Essa é a documentação do usuário para a distribuição Arch Linux, versão 0.7 (Wombat). Ela cobre como obter os arquivos necessários, instalar a distribuição e configurar o sistema básico, inicializável. Além disso, você encontrará aqui uma referência rápida ao layout do sistema e à ferramentas específicas do Arch Linux: o gerenciador de pacotes pacman e o ABS.
Unable to open initial console (Impossível abrir console inicial)
lost interrupt (interrupção perdida)
access denied (acesso proibido)ao tentar tocar sons ou ler DVDs
error: xorg conflicts with xfree86 (erro: xorg conflita com o xfree86)
Arch Linux é uma distribuição otimizada para i686, originalmente baseada em idéias do CRUX, uma excelente distribuição desenvolvida por Per Lidén.
Arch é forte, leve, flexível e simples. Não é uma propaganda muito chique, mas é verdade. Arch é otimizado para o processador i686, o que permite que você receba mais do ciclo de sua cpu. É leve se comparado com RedHat (e compania), e o seu design simples o torna fácil de estender e moldar em qualquer tipo de sistema que você queira construir.
Isso é apoiado por um sistema de pacotes binários fácil de usar que o permite atualizar seu sistema inteiro com um simples comando. Arch também utiliza um sistema de geração de pacotes (Arch Build System) que facilita o processo de compilar programas em pacotes, que também poderão ser sincronizados com apenas um comando. Oh sim, e não mais de um comando será necessário para que você possa refazer seu sistema inteiro. Tudo é feito de forma simples e transparente.
Arch Linux faz o possível para manter sempre a última versão estável do seu software. Nós mantemos uma coleção de pacotes fundamentais ao sistema, e uma coleção de pacotes extras feitas por usuários e desenvolvedores do AL.
Por causa do nosso objetivo de ser leve e simples, as partes relativamente inúteis de um sistema linux foram retiradas, como /usr/doc e páginas info. Em minha experiência pessoal, elas são raramente utilizadas e a informação equivalente pode ser obtida na Internet, caso necessário. Páginas Man em todos os caminhos...
Arch Linux faz o possível para usar as novas ferramentas disponíveis aos usuários Linux, como hotplug e suporte ao udev. O Arch Linux 0.7 (Wombat) usa o kernel 2.6 como padrão, e tem suporte a XFS/JFS.
Arch Linux, pacman, documentação e scripts são copyright ©2002-2004 por Judd Vinet e são liberados sob a licença GPL.
Esse documento é fortemente baseado nos trabalhos de Judd Vinet judd@archlinux.org.Algumas correções, e um grande número de modificações e acréscimos foram feitos por Dennis Herbrich dennis@archlinux.org. Correções e feedback devem ser enviadas para o bugtracker. Um número de pessoas incálculável contribuiu e irá contribuir para a evolução da documentação oficianl do Arch LInux submetendo correções e sugerindo correções, é impossível listar todas. Porém, nós sabemos quem vocês são, e sem sua ajuda seria quase impossível manter e melhorar essa documentação. Obrigado!
Arch Linux é otimizado para o processador i686 e não rodará em nenhum x86 inferior (i386,i486,i586). Um processador Pentium II ou superior é essencial.
Antes de instalar o Arch Linux, você deve decidir qual método de instalação irá utilizar. Arch Linux possui imagens ISO capazes de inicilizar o sistema para instalações baseadas em CD-ROM, assim como imagens de disquete para uma instalação baseada em FTP. Você também pode fazer download de uma ISO básica com aproximadamente 200 MB, que não tem outras diferenças, além de conter somente os pacotes básicos e do kernel.
Se você não tem um dispositivo de cdrom em seu computador, está naturalmente preso a instalação baseada em disquete ou em FTP.
Se tiver, obtenha um CD capaz de inicializar o sistema do Arch, fazendo download e gravando a iso mais recente de um de nossos espelhos listados abaixo, ou pedindo para alguém gravar uma cópia se sua conexão dialup simplesmente não agüenta, ou se você não tem um gravador de cd. Também é possível comprar um cd online do site OSDisc, que entrega em quase todos lugares do mundo.
Você também pode fazer uma instalação por FTP usando o CD, utilizar disquete é recomendável apenas um último caso, pois é dolorosamente lento, e os disquetes costumam estar sempre com defeito.
Você não precisa se preocupar caso esteja utilizando uma ISO antiga para a instalação, já que atualizar o sistema para a última versão é muito fácil assim que o sistema básico estiver funcionando. Pelo menos se você tiver uma conexão banda larga.
Para uma instalação por FTP bem sucedida você tem que ter um gateway em sua LAN que está conectado a Internet e faça o encaminhamento de qualquer pedido do PC em que o Arch será instalado e também o caminho contrário. Ou, alternativamente, você pode, claro, ter um servidor FTP em sua LAN para utilizar na instalação. O ponto é: você não pode conectar um modem em seu PC e iniciar uma conexão com seu provedor utilizando o Instalador. Não vai funcionar.
A maneira mais fácil, para quem está começando, de instalar o Arch Linux, com certeza é instalar a base do sistema e tudo o que precisar para conectar do CD, e depois realizar uma atualização do sistema e adicionar qualquer outro pacote que você queira ou precise assim que configurar sua conexão com a Internet.
Você pode fazer download do Arch Linux em qualquer um dos espelhos listados na página de download. Se estiver pegando as imagens de disquete para uma instalação por FTP, certifique-se de selecionar os espelhos que possuem esses pacotes. Da mesma maneira, se for instalar por CD, selecione um espelho que possua a ISO.
Os espelhos estão listados abaixo para referência (note que a lista pode estar desatualizada; consulte a home page para uma lista atualizada):
| ESPELHOS PARA DOWNLOAD | |
|---|---|
| http://prdownloads.sourceforge.net (apenas ISO) | EUA |
| ftp://ftp.nethat.com | EUA |
| ftp://ftp.ibiblio.org | EUA |
| ftp://ftp.oit.unc.edu | EUA |
| ftp://ftp-linux.cc.gatech.edu | EUA |
| ftp://ftp.belnet.be | Bélgica |
| ftp://ftp.kegep.tuc.gr/archlinux/ | Grécia |
| ftp://ftp.du.se (apenas ISO) | Suécia |
| ftp://ftp.fsn.hu | Hungária |
| http://darkstar.ist.utl.pt | Portugal |
| ftp://ftp.parrswood.net | Britania |
| ftp://ftp.nluug.nl | Países Baixos |
| ftp://ftp.surfnet.nl | Países Baixos |
| ftp://ftp.archlinux.de | Alemanha |
| ftp://ftp.mpi-sb.mpg.de | Alemanha |
| ftp://ftp.tu-chemnitz.de | Alemanha |
| ftp://ftp.gwdg.de | Alemanha |
| ftp://ftp.rez-gif.supelec.fr | França |
| http://archlinux.antesis.org | França |
| ftp://archlinux.creativa.cl | Chile |
| ftp://saule.mintis.lt | Lituania |
| ftp://sunsite.icm.edu.pl | Polônia |
| http://mirror.pacific.net.au | Austrália |
| ftp://gd.tuwien.ac.at | Austria |
images/boot.img (o caminho é relativo ao diretório principal do espelho)
images/root.img
imagens/addons/:
(insira o primeiro disquete) # dd if=boot.img of=/dev/fd0 (insira o segundo disquete) # dd if=root.img of=/dev/fd0 (repita para cada imagem adicional) # dd if=scsi.img of=/dev/fd0
dd.
0.7/iso/i686/arch-0.7.iso (o caminho é relativo ao diretório principal do espelho)
0.7/iso/i686/arch-0.7.md5summd5sum:
# md5sum --check arch-0.7.md5sum
arch-0.7.iso: OK
arch-0.7-base.iso ao invés de arch-0.7.iso, o mesmo vale para o md5sum.
Você deve pular essa seção e ir direto para Instruções para Instalar usando Disquete se você não estiver usando o CD-ROM para inicializar o sistema. Se você já estiver familiar com o processo de inicializar o sistema, também pode pular todo esse blábláblá, e ir para Procedimentos Comuns da Instalação, que define o processo de instalação do ArchLinux.
Reinicie seu computador com o CD de instalação do ArchLinux no drive. Confira se sua BIOS está configurada para permitir iniciar o sistema por CD-ROM. Olhe no manual da placa-mãe ou do fabricante do seu sitema para detalhes se você não tem a menor idéia de como fazer isso e a inicialização por cd não funcionar. Assim que o CD for carregado, você verá um prompt esperando pela sua entrada infinitamente, explicando quais são suas opções neste ponto. Se você estiver instalando em um sistema IDE simplesmente aperte Enter no prompt. Se estiver instalando em um sistema SCSI, entre arch-scsi para carregar o kernel habilitado para tratar SCSI. Você também pode entrar com qualquer parâmetro para o kernel que julgar necessário.
Após inicializar o sistema, você estará em um shell root com algumas instruções ocupando a metade de cima da tela. Neste ponto você está pronto para começar a instalação. Não deixe essas instruções te enganarem; ao inicializar por CD, você não precisar rodar o loaddisk já que é feito automaticamente durante a inicialização do sistema.
Reinicie seu computador com o disquete de inicialização no dispositivo de disquete. Depois de uns barulhos de leitura, você deverá chegar em um prompt de inicialização, esperando pelos seus comandos. Pressione Enter para continuar o processo de inicialização depois de adicionar qualquer parâmetro do kernel necessário.
NEEDUSB para o tipo de sua USB. Por exemplo, se for UHCI, você deverá digitar arch NEEDUSB=uhci no prompt. Depois que o disquete principal carregar, você será pedido para colocar o disquete com módulos USB, que será automaticamente carregado depois de uma espera de 10 segundos. Se você não tiver certeza de qual tipo de USB possui, tente colocar NEEDUSB=auto, que irá carregar todos os três tipos (UHCI, OHCI, EHCI).
Durante o processo de inicialização, você receberá a seguinte mensagem:
VFS: Insert root floppy disk to be loaded into RAM disk and press ENTER (VFS: Insira o disquete principal para ser carregado no disco RAM e pressione ENTER)
Coloque o disquete principal no dispositivo e pressione Enter. Após alguns barulhos, você chegará a um shell. Já que você irá precisar de módulos ethernet para a instalação, você deverá agora carregar os módulos a partir do disquete ether_pcmcia. Coloque-o no dispositivo e execute:
# loaddisk /dev/floppy/0
Após um tempo, todos os módulos ethernet serão extraídos para o sistema de arquivos. Se o diretório /lib/modules/ ainda estiver vazio após esse comando, e/ou você receber alguns erros, seu disco provavelmente está com defeito. Crie um nove disquete com os módulos e tente novamente. Você não precisa reiniciar nesse caso, apenas entre novamente com o comando loaddisk. Não se preocupe se diversos disquetes falharem, infelizmente é muito comum. Não diga que ninguém te avisou.
Você também deverá carregar qualquer disquete com módulos adicionais que você precisar, como SCSI ou RAID/LVM. Use o comando loaddisk como acima para cada disquete, a ordem não importa.
Se você sabe qual módulo ethernet vai precisar, deverá carregá-lo agora com o comando modprobe. Não se preocupe se não o fizer, o instalador vai procurar pelo módulo correto automaticamente.
Nesse momento seu sistema deverá estar inicializado, e o disco onde você instalará, assim como a fonte da instalação, deverão estar acessíveis. Confira se todos os módulos necessários estão carregados, se for preciso algum.
Passos para a Instalação:
Usando as ferramentas shell disponíveis, usuários experientes podem preparar o disco ou qualquer dispositivo necessário para a instalação antes de carregar o instalador. Você pode simplesmente pular este parágrafo se não vê nenhuma necessidade imediata para mais interação manual. Note que a mídia de instalação do Arch Linux possui o script /arch/quickinst para usuários avançados. Esse script instala a coleção de pacotes básica
para um diretório especificado pelo usuário. Se estiver fazendo uma instalação exótica com coisas divertidas como RAID e LVM, ou não quizer utilizar o instalador em hora nenhuma, provavelmente irá querer utilizar o script quickinst.
Agora você pode rodar /arch/setup para abrir o instalador. Depois de algumas mensagens informativas você receberá um prompt para escolher o método de instalação. Se tiver uma conexão rápida à Internet, irá preferir a Instalação por FTP para ter certeza de que terá a última versão dos pacotes, ao invés de utilizar o conteúdo do CD que pode estar com versões antigas deles. Note que você pode enfrentar problemas se tiver uma configuração de proxy interessante. Se não puder usar o CD-ROM, essa é a única maneira viável de instalar o ArchLinux.
Ao escolher uma instalação por CD-ROM você só poderá instalar pacotes contidos no CD, que podem já estar antigos. Claro, como mérito você não precisa de uma conexão à Internet, o que torna a melhor opção para usuários de uma conexão discada ou qualquer um que não esteja querendo fazer download de aproximadamente 100MB de pacotes.
Após escolher uma das duas alternativas, você será apresentado a um menu do instalador, listando os passos necessários na ordem em que devem ser completados.
ALT-F5) para ver a resposta dos comandos que o setup está rodando. Use (ALT-F1) para voltar ao primeiro console, onde o instalador está rodando, e qualquer tecla F entre as duas para abrir um console onde você poderá intervir manualmente por qualquer razão.
Configure Network irá permití-lo instalar e configurar seus dispositivos de rede.
Se nenhum dispositivo eth0 estiver disponível ainda, o instalador irá perguntar se você quer que ele procure por um módulo de rede automaticamente. Escolha YES aqui, a não ser que isso atrapalhe seu sistema terrivelmente (o que não deve acontecer), ou NO se você quizer carregar um módulo manualmente Se o instalador falhar em detectar um módulo para a rede, confira se executou o comando loaddisk corretamente anteriormente para deixar os módulos ethernet disponíveis. Ao inicilizar pelo CD-ROM, isso é feito automaticamente para você. Se a sua placa de rede ainda não for encontrada, confira se está corretamente instalada fisicamente e se é suportada pelo kernel do Linux.
Quando o módulo correto estiver carregado, você receberá a opção de configurar a rede por DHCP. Se estiver conectado a um servidor DHCP, escolha YES e deixe o instalador fazer o resto. Se selecionar NO, terá que entrar com a configuração da rede manualmente, anotada anteriormente.
Prepare Hard Drive irá levá-lo a um submenu oferecendo duas alternativas de preparar o dispositivo alvo da instalação.
A primeira opção é Auto-Prepare, que vai particionar automaticamente seu hard drive, criando as partições /boot, swap e root, além de criar um sistema de arquivos nas três. Essas partições serão automaticamente montadas no local apropriado. Para ser exato, essa opção irá criar:
O tamanho pode variar ligeiramente devido a diferentes geometrias de disco. Você pode escolher essa opção se não conhecer muito sobre partições de disco, mas tome cuidado:
Uma maneira de verificar sua escolha de dispositivo a ser particionado é abir outro terminal (ALT-F2, Enter) e rodar o comando
# cfdisk -P s <nome do dispositivo>
para exibir a tabela de partição atual do dispositivo selecionado, o que deve ser suficiente para identificá-lo.
Se não aparecer nenhum nome de dispositivo ([nada] será COMPLETAMENTE APAGADO! ...
), e o instalador mostrar o erro Device not valid (dispositivo não é válido)
depois de selecionar YES, confira se você carregou todos os módulos necessários caso seja um dispositivo SCSI, RAID, etc. Você ainda pode carregar algum módulo trocando de terminal e dando lá os comandos, retorne depois para o instalador no terminal um (ALT-F1).
Se você preferir particionar manualmente, use as outras duas opções Partition Hard Drives e Set Filesystem Mountpoints para preparar a mídia alvo de acordo com as especificações abaixo. Se não, escolha Return to Main Menu depois de uma auto-preparação bem-sucedida.
Partition Hard Drives deve ser pulado se você já escolheu Auto-Prepare.
Nessa opção, você deve escolher o(s) disco(s) que deseja particionar, e será levado ao programa cfdisk onde pode livremente modificar as informações de particionamento, até que escolha [Write](gravar) e [Quit](sair).
swap e root antes de continuar a instalação.
Set Filesystem Mountpoints também deve ser pulado se você escolheu Auto-Prepare anteriormente. Escolha essa opção se particionou manualmente no menu anterior ou em qualquer outro lugar.
A primeira pergunta a ser respondida é qual partição utilizar como swap. Selecione a partição swap criada anteriormente na lista, e selecione a que será a partição root (principal) no próximo passo.
Toda vez que especificar uma partição para montar, será perguntado se você quer criar um sistema de arquivos na partição. Caso selecione YES, será perguntado qual tipo de sistema de arquivos criar (uma questão de gosto, sério. Escolha ext2 se não tiver a mínima idéia do que estamos falando), e a partição será formatada com o sistema de arquivos desejado, destruindo tudo que estiver gravado no processo. Não será um problema, porém, escolher NO nesse menu para preservar os arquivos existentes na partição.
swap, já que ela possui um sistema próprio.
Se quizer montar qualquer outra partição, por exemplo /boot ou /home, poderá fazê-lo agora. Simplesmente
Repita esses passos até ficar satisfeito, então selecione DONE para criar os sitemas de arquivos e montar as partições nos locais apropriados. Após formatar e criar todas as partições, você será enviado ao Main Menu (menu principal), pronto para continuar.
/tmp em uma partição separada ainda, pois vai confundir o instalador! Simplesmente deixe a partição /tmp de lado por enquanto até finalizar o proceso de instalação, depois configure-a manualmente caso realmente precise de uma partição /tmp separada.
Select Packages permitirá selecionar os pacotes que deseja instalar do CD ou do espelho FTP.
Se você escolher instalar pelo CD-ROM, deverá dizer ao instalar se ele deve montar o CD por si mesmo, ou se você já montou a mídia fonte em /src. Selecione a opção de acordo com o que precisar; Normalmente vai querer escolher CD, depois receberá uma lista dos dispositivos detectados para escolher um dispositivo de CD-ROM.
Se você escolheu instalação por FTP, será pedido que escolha um espelho próximo de você de uma lista, ou selecione CUSTOM para entrar com o seu próprio FTP para uma fonte de instalação, por exemplo, um servidor preparado em sua LAN, ou um espelho que não está na lista por alguma razão.
Qualquer que seja a fonte que escolher, depois de pegar a lsita de pacotes será enviado para uma tela de seleção de pacotes.
/src, se escolheu essa opção.
Agora você tem a oportunidade de especificar os grupos de pacotes que deseja instalar, depois poderá ajustar sua escolha na seleção de pacotes individuais dos grupos escolhidos.
Qualquer pacote na categoria BASE deve permanecer selecionado em qualquer circunstância, e você deve selecionar qualquer outro grupo que contêm um pacote que você pode precisar. Por favor, note que a tela de seleção de pacotes individuais irá mostrar apenas pacotes que estão nas categorias que você escolher agora, então se selecionar apenas BASE, não poderá adicionar durante o processo de instalação nenhum pacote além dos que estão nessa categoria.
A opção Select all packages by default? (Selecionar todos os pacotes por padrão?)
pode ser facilmente mal interpretada; basicamente está perguntando se quer que todos os pacotes dos grupos escolhidos sejam automaticamente selecionados ou não.
Se escolher YES, a lista completa dos pacotes contidos nos grupos escolhidos será mostrada e selecionada, e seu trabalho será retirar a seleção dos pacotes que não quer instalar.
Se escolher NO, a mesma lista de pacotes será mostrada, mas apenas os pacotes da categoria BASE serão selecionados, e você deverá selecionar explicitamente qualquer outro pacote que deseja instalar.
NO ajuda a instalar um sistema mais leve!
É recomendável que você instale SOMENTE os pacotes da categoria BASE, e mais nada neste ponto. Não se preocupe em obter todos os pacotes que você deseja - poderá facilmente instalar mais assim que o sistema básico for capaz de inicializar. A única exceção a essa regra são os pacotes que você pode precisar para conectar-se a Internet. Geralmente, esses pacotes são:
BASE,então utilize a ISO completa se precisar de pacotes para se conectar.
Assim que terminar de selecionar os pacote que irá precisar, saia da tela de seleção e continue no próximo passo, Install Packages (instalar pacotes).
Install Packages irá agora instalar o pacman e todos os outros pacotes que você selecionou, com suas dependências, em seu sistema.
Se você pulou a preparação do seu disco, será perguntado se a sua partição root está montada. Isso irá acontecer apenas com quem particionou e criou os sistemas de arquivos onde o sistema será instalado manualmente. Eles deverão entrar com o diretório root (principal) onde os pacotes deverão ser intalados. Por padrão, o instalador monta a partição root (principal) em /mnt, e qualquer partição extra abaixo.
Mensagens de erro e de debug são mostradas no quinto console (ALT-F5). Depois que os pacotes estiverem instalados, prossiga para o próximo passo, Install Kernel (instalar o Kernel).
Install Kernel irá te perguntar qual imagem do kernel deseja instalar em seu disco.
Configure System permite editar a configuração de arquivos importantíssimos para o sistema recém-instalado.
Se você estiver com pressa, pode pular este passo completamente e rezar para que as configurações padrões funcionem, mas é fortemente recomendável interagir com a lista de arquivos de configuração apresentados aqui e alterar as opções de acordo com seu sistema. Por favor, vá para a seção Configuração do Sistema para instruções detalhadas.
Install Bootloader irá instalar um gerenciador de inicialização em seu disco, o GRUB (recomendável) ou o LILO, dependendo de sua preferência pessoal.
Por favor, certifique-se de que editou os arquivos de configuração apropiados ou pelo menos conferiu se a opção padrão era segura antes de selecionar essa opção.
Se você escolher instalar o LILO, o gerenciador de inicialização será automaticamente instalado de acordo com suas opções em seu arquivo de configuração, já o GRUB pede que selecione uma partição onde o gerenciador será instalado. Aqui você deve escolher o que colocaria como opção boot no LILO, que é geralmente uma entrada como [...]/disc, que refere ao master boot record (seção de inicialização principal) do disco. Informações de erro detalhadas poderão ser encontradas como sempre no quinto terminal virtual, caso algo saia errado.
root (principal) ou /boot, e referir-se ao setor de inicialização de qualquer outro gerenciador que você quer deixar no setor principal de inicialização.
Vá agora em Exit Install (sair da instalação), remova o CD do dispositivo, escreva reboot na linha de comando e cruze os dedos!
Se o seu sistema inicializar, você pode entrar como root sem nenhuma senha, então a primeira coisa a fazer é escolher uma senha para o root com o comando passwd assim que estiver logado, adcionar usuários como está explicado na seção Gerenciando Usuários e configurar sua Conexão à Internet.
Parabéns! Você pode agora passar para a configuração do seu sistema.
Esses são os arquivos de configuração principais do Arch Linux. Você deve saber editar arquivos usando um editor somente-texto, porque não haverá nenhum aplicativo GUI para auxiliá-lo. Apenas os arquivos de configuração básicos são listados aqui. Se precisar de ajuda para configurar um serviço específico, por favor leia a página man apropriada ou refira a uma documentação online.
O Arch Linux não usa nenhum programa de configuração para auxiliá-lo a configurar o sistema. Como resultado, você pode seguir as instruções publicadas pelo autor do software, ou qualquer uma encontrada em um sistema de busca de sua escolha, e irá funcionar sem confundir o seu sistema, porque seu sistema simplesmente não se importa.
Antes de inicializar o seu novo sistema, você deverá pelo menos dar uma olhada nesses arquivos e certificar-se que não estão com configurações erradas.
Lista dos Arquivos de Configuração
Esse é o arquivo de configuração principal do Arch Linux. Permite configurar o teclado, fuso horário, hostname (nome da máquina), rede, daemons para rodar e módulos a serem carregados durante a inicialização, perfis, e mais. Você deverá ler todas as configurações nesse arquivo e certificar-se de que as compreende:
UTC se o relógio da BIOS está configurado para UTC ou GMT, ou localtime se o relógio da BIOS está configurado no horário local. Se possui um sistema operacional instalado que não consegue lidar com horário da BIOS em UTC, como o Windows, escolha localtime, senão prefira UTC, que não torna um problema economizar tempo durante a luz do dia, além de outros aspectos positivos.
/usr/share/zoneinfo. Por exemplo, um fuso horário alemão seria Europe/Berlin, que refere ao arquivo /usr/share/zoneinfo/Europe/Berlin. Se você não sabe o nome exato do arquivo de seu fuso horário, preocupe-se com isso mais tarde.
loadkeys durante a inicialização. Mapas possíveis são encontrados em /usr/share/kbd/keymaps. Por favor, note que essa configuração é válida somente para TTYs, não para gerenciadores gráficos ou X.
setfont durante a inicialização. Fontes possíveis são encontradas em /usr/share/kbd/consolefonts.
vgchange durante sysinit, ativando qualquer grupo LVM. Se você não faz a menor idéia do que isso significa, não se incomode.
ifconfig se fosse configurar o dispositivo manualmente no shell.
route add, portanto ler man route é recomendado se você não sabe o que colocar aqui.
/etc/rc.d/ que deverão ser lidos durante o processo de inicialização. Se colocar um '!' antes do nome de um script, ele não será executado. Normalmente você não precisará alterar a configuração padrão para ter um sistema rodando, mas irá editá-la bastante depois que adicionar serviços como o sshd.
GRUB é o gerenciador de inicialização padrão do Arch Linux. Você deve checar e modificar esse arquivo para configurar sua inicialização, caso queira usar o GRUB, se não leia a parte sobre a configuração do LILO.
Configurar o GRUB é bem simples, o grande problema é que utiliza uma nomeação de dispositivos diferente do DevFS e /dev; Seu disco como um todo é referido como (hd0), (hd1), etc., numericamente sequenciados de acordo com a ordem de aparecimento no IDE/SCSI bus, assim como os subdiretórios disc0, disc1, etc no DevFS. As partições são referidas como (hd0,0), (hd0,1) e assim por diante, com 0 significando a primeira partição. Alguns exemplos de conversão são incluidos no menu.lst padrão para facilitar a sua compreensão.
Assim que pegar o conceito de nomeação de dispositivos, tudo o que deverá fazer é escolher um bom título para suas seções de inicialização, com o dispositivo particionado correto como parâmetro para a opção root para que seja montado como / durante a inicialização, e criar uma linha kernel que inclua a partição e o caminho onde o kernel está localizado assim como parâmetros de inicialização.
Você deverá estar bem com a configuração padrão, apenas confira se a partição informada está correta na linha root e na kernel.
Para criar uma opção de inicialização que carregue a seção de inicialização de um sistema operacional diferente, o exemplo abaixo poderá ser útil. Provavelmente você terá sucesso em inicializar qualquer sistema operacional baseado na Microsoft com ele. Apenas adicione esse bloco ao arquivo depois de qualquer outra seção, e modifique o dispositivo particionado apropriadamente para se referir a partição contendo a seção de inicialização do outro SO que você pretende inicializar.
# (1) Outro SO title Meu Outro SO rootnoverify (hd0,1) makeactive chainloader +1
Para configurações avançadas de outros SOs, por favor olhe no manual online do GRUB.
Esse é o arquivo de configuração do gerenciador de inicialização LILO. Certifique-se de tê-lo checado e que tudo está certo se quizer usar o LILO para inicializar o seu sistema. Veja a documentação do LILO para obter ajuda.
Você deve checar as linhas root= nas seções image (imagem) e a linha boot= bem no início do arquivo. As linhas root especificam o dispositivo que deverá ser montado como sistema de arquivo principal durante a inicialização. Se você não sabe o que deve ser entrado aqui, mude para outro terminal e digite mount para ver uma lista dos dispositivos montados, e procure pela linha que mostra um dispositivo montado em /mnt tipo [...]. O caminho do dispositivo mostrado no início dessa linha deve ser o que deverá ser colocado nas linhas root do seu lilo.conf. Mude se necessário.
A linha boot deve funcionar na configuração padrão na maior parte dos casos. A não ser que você tenha uma configuração de inicialização maluca em mente com múltiplos SOs, o dispositivo referenciado aqui deverá ter o mesmo número em disc que a linha root possui, mas não deve terminar com part1 ou qualquer outra coisa que não seja disc. Isso referencia o disco como um todo, não apenas uma de suas partições, e, portanto, instrua o LILO a escrever no Master Boot Record (seção principal de inicialização), que é o que você geralmente deseja. Se não, você poderá reparar a seção de inicialização substituída de outro SO mais tarde.
FIXBOOT/FIXMBR.
Por segurança, você deverá manter a opção lba32 logo abaixo da linha prompt. Isso irá impedir que aconteça problemas de geometria.
Em alguns casos, dependendo de sua BIOS, o LILO não irá ser carregado durante a inicialização e mostrará um código de erro infinitamente. Na maior parte dos casos você removou a opção lba32, ou sua configuração de hardware é especial, significando que seu dispositivo de CD-ROM é primary master (mestre principal) e o disco instalado secondary slave (escravo secundário). Isso pode facilmente irritar a sua BIOS, e impedir uma inicialização. Para impedir isso você pode tentar e tornar o dispositivo instalado primary master (mestre principal) em seu IDE bus. Se você tiver um sistema com IDE e SCSI e o problema persistir, provavelmente terá que fazer algumas experimentações com as opções disk e bios do LILO para ter um mapeamento funcional; Os dispositivos de disco em seu sistema são numerados sequencialmente por sua BIOS, começando com 0x80. Se tiver sorte seu controlador SCSI irá te dizer qual dispositivo tem qual ID na BIOS, mas isso não costuma acontecer. Como os dispositivos são realmente numerados depende de sua BIOS, e no pior caso você pode apenas chutar até que funcione. Uma linha disk típica costuma ser assim:
boot=/dev/discs0/disc0/disc disk=/dev/discs0/disc0/disc bios=0x80
A opção disk mapeia uma ID da BIOS com um dispositivo de disco conhecido ao Linux. Note que isso ainda não garente que as coisas irão funcionar já que outras coisas podem dar errado, então não se desespere se todas as suas tentativas falharem, mas tente reorganizar seu hardware de uma forma mais comum. Muitas coisas podem dar errado e precisam de tratamento especial nessa área para ser tratado aqui. Na maior parte dos casos, a opção lba32 irá ser suficiente, de qualquer forma. Dispositivos de disco antigos irão precisar de mais cuidado até fazerem o que for mandado.
Como recriar uma seção de inicialização LILO com apenas um disco de recuperação é explicado mais tarde nesse documento.
É aqui que você coloca os pares hostname/ip de outros computadores em sua rede. Se um hostname não é parte do DNS, você pode adicioná-lo aqui. Provavelmente não deverá alterar nada, mas poderá querer adicionar o hostname e o hostname + domínio da máquina nesse arquivo, colocando o IP de sua interface de rede. Se você não sabe o que está fazendo, deixe esse arquivo de lado até que leia man hosts.
Suas configurações dos sistemas de arquivo e pontos de montagem são configurados aqui. O programa de instalação deve ter criado as entradas necessárias para você, mas é bom dar uma olhada e certificar-se de que tudo está certo.
Isso é utlizado apenas por kernels 2.6.x.
Esse arquivo diz ao kernel quais módulos deverá carregar para os dispositivos do sistema. Por exemplo, para que o kernel carregue o módulo da placa ethernet Realtek 8139 ao iniciar a rede (ou seja, quando ele tenta iniciar o eth0), use a seguinte linha:
alias eth0 8139too
A sintaxe desse arquivo é quase idêntica a do antigo modules.conf, a não ser que você utilize opções mais exóticas como post-install. Nesse caso deverá investir um certo tempo lendo man modprobe.conf.
Isso é utilizado apenas por kernels 2.4.x.
Esse arquivo diz ao kernel quais módulos deverá carregar para os dispositivos do sistema. Por exemplo, para que o kernel carregue o módulo da placa ethernet Realtek 8139 ao iniciar a rede (ou seja, quando ele tenta iniciar o eth0), use a seguinte linha:
alias eth0 8139too
Use esse arquivo para configurar o(s) servidor(es) de nomes que vai utilizar. Deve basicamente assemelhar-se a isso:
search domain.tld nameserver 192.168.0.1 nameserver 192.168.0.2
Substitua domain.tld e o endereço ip com suas configurações. O domínio em search especifica o domínio padrão que é adicionado a hostnames não qualificados automaticamente. Configurando com os valores acima, um ping myhost irá se transformar em ping myhost.domain.tld. Essas configurações não são extremamente importantes, porém, e a maior parte das pessoas pode deixá-las de lado por agora. Se você usa DHCP, será colocado nesse arquivo os valores corretos automaticamente quando a rede for iniciada, significando que você pode e deve alegremente ignorar esse arquivo por completo.
Durante o setup, esse arquivo é totalmente sem importância. Considere como uma referência para os interessados.
Alguns scripts daemon terão um arquivo de configuração nesse diretório que contêm alguns valores padrões que podem ser úteis. Quando um daemon é iniciado, irá primeiro procurar por configurações em seu próprio arquivo de configuração, e depois em /etc/rc.conf. Isso significa que você pode facilmente centralizar todas as opções de configuração dos seus daemons no rc.conf, simplesmente colocando valores nas variáveis apropriadas, ou dividindo seu arquivo de configuração em múltiplos arquivos se você preferir descentralizar o problema. A vida não é bem melhor quando é tudo apenas scripts?
Esse script roda em cada login de usuário para inicializar o sistema. É mantido bem simples no Arch Linux (a maior parte das coisas são). Você pode querer editá-lo ou customizá-lo para atender suas necessidades.
Especificamente, se você quizer alterar a configuração do idioma (o padrão é inglês), pode querer editar a linha que diz export LANG=my_locale em /etc/profile. Para obter uma lista de valores possíveis no seu sistema, dê uma olhada na saída do comando locale -a. Escolha a que te atender melhor e atualize o valor da variável LANG para refletir sua escolha.
O Arch Linux utiliza uma seqüência de inicialização simples, semelhante a dos sistemas *BSDs. O primeiro script de inicialização a ser rodado é o /etc/rc.sysinit. Depois, /etc/rc.multi será chamado (em uma inicialização normal). O último script a rodar é o /etc/rc.local. Quando inicializado com runlevel 1, o modo de usuário único, o script /etc/rc.single será rodado ao invés do /etc/rc.multi. Você não vai encontrar uma infinidade de links simbólicos nos diretórios /etc/rc?.d/ para definir as seqüências de inicialização em todos os runlevels. Por causa disso, o Arch só possui três runlevels, se você levar em consideração a inicialização do X no runlevel 5. Os scripts de inicialização utilizam as variáveis e definições encontradas no arquivo /etc/rc.conf e também um conjunto de funções gerais definidas no script /etc/rc.d/functions. Se você planeja escrever seus próprios arquivos daemon, deverá considerar dar uma olhada nesse arquivo e nos scripts daemon existentes.
Uma Olhada nos Scripts de Inicialização
O script de inicialização principal do sistema. Ele executa ações críticas para a inicialização como montar sistemas de arquivos, rodar o devfsd, ativar o swap, carregar os módulos, configurar os parâmetros de localização, etc. É muito pouco provável que um dia você tenha que editar esse arquivo!
Inicialização para usuário único. Não é usada numa inicialização normal. Se o sistema é iniciado no modo de usuário único, por exemplo com o parâmetro do kernel 1 antes de inicializar o sistema ou durante uma operação multi-usuário normal com o comando init 1, esse script certifica-se de que nenhum daemon está rodadando exceto o mínimo; syslogd, klogd e devfsd. O modo de usuário único é útil se você tiver que fazer mudanças no sistema e quer ter certeza de que nenhum usuário remoto poderá fazer nada que cause perda de dados ou danos.
Para usuários desktop, esse modo é bastante inútil. Provavelmente você nunca precisará editar esse script também.
Script de inicialização multi-usuário. Inicia todos os daemons configurados no array DAEMONS (em /etc/rc.conf) e depois chama /etc/rc.local. Você não deve precisar editar esse arquivo.
Script de inicialização local multi-usuário. É um bom lugar para colocar qualquer comando de último-minuto que você quer que o sistema rode no final do processo de inicialização. Esse é, finalmente, o script que você modificará se necessário, tendo total liberdade para adicionar o que quizer.
rc.local não estaria se sentindo em casa em /etc/profile.d/ ou outro lugar de configuração existente.
Script para desligar o sistema. Pára os daemons, desmonta os sistemas de arquivos, desativa o swap, etc. Simplesmente não toque.
Esse diretório contem os scripts daemon que são referenciados no array DAEMONS do rc.conf. Além de serem chamados durante a inicialização, você pode usar esses scripts quando o sistema está rodando para gerenciar seus serviços. Por exemplo, o comando
# /etc/rc.d/postfix stop
irá parar o daemon postfix. É claro que o script só irá existir se o pacote apropriado estiver instalado (nesse caso, o postfix). Com um sistema básico instalado você não verá muitos scripts aqui, mas fique seguro que todos os scripts daemon relevantes ficam nesse local. Esse diretório é equivalente aos diretórios /etc/rc3.d ou /etc/init.d de outras distribuições mas sem a confusão de links simbólicos.
Usuários e grupos podem ser adicionados e deletados com os comandos do pacote util-linux: useradd, userdel, groupadd, groupdel, passwd e gpasswd. O modo típico de adicionar um usuário é similar ao seguinte procedimento:
# useradd -m -s /bin/bash johndoe # passwd johndoe
O primeiro comando irá adicionar o usuário chamado johndoe ao sistema, criar um diretório pessoal para ele em /home/johndoe, e colocar alguns arquivos de login padrão em seu diretório pessoal. Também irá configurar seu shell de login para /bin/bash.
O segundo comando irá pedir uma nova senha para o usuário johndoe. Uma senha é necessária para ativar a conta.
Como uma alternativa ao comando useradd, o script adduser também está disponível para criar um novo usuário interativamente simplesmente respondendo perguntas.
Veja as páginas man para mais informações sobre os comandos. É uma boa idéia criar um ou múltiplos usuários normais para o seu trabalho do dia-a-dia para aumentar a segurança do seu sistema e minimizar danos potenciais que podem ocorrer como resultado de utilizar o usuário root para qualquer coisa que não seja as tarefas de administração do sistema.
Devido a falta de desenvolvedores para os usuários de Internet discada, conectar o Arch à Internet com esse tipo de conexão requer muita configuração manual. Se for possível, utilize um roteador dedicado como gateway padrão em seu sistema.
Para poder utilizar um modem analógico externo, compatível com Hayes, você deverá ter pelo menos o pacote ppp instalado. Modifique o arquivo /etc/ppp/options de acordo com o man pppd para que atenda suas necessidades. Você deverá definir um script chat para enviar o seu nome de usuário e senha para o ISP, depois que a conexão inicial tiver sido estabelecida. As páginas man para o pppd e chat possuem exemplos que serão suficientes para que consiga fazer sua conexão funcionar se for experiente ou dedicado o suficiente. No DevFS, suas portas seriais geralmente são /dev/cua0 e /dev/cua1.
Ao invés de travar uma batalha gloriosa com o pppd, você pode optar por instalar o wvdial ou uma ferramenta similar para facilitar o processo consideravelmente.
Configurar a ISDN é feito em três passos:
Os kernels que vêm com o Arch incluem os módulos ISDN necessários, livrando-o do trabalho de ter que recompilar o seu kernel, a não ser que esteja usando aparelhos ISDN não-usuais. Após instalar fisicamente a placa ISDN em sua máquina ou plugar sua ISDN baseada em USB, tente carregar os módulos com o modprobe. Praticamente todos os cartões ISDN PCI precisam do módulo hisax que necessita de dois parâmetros; type e protocol. Você deve configurar protocol como '1' se o seu país utiliza o padrão 1TR6, '2' se utiliza EuroISDN (EDSS1), '3' se utilizar o chamado leased-line sem canal-D, e '4' para US NI1.
Detalhes sobre todas essas opções e em como configurá-las podem ser encontrados na documentação do kernel, mais especificamente no subdiretório isdn, ou na Internet. O parâmetro type depende de sua placa; uma lista de todos os tipos possíveis pode ser encontrado na documentação do kernel README.HiSax. Escolha sua placa e carregue o módulo com as opções apropriadas como abaixo:
# modprobe hisax type=18 protocol=2
Isso irá carregar o módulo hisax para minha ELSA Quickstep 1000PCI, utlizada na Alemanha com o protocolo EDSS1. Você deve encontrar saída de debug útil no arquivo /var/log/debug onde você deve ver sua placa sendo preparada em ação. Note que provavelmente será necessário carregar algum módulo usb antes que você possa trabalhar com um Adaptador ISDN USB externo.
Assim que você confirmar que sua placa funciona com certas configurações, pode adicionar as opções de módulo para o seu /etc/modprobe.conf (ou /etc/modules.conf se estiver usando o kernel 2.4.x):
alias ippp0 hisax options hisax type=18 protocol=2
Alternativamente você pode adicionar apenas a linha options no arquivo, e adicionar hisax em seu array MODULES no rc.conf. Sua escolha, mas a opção do exemplo tem a vantagem que o módulo não será carregado a não ser quando realmente necessário.
Assim que isso estiver feito o seu sistema será capaz de reconhecer seu hardware. Agora você precisa dos utilitários básicos para utilizá-lo!
Instale o pacote isdn4k-utils, e leia a página man de isdnctrl, para aprender a fazer a conexão. Mais abaixo na página man você encontrará explicações sobre como criar um arquivo de configuração que pode ser lido pelo isdnctrl, assim como exemplos de setup úteis.
Depois que tiver configurado sua placa ISDN com o utilitário isdnctrl, você já deve poder discar para a máquina especificada no parâmetro PHONE_OUT, mas certamente ocorrerá uma falha na autenticação de nome de usuário e senha. Para que funcione, adicione seu nome de usuário e senha em /etc/ppp/pap-secrets ou /etc/ppp/chap-secrets como se você estivesse configurando uma linha analógica PPP normal, dependendo de qual protocolo seu ISP utiliza para autenticação. Na dúvida, coloque os dados nos dois arquivos.
Caso tenha configurado tudo corretamente, você deve agora ser capaz de estabelecer uma conexão dialup com isdnctrl dial ippp0 como root. Se tiver algum problema, lembre-se de conferir os arquivos de log!
Antes que possa fazer sua conexão DSL, terá que instalar fisicamente a placa de rede que fará a conexão entre o modem e o seu computador. Após adicionar essa placa para o modules.conf/modprobe.conf ou o array MODULES, você deve instalar o pacote rp-pppoe e rodar o script adsl-setup para configurar sua conexão. Após entrar com todos os dados, você pode conectar e disconectar com
# /etc/rc.d/adsl start
and
# /etc/rc.d/adsl stop
respectivamente. O setup geralmente é fácil e direto, mas sinta-se livre para ler as páginas man em busca de dicas. Se quizer discar automaticamente durante a inicialização, adicione adsl em seu array DAEMONS.
pacman é o gerenciador de pacotes que lida com todos os softwares instalados em seu sistema. Possui suporte a dependência sem complicação e usa o formato padrão tar-gz para todos os pacotes. Algumas tarefas comuns são explicadas abaixo com os comandos respectivos na forma longa e curta. Para uma explicação atualizada das opções do pacman, leia man pacman. Esse documento dá uma visão mais superficial das capacidades do programa.
Tarefas típicas:
# pacman --add foo.pkg.tar.gz # pacman -A foo.pkg.tar.gz
Isso irá instalar o pacote foo.pkg.tar.gz em seu sistema. Se estiver faltando dependências, o pacman irá sair com erro e mostrará as dependências não encontradas, mas não irá tentar resolver as dependências automaticamente. Procure a opção --sync se você espera essa funcionalidade.
# pacman --upgrade foo.pkg.tar.gz # pacman -U foo.pkg.tar.gz
Isso faz essencialmente o mesmo que a operação --add, mas irá adicionalmente atualizar um pacote já instalado sem nenhum custo extra. Eu não posso imaginar um caso em que você irá preferir utilizar --add ao invés de --upgrade.
# pacman --remove foo # pacman -R foo
Isso irá remover todos os arquivos pertencentes ao pacote chamado foo, exceto os de configuração que foram editados. Coloque apenas o nome do pacote nesse comando, sem o sufixo pkg.tar.gz.
Para remover qualquer traço do pacote, coloque a opção --nosave no comando acima.
# pacman --sync --refresh # pacman -Sy
Isso irá pegar a lista principal de pacotes dos repositórios definidos no arquivo /etc/pacman.conf e descompactar na área de banco de dados. Você deve usar isso antes de --sysupgrade para ter certeza de estar pegando os pacotes mais novos. Dependendo da configuração de seu pacman.conf, esse comando pode requerir acesso à internet para acessar repositórios baseados em FTP. Essa opção é bem similar ao comando do Debian apt-get update.
# pacman --sync --sysupgrade # pacman -Su
Esse comando irá atualizar todos os pacotes que estão desatualizados em seu sistema comparando a versão dos pacotes instalados com a versão da lista principal de pacotes que é recebida com o comando --refresh. É uma boa idéia rodá-lo de vez em quando para manter seu sistema atualizado. Note que esse comando NÃO atualiza a lista principal de pacotes, portanto é geralmente sábio combinar os dois comandos em um:
# pacman --sync --refresh --sysupgrade # pacman -Syu
Com essas opções o pacman irá automaticamente pegar a lista principal de pacotes atual e fará uma atualização completa do sistema com os pacotes mais atuais com todas as dependências sendo automaticamente resolvidas. Você irá querer rodar esse comando com freqüência.
# pacman --sync foo # pacman -S foo
Pega e instala o pacote foo, completo com todas as dependências requeridas. Antes de usar qualquer opção sync, certifique-se que tenha atualizado sua lista de pacotes, ou adicione --refresh ou -y à opção para que a lista de pacotes seja atualizada antes da instalação. Ao contrário do --add, a opção --sync não difere entre instalar ou atualizar pacotes. Dependendo das configurações em seu pacman.conf essa função irá pedir acesso à Internet.
# pacman --query # pacman -Q
Mostra a lista de todos os pacotes instalados no sistema.
# pacman --query foo # pacman -Q foo
Ao invés de utilizar o grep para pesquizar por um nome, você pode colocar o nome do pacote que está procurando no comando query. Ele irá mostar o nome e a versão do pacote foo se ele estiver instalado, ou nada, caso contrário.
# pacman --query --info foo # pacman -Qi foo
Mostra informação sobre o pacote instalado foo (tamanho, data de instalação, data de geração, dpendências, conflitos, etc.). Para mostrar essa informação sobre um pacote que não está instalado, adicione a opção --file ou -p, respectivamente:
# pacman --query --info --file foo.pkg.tar.gz # pacman -Qip foo.pkg.tar.gz
# pacman --query --list foo # pacman -Ql foo
Lista todos os arquivos pertencentes ao pacote foo
# pacman --query --owns /path/to/file # pacman -Qo /path/to/file
Essa pesquisa mostra o nome e a versão do pacote que contem o arquivo referenciado por seu caminho completo como parâmetro.
Um repositório de pacotes é uma coleção de pacotes e um arquivo meta-info de pacote que pode resider em um diretório local ou um servidor remoto FTP/HTTP. O repositório padrão para um sistema Arch é o current. Ele é mantido atualizado com a última versão da maior parte dos softwares.
Muitos usuários também escolhem ativar o repositório de pacotes extra, que contem mais pacotes que não fazem parte dos pacotes principais do Arch. Você pode ativar esse repositório descomentando as linhas apropriadas em seu /etc/pacman.conf. Esse repositório é ativado por padrão.
Você também pode criar e manter o seu próprio repositório de pacotes. Veja a página man do pacman para mais instruções.
Se você instalar a partir de um CD e acabar tendo problemas para acessar a Internet, talvez tenha que acessar pacotes adicionais do CD. Você pode localizar os pacotes no CD e instalá-los manualmente usando pacman -A packagename.pkg.tar.gz. Alternativamente, você pode configurar um repositório local temporário para acessar o CD. Monte o CD em /mnt/cd usando o comando mount /mnt/cd (assumindo que seu fstab está configurado corretamente). Depois adicione as seguintes linhas a seu /etc/pacman.conf:
[cd] Server = file:///mnt/cd/arch/pkg
Você irá, então, poder instalar pacotes adicionais para conectar-se à Internet.
Enquanto o pacman é responsável pelo lado binário do mundo dos pacotes, o ABS é responsável pelo lado das fontes: Ele ajuda-o a montar seus próprios pacotes customizados à partir do código-fonte, também permitindo-o regerar os pacotes do Arch Linux com suas próprias customizações. O procedimento geralmente é o seguinte:
abs como root)
/var/abs/local/ com o nome do pacote que você irá criar
PKGBUILD.proto de /var/abs/ para o seu diretório recém-criado, remova o sufixo proto, e edite-o para o novo pacote.
makepkg no diretório de trabalho com o arquivo PKGBUILD.
pacman.
Você pode sincronizar todos os arquivos PKGBUILD em seu /var/abs rodando o script abs como root. Ele requer o pacote cvsup para operar e irá reclamar se não estiver instalado. Usar o CVS como meio de transferência permite utilizar diferentes versões da árvore dentro do ABS - isso pode ser configurado em /etc/abs/supfile.arch. Por exemplo, o supfile padrão está configurado para acompanhar a árvore de pacotes current (atual), que é a mais recente e a recomendada. Você também pode seguir versões específicas. Veja os comentários no supfile para mais informações.
ABS suporta múltiplos repositórios, que podem ser ativados ou desativados no /etc/abs/abs.conf. Por padrão o abs irá seguir os repositórios current e extra, mas não o unstable.
Você também irá ver um arquivo /etc/abs/supfile.extra. Ele o dará acesso a todos os scripts de geração não oficiais que não foram incluidos no repositório ABS principal. Se não quizer usar esse repositório, você pode deletar esse arquivo, mas usualmente faz mais sentido simplesmente editar o abs.conf de acordo com suas preferências.
O processo de geração está todo explicado na página man do makepkg. Veja-o para instruções sobre como gerar seus próprios pacotes. Caso ainda esteja confuso, procure tutoriais no Wiki, ou peça ajuda nos foruns e no IRC.
Ao gerar um pacote para o Arch Linux, você deve seguir as regras gerais dos pacotes listadas abaixo, especialmente se quizer contribuir seu novo pacote para o Arch Linux.
Arquivos de configuração devem ser colocados no diretório /etc. Se houver mais de um arquivo de configuração, é comum usar um subdiretório para que o /etc fique o mais organizado possível. Utilize /etc/{nomedopac}/, onde {nomedopac} é o nome do seu pacote (ou uma alternativa lógica, por exemplo o apache, que utiliza /etc/httpd/).
Os arquivos dos pacotes devem seguir essas guias gerais de diretórios:
/etc |
Arquivos essenciais do sistema de configuração |
/usr/bin |
Binários das aplicações |
/usr/sbin |
Binários do sistema |
/usr/lib |
Bibliotecas |
/usr/include |
Arquivos de cabeçalho (Header) |
/usr/lib/{pkg} |
Módulos, plugins, etc. |
/usr/man |
Páginas man |
/usr/share/{pkg} |
Dados das aplicações |
/etc/{pkg} |
Arquivos de configuração do {pkg} |
/opt |
Pacotes grandes e independentes, como o KDE, Mozilla, etc. |
Quando você utiliza o makepkg para gerar um pacote para você, ele faz o seguinte automaticamente:
/usr/doc, /usr/info, /usr/share/doc, e /usr/share/info do pacote
Procure evitar introduzir novas variáveis nos scripts de geração PKGBUILD, já que essas podem conflitar com variáveis usadas no makepkg.
Evite usar /usr/libexec/ para qualquer coisa. Use /usr/lib/{pkg}.
O campo Packager (empacotador)
do arquivo principal do pacote pode ser customizado pelo gerador do pacote modificando a opção apropriada no arquivo /etc/makepkg.conf, ou, alternativamente, exportando a variável de ambiente PACKAGER antes de gerar o pacote com o makepkg:
# export PACKAGER="John Doe <your.email>"
Note o seguinte antes de enviar qualquer pacote novo:
PKGBUILD seguindo o seguinte formato:
# Contributor: Your Name <your.email>
ldd em executáveis dinâmicos, ou confira as ferramentas necessárias por scripts, etc.). É uma boa idéia utilizar o programa namcap, escrito por Jason Chu jason@archlinux.org para analisar a sanidade de seu pacote. namcap irá mostrar informações sobre más permissões, dependências faltando, dependências desnecessárias, e outros erros comuns. Você pode instalar o pacote namcap com o pacman.
PKGBUILD, filelist (lista de arquivos), e arquivos adicionais (patches, install, ...). O nome do arquivo deve, pelo menos, conter o nome do pacote.
A não ser que algo esteja bem quebrado, e, portanto, será reportado por diversas pessoas em breve, você provavelmente apenas esqueceu de montar sua partição alvo corretamente. Isso faz com que o pacman descomprima seu banco de dados de pacotes na ramdisk inicial, levando a esse erro.
Confira se usou a opção DONE e não a CANCEL oferecida pelo menu Filesystem Mountpoints (Pontos de montagem do sistema de arquivos) para aplicar suas escolhas. Esse erro não deveria acontecer se você usou o Auto-Prepare (preparar automaticamente); favor reportar isso como um bug.
Unable to open initial console (impossível abrir console inicial)
Provavelmente você compilou seu próprio kernel customizado e esqueceu de incluir suporte ao DevFS. Ao configurar seu kernel, certifique-se de pedir por /dev file system support (suporte ao sistema de arquivos /dev)
e Automatically mount at boot (montar automaticamente durante a inicilização)
. Você também irá precisar de Prompt for development and/or incomplete code/drivers (Mostrar código/drivers em desenvolvimento ou incompletos)
para ver essas opções.
Se você preferir ter os pacotes instalados a partir do CD ao invés de fazer download deles, monte o CD de instalação em algum lugar (ex, /mnt/cd)e adicione essa linha logo abaixo da linha [current] no /etc/pacman.conf:
Server = file:///mnt/cd
Substitua /mnt/cd com o ponto de montagem escolhido. Então use pacman --sync como faria normalmente - Ele irá agora checar o diretório /mnt/cd primeiro para pegar os pacotes.
Naturalmente você não poderá utilizar a opção Auto-Prepare (preparar automaticamente) se quizer criar e utilizar múltiplas partições swap. Crie as partições manualmente, gerando quantas partições swap seu coração mandar. Prossiga com o resto da instalação, não se preocupe por ele ter pedido por apenas uma partição swap durante a configuração dos pontos de montagem. Assim que tiver terminado a instalação e estiver iniciando o processo de editar os arquivos de configuração do seu sistema, você pode editar o arquivo fstab e incluir uma linha para cada dispositivo swap que criou anteriormente. Simplesmente copie a linha gerada automaticamente para o swap já configurado, e modifique-a para referenciar as outras partições swap, de acordo com sua configuração. As partições swaps adicionais serão ativadas depois de inicializar o sistema quando swapon -a é rodado pelos scripts de inicialização.
Se, por alguma estranha razão, você não puder continuar a instalação sem adicionar suas partições swaps adicionais, abra um shell em um dos consoles virtuais e digite swapon <dispositivo> para cada dispositivo ou arquivo swap que você particionou/criou anteriormente. Depois continue como explicado acima com a instalação.
Caso você esteja honestamente precisando tanto assim de ter múltiplos swap, lembre-se que um kernel que precisa angustiosamente de swap está na verdade implorando por mais RAM, e não mais espaço para troca. Por favor, alimente bem o seu pingüim. Obrigado.
Primeiramente, inicialize o sistema a partir do CD ou discos de instalação do Arch. Se suas partições estão intactas e não precisam de checagem, você pode colocar o parâmetro de inicialização do kernel root= como as instruções na tela dizem. Isso irá inicializar direto no seu sistema, e você poderá pular tudo, exceto o último passo de reconfigurar e rodar o lilo.
Se você não pode inicializar seu sistema diretamente, inicialize com o CD como se fosse começar uma instalação. Assim que estiver em um shell, monte a partição principal de seu disco no diretório /mnt, como abaixo, por exemplo:
# mount /dev/discs/disc0/part1 /mnt/boot
Agora você precisa montar o seu diretório DevFS na área /mnt, onde o lilo poderá encontrá-lo:
# /mnt/bin/mount --bind /dev /mnt/dev
Assim que tudo estiver montado, transforme o diretório /mnt como nova partição principal com o comando chroot /mnt. Isso irá abrir um novo shell e colocá-lo no diretório /mnt, que será considerado como /.
Agora você pode editar /etc/lilo.conf como preferir e rodar o lilo para arrumar qualquer coisa que precise ser arrumada. Simplesmente digite exit quando você quizer sair dessa árvore de arquivos e voltar à original, anterior ao chroot. Você pode agora rodar o reboot para reiniciar a máquina e testar suas mudanças.
Edite o seu arquivo /etc/hosts.deny. A configuração padrão irá rejeitar qualquer conexão externa.
Se quizer carregar um módulo incondicionalmente sem associá-lo a nenhum dispositivo, adicione o nome do módulo ao array MODULES de seu /etc/rc.conf. Para carregar módulos de acordo com a procura pelo dispositivo, adicione como usualmente com o comando alias no arquivo /etc/modprobe.conf (/etc/modules.conf para kernels 2.4). Para passar qualquer opção a um módulo que queira carregar no array MODULES, adicione a linha options (opções) apropriada ao /etc/modprobe.conf.
lost interrupt (interrupção perdida)
O Kernel se recusa a inicializar. Está mostrando a seguinte mensagem:
IRQ probe failed for hda hda lost interrupt
Esse erro acontece com algumas controladoras de HD no kernel 2.6.x. Uma maneira de resolver é passar a opção acpi=off ao kernel na hora de inicializar o sistema.
access denied (acesso proibido)ao tentar tocar sons ou ler DVDs
Coloque seu usuário nos grupos optical (óptico) e audio.
# gpasswd -a johndoe optical # gpasswd -a johndoe audioFaça logout, depois faça seu login como usuário regular (ex,
johndoe) para que as mudanças no grupo possam ser efetivadas.
Se você possui um dispositivo de DVD, pode querer criar um link simbólico /dev/dvd para a localização real de seu dispositivo.
Por exemplo, se você usa udev e seu dispostiivo de DVD está em /dev/hdc, pode fazer o seguinte como root:
# cat >>/etc/udev/rules.d/00.rules <<EOF > KERNEL="hdc", NAME="hdc", SYMLINK="dvd" > EOF # /etc/start_udev # mount /dev/pts # mount /dev/shm
error: xorg conflicts with xfree86 (erro: o xorg conflita com o xfree86)
Esse é um problema temporário enquanto fazemos a troca completa para o xorg. Atualmente, alguns pacotes ainda dependem do xfree86 especificamente, o que deixa o pacman confuso.
Você pode arrumar esse problema instalando o xorg explicitamente, antes de instalar os outros pacotes.
# pacman -S xorg # pacman -S otherpkg1 otherpkg2 ...