove todos os cabeçalhos
# de saída "Via:")
# Escolha uma das opções: Off | On | Full | Block
#
#ProxyVia On
</IfModule>

Segue a explicação de cada uma das diretivas acima:

ProxyRequests [on/off]

Ativa (on) ou Desativa (off) o serviço de proxy do servidor Apache. Note que o módulo libproxy.so deve estar carregado para que o bloco <IfModule libproxy.c> seja processado. A desativação desta diretiva não afeta a diretiva ProxyPass.

ProxyRemote [origem] [URL]

Esta opção é útil para fazer o Apache redirecionar suas requisições para outro servidor proxy (como o squid ou o gateway da rede, caso o Apache estiver sendo executado em uma máquina interna). A origem pode ser uma URL completa (como http://www.debian.org), uma URL parcial (como ftp, http) ou "*" para que o redirecionamento seja sempre usado.

ProxyBlock [padrão]

Permite bloquear o acesso a endereços que contenham o padrão especificado. Podem ser especificadas palavras, máquinas, domínios, URLs separados por espaços. O Apache fará a resolução DNS no caso de endereços IP e fará o cache para requisições futuras.

NoProxy [endereços]

Permite especificar endereços Internos que não serão redirecionados para o servidor proxy especificado por ProxyRemote. Podem ser usados nomes de máquinas, endereços IP, subredes ou domínios separados por espaços.

ProxyDomain [endereço]

Especifica o endereço que será adicionado a URL caso seja recebida uma requisição que contenha somente um nome de máquina. É útil em redes Internas.

Note que quando o suporte a proxy não está ativado no Apache, qualquer endereço de URL externa levará a página definida pela diretiva DocumentRoot. Isto deixará de funcionar após configurar o serviço de proxy.

O uso do cache é interessante para acelerar as requisições http da rede interna para a rede externa, desta forma, se uma requisição foi feita anteriormente, será descarregado o arquivo do disco rígido e assim evitar uma nova conexão externa (isto libera a rede para outras coisas). Para configurar um cache no serviço proxy, adicione as seguintes linhas no final do bloco anterior de proxy:

# As linhas abaixo ativam o cache do apache, o cache não funcionará ao menos que
# CacheRoot seja especificado
CacheRoot /var/spool/apache
CacheForceCompletion 70
CacheSize 5
CacheGcInterval 3
CacheDefaultExpire 5
CacheMaxExpire 300
NoCache 192.168.1.0/24 a_domain.com outrodomínio.com.br outro.dominio.net

Cada diretiva acima possui o seguinte significado:

CacheRoot

Diretório base onde serão criados os outros diretórios de cache. O cache só será ativado se esta diretiva for definida.

CacheForceCompletion [num]

Se uma transferência for cancelada e passar de num%, o Apache continuará a transferência e armazenará o arquivo no cache. O valor padrão é 90.

CacheSize [num]

Define o tamanho máximo do diretório de cache do Apache, em KB. Não especifique um valor que tome mais de 70% do espaço em disco. O valor padrão é 5.

CacheGcInterval [num]

Define o tempo que o cache será checado em busca de arquivos maiores que o total do cache. Arquivos que ultrapassem o tamanho do cache são automaticamente eliminados.

CacheDefaultExpire [num]

Define o tempo que os documentos ficarão no cache, se foram transferidos através de protocolos que não suportam horas de expiração. O valor padrão é 1 hora.

CacheMaxExpire [num]

Define o tempo que os documentos permanecerão armazenados no cache (em horas). Esta opção ignora a hora de expiração do documento (caso fornecida). O valor padrão é 24 horas.

NoCache [endereços]

Permite especificar lista de palavras, máquinas, domínios, IP's que não serão armazenados no cache do Apache. Caso seja usado NoCache * o cache será desativado completamente. Note que o cache também pode ser desativado comentando a diretiva CacheRoot.

Se você desejar um servidor cache mais flexível, rápido, dinâmico, configurável (com possibilidade de uso de restrições baseadas em URL, tempo de acesso, autenticação), instale o squid e configure o apache para fazer forward de conexões para ele .

Controlando o acesso ao servidor proxy

É muito recomendado incluir o bloco abaixo no arquivo access.conf para definir o acesso dos serviços de proxy nas redes desejadas (se a sua configuração for aberta como padrão isto pode ser opcional):

# Acesso aos serviços proxy do apache

<Directory proxy:*>
    Order deny,allow
    Deny from all
    Allow from .seudominio.com.br
</Directory>

Se essa diretiva não for definida como acima o proxy estará aberto não apenas para uma rede específica, situação não muito recomendada.

Para explicações sobre o processo de bloqueio acima, releia a seção sobre Autorização, na lição 5.

Redirecionamento de conexões no Apache

Este recurso do Apache é interessante para criar clusters de servidores em sua rede interna. O que ele faz é pegar uma requisição a um determinado endereço e redireciona-lo a outra máquina e as respostas são repassadas ao servidor web (para o cliente a mesma máquina esta atendendo a requisição, para você o processamento das requisições esta sendo distribuído internamente na rede).

As seguintes diretivas são usadas para realizar o redirecionamento de conexões: ProxyPass e ProxyPassRemote.

ProxyPass

ProxyPass [diretório_da_url [outro_servidor:/diretório]

A ProxyPass permite que a URL seja redirecionada para o servidor local e diretório especificado. Por exemplo, assumindo que o endereço principal de nosso servidor é http://www.guiafoca.org e desejamos que a URL http://www.guiafoca.org/download seja atendida por uma máquina localizada na nossa rede privada com o endereço http://192.168.1.54. Basta incluir a linha:

ProxyPass /download http://192.168.1.54

Qualquer requisição externa a http://www.guiafoca.org/download/iniciante será atendida por http://192.168.1.54/iniciante.

ProxyPassRemote

ProxyPassRemote [diretório_da_url [outro_servidor:/diretório]

Esta diretiva permite modificar o cabeçalho Location nas mensagens de respostas de redirecionamento enviadas pelo Apache. Isto permite que o endereço retornado seja o do servidor (que faz a interface externa com o cliente) e não da máquina do redirecionamento.

ProxyPass /download http://192.168.1.54
ProxyPassReverse /download http://192.168.1.54

Se a máquina 192.168.1.54 redirecionar a URL para http://192.168.1.54/download/iniciante, a resposta será modificada para http://www.guiafoca.org/download/iniciante antes de ser retornada ao cliente.

 

Virtual Hosts

Virtual Hosts (sites virtuais) é um recurso que permite servir mais de um site no mesmo servidor. Podem ser usadas diretivas específicas para o controle do site virtual, como nome do administrador, erros de acesso a página, controle de acesso e outros dados úteis para personalizar e gerenciar o site. Existem 2 métodos de virtual hosts:

As explicações desta seção são baseadas na documentação do Apache.

Virtual hosts baseados em IP

Existem duas maneiras de rodar este tipo de host virtual: Através de daemons httpd separados ou em um único daemon httpd usando a diretiva <VirtualHost>.

As vantagens do uso de daemons separados para servir requisições é a proteção sob UID e GID diferente dos outros servidores, assim o administrador do site1 não terá acesso ao httpd.conf, página do site2 (porque ele estará rodando sob uma UID e GID diferentes e o acesso é restrito). Para usar este método, especifique a opção -f [arquivo_cfg] para utilizar um arquivo de configuração personalizado e a diretiva Listen endereço:porta para dizer onde o servidor aguardará as requisições.

As vantagens do uso de um mesmo daemon para servir as requisições são: quando não há problema se os administradores de outros sites tenham acesso ao mesmo arquivo de configuração ou quando há a necessidade de servir muitas requisições de uma só vez (quanto menos servidores web estiverem em execução, melhor o desempenho do sistema). Abaixo um exemplo de configuração de virtual hosts servindo os sites www.site1.com.br e www.site2.com.br:

ServerAdmin webmaster@site.com.br

<VirtualHost www.site1.com.br>
ServerName www.site1.com.br
ServerAdmin site1@site1.com.br
DocumentRoot /var/www/www_site1_com_br
TransferLog /var/log/apache/site1/access.log
ErrorLog /var/log/apache/site1/error.log
User www-data
Group www-data
</VirtualHost>

<VirtualHost www.site2.com.br>
ServerName www.site2.com.br
DocumentRoot /var/www/www_site2_com_br
CustomLog /var/log/apache/site2/access.log combined
ErrorLog /var/log/apache/site2/error.log
</VirtualHost>

Qualquer diretiva dentro de <VirtualHost> controlarão terão efeito no site virtual especificado. Quando uma diretiva não for especificada dentro de <VirtualHost>, serão usados os valores padrões especificados no arquivo de configuração do Apache (como a diretiva ServerAdmin webmaster@site.com.br que será usado como padrão na configuração de www.site2.com.br).

Digite apache -S para ver suas configurações de virtual hosts atual.

OBS1: Desative a diretiva UseCanonicalName off quando utilizar o recurso de máquinas virtuais, esta diretiva faz que o nome do servidor retornado usando o valor em ServerName quando o cliente digita um endereço qualquer.

OBS2: Utilize sempre que possível endereços IP em configurações críticas, assim os serviços não serão tão vulneráveis a possíveis falsificações ou erros.

OBS3: Não permita que outros usuários a não ser o root e o dono do processo Apache (especificado pela diretiva User) tenham acesso de gravação aos logs gerados pelo servidor, pois os dados podem ser apagados ou criados links simbólicos para binários do sistema que serão destruídos quando o Apache gravar dados. Alguns binários e bibliotecas são essenciais para o funcionamento do sistema.

Virtual hosts baseados em nome

Este método é idêntico ao baseado em IP, em especial adicionamos a diretiva NameVirtualHost para dizer qual é o endereço IP do servidor que está servindo os virtual hosts baseados em nome. Veja o exemplo de configuração:

NameVirtualHost 200.200.200.10:80

<VirtualHost _default_:80 200.200.200.10:80>
ServerName www.site.com.br
ServerAdmin admin@site.com.br
DocumentRoot /var/www
TransferLog /var/log/apache/access.log
ErrorLog /var/log/apache/error.log
</VirtualHost>

<VirtualHost 200.200.200.10>
ServerName www.site1.com.br
ServerAdmin admin1@site1.com.br
DocumentRoot /var/www/www_site1_com_br
TransferLog /var/log/apache/site1/access.log
ErrorLog /var/log/apache/site1/error.log
</VirtualHost>

<VirtualHost 200.200.200.10>
ServerName www.site2.com.br
ServerAdmin admin2@site2.com.br
DocumentRoot /var/www/www_site2_com_br
TransferLog /var/log/apache/site2/access.log
ErrorLog /var/log/apache/site2/error.log
</VirtualHost>

A diretiva NameVirtualHost diz que será usado virtual hosts baseados em nome servidos pela máquina com IP 200.200.200.10. Os parâmetros dentro do bloco das diretivas </VirtualHost> são específicas somente no site virtual especificado, caso contrário os valores padrões definidos no arquivo de configuração serão usados. Caso nenhum virtual host confira com a configuração, o virtualhost _default_ será usado.

Digite apache -S para ver suas configurações de virtual hosts atual. Se sua intenção é criar um grande número de virtual hosts que serão servidos pela mesma máquina, o uso da expansão %0 e diretivas VirtualDocumentRoot e VirtualScriptAlias são recomendados:

NameVirtualHost 200.200.200.10:80

<VirtualHost 200.200.200.10>
VirtualDocumentRoot /var/www/%0
VirtualScriptAlias /var/www/%0/cgi-bin
TransferLog log/apache/site1/access.log
ErrorLog log/apache/site1/error.log
</VirtualHost>

Agora crie os diretórios em /var/www correspondentes aos nomes de domínios que serão servidos por sua máquina: mkdir /var/www/www.site1.com.br, mkdir /var/www/www.site2.com.br. Note que sua máquina deverá estar com o DNS configurado para responder por estes domínios .

ATENÇÃO: é importante que os endereços especificados nas diretivas ServerName (www.site1.com.br) resolvam o endereço IP da diretiva VirtualHost (200.200.200.10). Isto deve ser feito via DNS ou nos arquivos /etc/hosts.

OBS1: Utilize sempre que possível endereços IP em configurações críticas, assim os serviços não serão tão vulneráveis a possíveis falsificações ou erros.

OBS2: Não permita que outros usuários a não ser o root e o dono do processo Apache (especificado pela diretiva User) tenha acesso de gravação aos logs gerados pelo servidor. Pois os dados podem ser apagados ou criados links para binários do sistema que serão destruídos quando o apache gravar dados para os logs. Alguns binários e bibliotecas são essenciais para o funcionamento do sistema.

Segurança no uso de IP's em Virtual Hosts

Quando você está colocando um nome na diretiva de configuração do seu virtual hosts, está assumindo que ele resolverá o endereço IP corretamente (como www.site1.com.br => 200.200.200.10). Se por algum motivo o servidor DNS for modificado (por outra pessoa que tem acesso a isto), o endereço IP resolvido para o site www.site1.com.br poderá ser modificado para 200.200.200.20, isto redirecionará as requisições para outra máquina ao invés da máquina correta. Este tipo de ataque é chamado "DNS Spoofing" e o uso de endereço IP (ao invés de nomes) praticamente evita que isto aconteça. Esta situação pode acontecer com a diretiva abaixo:

<VirtualHost www.gms.com.br>
ServerName www.gms.com.br
ServerAdmin gleydson@guiafoca.org
DocumentRoot /var/www/www_gms_com_br
</VirtualHost>

Outra situação, que impede o funcionamento do servidor Web, é quando o servidor DNS está em manutenção ou por algum outro motivo não pode resolver o endereço IP de um nome especificado (como www.site1.com.br). O apache precisa saber qual é o seu endereço IP para ser executado. Veja a próxima modificação:

<VirtualHost 192.168.1.1>
ServerName www.gms.com.br
ServerAdmin gleydson@guiafoca.org
DocumentRoot /var/www/www_gms_com_br
</VirtualHost>

Na configuração acima usamos o IP do servidor para especificar o virtual host. O apache tentará fazer o DNS reverso para determinar qual nome é servido por aquele endereço IP (www.site1.com.br). Se ele falhar, somente a seção <VirtualHost> correspondente será desativada. Isto já é uma melhoria sobre a primeira configuração. O nome do servidor na diretiva ServerName garante que o servidor responda com o nome correto.

Para evitar ataques baseados em DNS siga os seguintes procedimentos de segurança:

 

Módulos DSO

Os módulos DSO permitem adicionar/remover características do Apache sem necessidade de recompilar todo o servidor web, assim interrompendo o serviço para a atualização dos arquivos. Módulos de programas terceiros também podem ser compilados e adicionado sem problemas através deste recurso.

Os módulos são carregados para a memória no momento que o apache é iniciado através da diretiva LoadModule no arquivo de configuração. Dessa forma, toda vez que um novo módulo for adicionado, removido ou alterado, será necessário reiniciar o servidor apache. A sintaxe da linha para carregar módulos .so é a seguinte:

LoadModule [nome_do_modulo] [caminho_do_arquivo_so]

nome_do_modulo

Especifica o nome do módulo, não deve conter espaços.

caminho_do_arquivo_so

Define a localização do arquivo que contém o módulo especificado. Por padrão os módulos estão localizados em /usr/lib/apache/[versão]

A posição em que os módulos aparecem podem ter influência em seu funcionamento, alguns requerem que sejam especificados antes de outros módulos para funcionarem corretamente (como o módulo php3_module, que deve ser carregado antes de qualquer módulo de controle de CGI's). Leia a documentação específica sobre o módulo em caso de dúvidas, os módulos que acompanham o Apache são documentados em detalhes no manual do Apache.

Para usar uma característica/diretiva/opção do Apache que dependa de um certo módulo, obviamente você deverá carregar o módulo correspondente (em caso de dúvidas, leia a documentação sobre o módulo). Veja o httpd.conf para exemplos do uso da diretiva LoadModule.

Por exemplo, se você quiser utilizar as diretivas de autorização (allow, deny, order) deverá ter o módulo mod_access carregado, para usar as diretivas de autorização (authname, authuserfile, authtype, etc) deverá ter o módulo mod_auth carregado. Mais detalhes podem ser encontrados na lição sobre restrições de acesso.

OBS1: O suporte a DSO atualmente só está disponível para plataforma UNIX e seus derivados, como o GNU/Linux.

Também é possível ativar certas diretivas verificando se o módulo correspondente estiver ou não carregado através da diretiva IfModule:

<IfModule mod_userdir.c>
UserDir disabled root
UserDir public_html
</IfModule>

Nas linhas acima, as diretivas UserDir somente serão executadas se o módulo mod_userdir.c estiver carregado através da diretiva LoadModule.

Segue abaixo uma lista de módulos padrões que acompanham do Apache, os módulos marcados com "*" são ativados por padrão:

Criação de Ambiente

Decisão de tipo de conteúdo de arquivos

Mapeamento de URL

Manipulação de Diretórios

Controle de Acesso

Respostas HTTP

Scripts

Manipuladores de conteúdo Interno

Registros de Requisições

Outros

Experimental

Desenvolvimento

 

Uso de criptografia SSL

Esta seção é uma referência rápida para configuração e uso do módulo apache-ssl com o servidor Apache. Este módulo realiza a comunicação segura de dados (criptografada) via porta 443 (que é usada como padrão quando especificamos uma url iniciando com https://). A transmissão criptografada de dados é importante quanto temos dados confidenciais que precisamos transmitir como movimentação bancária, senhas, número de cartões de crédito, fazer a administração remota do servidor, etc. SSL significa Secure Sockets Layer (camada segura de transferência) e TLS Transport Layer Security (camada segura de Transporte).

A intenção aqui é fornecer explicações práticas para colocar um servidor Apache com suporte a SSL funcionando no menor tempo possível. Detalhes sobre funcionamento de certificados, métodos de criptografia, assinatura, etc. deverão ser buscados na documentação deste módulo ou em sites especializados (é um assunto muito longo).

Servidor apache com suporte a ssl

Ao invés de utilizar o módulo mod_ssl, você poderá usar o pacote apache-ssl, ele nada mais é que um servidor Apache com o suporte SSL já incluso e não interfere no servidor Apache padrão, porque é executado somente na porta 443.

Se você tem um grande site com configurações de acesso personalizadas, ele trará mais trabalho de administração, pois as configurações e diretivas de restrições de acesso deverão ser copiadas para este servidor web. No entanto, ele é indicado para máquinas que serão servidores SSL dedicados ou quando não possui configurações especiais em seu servidor web principal.

Esta seção tem por objetivo a instalação do suporte ao módulo SSL (mod_ssl) no servidor Apache padrão.

Instalando o suporte a módulo SSL no Apache

Instale o pacote libapache-mod-ssl.

debian:~# apt-get install libapache-mod-ssl

Após instalá-lo, edite o arquivo /etc/apache/httpd.conf adicionando a linha:

LoadModule ssl_module /usr/lib/apache/1.3/mod_ssl.so

Depois, gere um certificado digital ssl com o programa mod-ssl-makecert. Ele será armazenado por padrão nos diretórios em /etc/apache/ssl e seu uso explicado no resto desta lição.

Gerando um certificado digital

O certificado digital é a peça que garante a transferência segura de dados. Ele contém detalhes sobre a empresa que fará seu uso e quem o emitiu. Para gerar ou modificar um certificado digital, execute o comando mod-ssl-makecert e siga as instruções. O método de criptografia usado pelo certificado digital é baseado no conceito de chave pública/privada, a descrição sobre o funcionamento deste sistema de criptografia é feito usando pgp (gpg)para criptografia de arquivos (http://focalinux.cipsga.org.br/guia/avancado/ch-d-cripto.htm#s-d-cripto-gpg).
OBS: Não utilize acentos nos dados de seu certificado. .

Exemplo de configuração do módulo mod-ssl

Abaixo uma configuração rápida para quem deseja ter um servidor com suporte a SSL funcionando em menor tempo possível (ela é feita para operar em todas as instalações e não leva em consideração o projeto de segurança de sua configuração atual do Apache). Note que todas as diretivas relacionadas com o módulo mod_ssl começam com o nome "SSL":

# Somente processa as diretivas relacionadas a SSL caso o módulo mod_ssl estiver
# carregado pela diretiva LoadModule
<IfModule mod_ssl.c>
# É necessário especificar as portas que o servidor Web aguardará conexões (normais e ssl).
Listen 80
Listen 443

# Ativa o tratamento de conexões com o destino na porta 443 pela diretiva
# VirtualHost abaixo
<VirtualHost _default_:443>

# Ativa ou desativa o módulo SSL para este host virtual
SSLEngine on

# Certificado do servidor
SSLCertificateFile /etc/apache/ssl.crt/server.crt

# Chave privada de certificado do servidor.
SSLCertificateKeyFile /etc/apache/ssl.key/server.key

# A linha abaixo força o fechamento de conexões quando a
# conexão com o navegador Internet Explorer é interrompida. Isto
# viola o padrão SSL/TLS mas é necessário para este tipo de
# navegador. Alguns problemas de conexões de navegadores também
# são causados por não saberem lidar com pacotes keepalive.
SetEnvIf User-Agent ".*MSIE.*" nokeepalive ssl-unclean-shutdown

</VirtualHost>
</IfModule>

#################################################################################
# Adicionalmente poderão ser especificadas as seguintes opções para modificar #
# o comportamento da seção SSL (veja mais detalhes na documentação do mod-ssl) #
#################################################################################

# Formato e localização do cache paralelo de processos da seção. O cache de seção é
# feito internamente pelo módulo mas esta diretiva acelera o processamento
# de requisições paralelas feitas por modernos clientes navegadores. Por padrão
# nenhum cache é usado ("none").
SSLSessionCache dbm:/var/run/ssl-cache

# Localização do arquivo de lock que o módulo SSL utiliza para
# sincronização entre processos. O padrão é nenhum.
SSLMutex file:/var/run/ssl-mutex

# Especifica o método de embaralhamento de dados que será utilizado
# durante o inicio de uma seção SSL (startup) ou durante o processo
# de conexão (connect). Podem ser especificados "builtin" (é muito rápido
# pois consome poucos ciclos da CPU mas não gera tanta combinação aleatória), um
# programa que gera números aleatórios (com "exec") ou os dispositivos aleatórios
# /dev/random e /dev/urandom (com "file"). Por padrão nenhuma fonte
# adicional de números aleatórios é usada.
SSLRandomSeed startup builtin
SSLRandomSeed connect builtin
#SSLRandomSeed startup file:/dev/urandom 512
#SSLRandomSeed connect file:/dev/urandom 512
#SSLRandomSeed connect exec:/pub/bin/NumAleat

# Tipos MIME para download de certificados
AddType application/x-x509-ca-cert .crt
AddType application/x-pkcs7-crl .crl

# Tempo máximo de permanência dos objetos do cache acima. O valor padrão é
# 300 segundos (5 minutos).
SSLSessionCacheTimeout 300

# Versão do protocolo SSL que será usada. Podem ser especificadas
# SSLv2, SSLv3 TLSv1 ou all. O mais compatível com os navegadores atuais
# é o "SSLv2". Por padrão "all" é usado.
#SSLProtocol all
#SSLProtocol -all +SSLv3

# Registra detalhes sobre o tráfego neste arquivo. Mensagens de erro
# também são armazenadas no arquivo de registro padrão do Apache
SSLLog /var/log/apache/ssl-mod.log

# Nível das mensagens de log registradas por SSLLog
SSLLogLevel info

Algumas diretivas deste módulo podem fazer parte tanto da configuração global do servidor como diretivas de acesso (Directory, Location, .htaccess, veja a opção "Context" na documentação do mod_ssl).

Autorizando acesso somente a conexões SSL

Existem casos em que é preciso restringir o uso de conexões normais e permitir somente conexões via SSL (como por exemplo, dentro da diretiva de acesso que controla seu acesso a uma página com listagem de clientes). A opção SSLRequereSSL é usada para tal e deve ser usada dentro das diretivas de controle acesso:

<Directory /var/www/secure/clientes>
Options Indexes
Order deny,allow
Deny from evil.cracker.com
SSLRequireSSL
</Directory>

A diretiva acima requer que sejam feitas conexões SSL (porta 443 - https://) para acesso ao diretório /var/www/secure/clientes, qualquer conexão padrão não criptografada (feita na porta 80) será rejeitada com o erro 403.

OBS: A diretiva SSLRequireSSL podia ser colocada entre as condicionais "IfModule mod_ssl.c" mas o servidor web permitiria conexões não criptografadas se por algum motivo esse módulo não estivesse carregado. Na configuração acima, ocorrerá um erro e impedirá o funcionamento do servidor web caso ocorra algum problema com o mod_ssl.

Iniciando o servidor Web com suporte a SSL

Verifique se a configuração do Apache está ok com apache -t. Caso positivo, reinicie o servidor usando um dos métodos descritos na lição 3. O servidor web lhe pedirá a FraseSenha para descriptografar a chave privada SSL (esta senha foi escolhida durante o processo de criação do certificado).

Esta senha garante uma segurança adicional caso a chave privada do servidor seja copiada de alguma forma. Somente quem tem conhecimento da FraseSenha poderá iniciar o servidor com suporte a transferência segura de dados. Verifique se o virtual host está servindo as requisições na porta 443 com apache -S.

O único método para fazer o servidor web evitar de pedir a senha para descriptografar a chave privada é colocando uma senha em branco. Isto só é recomendado em ambientes seguros e o diretório que contém a chave privada deverá ter somente permissões para o dono/grupo que executa o servidor Web. Qualquer outra permissão poderá por em risco a segurança da instalação caso a chave privada seja roubada. Depois disso, execute os comandos:

# entre no diretório que contém a chave privada
cd /etc/apache/ssl.key
# renomeie a chave privada para outro nome
ren server.key server.key-Csenha
openssl rsa -in server.key-Csenha -out server.key

Digite a senha quando pedido. A chave original (com senha) estará gravada no arquivo server.key-Csenha e poderá ser restaurada se necessário. Reinicie o servidor Apache, desta vez ele não pedirá a senha.

OBS1: Tire uma cópia de segurança da chave privada original antes de executar esta operação.

OBS2: Não se esqueça de ajustar as permissões de acesso no diretório /etc/apache/ssl.key caso não utilize senha para proteger seu certificado digital.

 

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