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Trabalho práctico final e Competição


Tarefas requeridas

Minas terrestres deixadas após uma situação de guerra matam e mutilam milhares de pessoas todos os anos em diversos países. A desminagem de terrenos é uma tarefa muito perigosa, mas extremamente importante e necessária. Considerando isso, equipes altamente especializadas em robótica receberam a missão de criar o melhor robô autônomo para ajudar na detecção e remoção dessas minas.

Os robôs têm o objetivo de localizar as possíveis minas terrestres que estão espalhadas pelo ambiente, coletá-las e levá-las até um local seguro. Mas será preciso tomar cuidado, pois alguns artefatos estão muito deteriorados e podem explodir a qualquer momento!

Local da missão

A imagem a seguir representa o campo da competição (campo minado):


Estrutura

O robô é constituído por um único bloco, no qual estão colocados os sensores, os motores, o sistema de locomoção, a Handy Board e a garra.

  1. Motores: O robô possui dois motores internos, transversais e independentes, sendo um para cada roda motriz. Cada motor está acoplado em uma caixa de redução de 1:243.
  2. Sistema de locomoção: O robô se movimenta por meio de duas esteiras duplas, laterais, compostas por uma engrenagem motriz (menor) e dois pares de engrenagens seguidoras (maiores). Para ir para frente os motores são acionados para o mesmo lado enquanto, para curva existe duas possibilidades. A primeira, para curvas em movimento, basta diminuir a velocidade da esteira da parte interna da curva. A segunda, para ‘spin’, aciona-se ambos os motores, com a mesma potência, porém, em sentido contrário. Uma observação importante é que o robô sempre se movimenta com a garra levantada.
  3. Garra: Dois motores acionam a garra. Um deles aciona a cremalheira que fecha a garra. O segundo aciona um fio que é responsável por subir e descer a garra. Ambos estão acoplados à caixas de redução para aumentar a força aplicada. A garra é formada por uma junta prismática.


Sensores


Funcionamento e Estratégia

  1. O robô entra em modo de espera;
  2. A luz de partida é acessa e o robô começa a localização (‘spin’) por meio do sensor de polarização;
  3. O robô se inclina 45° em relação à parede e avança até a linha preta lateral;
  4. O robô se alinha e começa a percorrer a linha;
  5. Identifica um bloco e: Se o bloco for preto, ele recua, abaixa a garra, empurra o bloco lateralmente para fora de seu caminho, continua seguindo a linha; Se o bloco não for preto, ele recua, abaixa a garra, fecha a garra (capturando o bloco), sobe a garra.
  6. Após identificar um bloco não preto e o ter capturado, o robô rotaciona de 180°;
  7. Ele segue a linha até a base. Quando chega na última interseção ele continua reto e, por proximidade, para próximo à parede;
  8. Ele abaixa a garra, e libera o bloco sobre o degrau.

Dificuldades

  1. Fazer o robô dar spin: O problema é que um motor não aguentava girar o robô usando o sistema de duplo diferencial. O robô estava muito pesado para isso. A solução implementada foi um motor em cada roda com as respectivas reduções. O mecanismo de esteira foi mantido e aprimorado pois, garante maior estabilidade ao robô do que o rolom (ponto de apoio esférico).
  2. Seguidor de linha: os primeiros sensores usados para realizar a tarefa de seguidor de linha foram os ldr’s. Porem esses sensores sofrem muito com ruído e não conseguiam identificar o preto do branco caso haja sombra ou se o ambiente estivesse muito escuro. Outro problema foi que os sensores estavam localizados de forma muito próxima, que resulta que dois sensores acabavam por identificar ambos uma linha preta quando o robô andava em linha reta. Isto fazia com que o robô dava spin sempre caso esta situação ocorresse. Os problemas foram solucionados da seguinte forma: Os sensores ldr foram trocados por ótico reflexivos (que sofrem bem menos com ruído), e os sensores foram espaçados a uma distância que permite a leitura da linha sem que um sensor interferisse na outra.
  3. Posicionamento dos cabos: Os cabos dos sensores frontais passam por dentro do robô e sobem por um furo superior até a Handy Board. Os cabos saem por dentro do robô. Os cabos dos motores da garra e dos sensores de polarização se encontram em cima do robô. ‘Há muitos cabos para pouco espaço’. A solução foi criar zonas vazias dentro do robô para a passagem do chicote.
  4. Posicionamento dos sensores: Os sensores de leitura de luz e identificação de obstáculos;
  5. Polariza: o robô nunca tem uma posição alinhada com a luz polarizada;
  6. Fazer o seguidor de linha funcionar adequadamente: os sensores foram reposicionados;
  7. Construção do robô: pelo fato de não usar mais o sistema diferencial a adaptação para o sistema de motores independentes foi difícil já que toda a lógica de locomoção teve que ser modificada;
  8. Sistema de garra: como a estratégia foi pegar um bloco e colocar no degrau, foi necessária uma garra com dois DoF. Isto requer dois motores e dois sistemas de redução diferentes. Colocar tudo isto na garra a tornaria muito pesada e desajeitada. Com o objetivo de ter uma garra forte e funcional, além de ser leve, o motor para levantamento do braço da garra foi posicionado na parte traseira. Este motor puxa uma linha que por sua vez está conectado ao braço, gerando um braço de alavanca. Foi usado engrenagens sem fim, já que são pequenas, e reduzem significativamente as caixas de redução usadas;
  9. Falta de material: utilizou-se muitos blocos de LEGO durante a construção, logo, para alterações pontuais fez-se necessário um alívio de peso do corpo do robô para obtenção de novas peças.

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