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TP4

Introdução

O objetivo deste trabalho foi criar um robô autônomo que fosse capaz de realizar funções de brigadistas. A razão é simples: incêndios de grandes proporções resultam em grande perigo para os bombeiros, que arriscam suas vidas ao entrar em ambientes perigosos para resgatar as vítimas. Um robô não tripulado, que consiga tomar suas próprias decisões e agir de acordo com cada situação, atuando nesse tipo de ambiente, pode não só obter muito mais êxito no resgate das vítimas, mas pode também salvar a vida dos bombeiros humanos.

Estratégia

A estratégia pensada foi em salvar as vítimas mais graves (blocos azuis), para isso, foi feito um atuador que pudesse alcançar essas vítimas nos locais mais remotos do campo (degrau central). Além dos dois motores utilizados para andar, foi utilizado um motor adicional no atuador que resgata as vítimas e 4 sensores LDR, dois dos quais formavam um LDR diferencial, utilizado para a orientação do robô no campo; outro foi utilizado na parte inferior do robô, para definir o início da atuação; e o último tinha como função definir o tipo da vítima (cor do bloco). Ao iniciar a atuação, o robô se orienta conforme as luzes presentes no campo e, a partir disso, percorre uma trajetória “reta” em direção à vítima mais grave, resgatando-a e transportando-a para um posto avançado (degrau da base).

Maiores Dificuldades

O grupo teve 3 principais dificuldades. O primeiro problema encontrado foi identificar a cor do bloco corretamente, o que era algo de grande importância já que coletar o bloco preto faria o grupo perder 15 pontos ao invés de ganhar 15 pontos “resgatando” o bloco azul, infelizmente não conseguimos arrumar esse problema e decidimos coletar o bloco independente da cor. O segundo problema encontrado foi não ter engrenagens suficientes para fazer uma caixa de redução apropriada para o motor que controlava o “resgate” das vítimas, resultando em problemas na hora de coletar os blocos. Esse problema foi resolvido alterando o código para fechar o “braço” do robô várias vezes seguidas com um pequeno intervalo de tempo entre as tentativas, resultando em uma coleta segura das vítimas, mas com um pouco de exagero de uso do motor. O terceiro e maior problema foi que por não ter nenhum tipo de controle da própria velocidade o robô geralmente não andava reto e errava o bloco, geralmente por alguns centímetros quando se orientava bem pela luz polarizada e muitos centímetros quando não se orientava adequadamente.

Competição

Na competição o robô não alcançou plenamente o objetivo proposto, tendo em vista alguns problemas de locomoção causado por diferenças nos atuadores(motores). Porém, o resultado obtido não foi um dos piores, estando na segunda colocação até a segunda parte da competição. Isso se deve ao fato de que o robô cumpria o papel de sair da base garantindo que não houvesse nenhuma perda de ponto e não conduzia um bloco preto a base, evitando mais uma perda de pontos. Em um dado momento da competição o robô conseguiu conduzir um bloco verde à base; tal atuação não era o objetivo, porém acarretou pontos positivos a equipe. Observa-se que essa atuação somente ocorreu, pois o sensor detectou, de maneira errônea, um bloco azul e voltou a base para que esse bloco fosse deixado. Em outro momento o mesmo sensor detectou um bloco(que não existia) assim que estava saindo da base, voltando no mesmo momento para a posição inicial; com isso a equipe não saiu da base e perdeu pontos. Ao final da competição, observou-se que com algumas outras estratégias simples seria possível melhores resultados; tal fato serve como aprendizado para futuros robôs que os membros do grupo queiram desenvolver. Nesse sentido, a competição foi de extrema importância para que os alunos aprendessem de forma prática a construção de um robô, além de ver e observar todas as dificuldades de implementação e confecção de um robô autônomo.