Gerenciamento de Redes
Linnyer Beatrys Ruiz
Gerenciamento
de Redes de Computadores
Gerenciamento de Redes de Telecomunicações
Gerenciamento de Redes de Sensores
(uma tese na área)
O
gerenciamento de RSSFs deve ser simples, aderente às peculiaridades dessas
redes, incluindo também o seu dinamismo, e eficaz no uso dos recursos escassos.
A tese [Ruiz, 2003] propõe um arcabouço para o
gerenciamento de tais redes.
Algumas características especiais das RSSFs são:
v
Fluxo de dados predominantemente
unidirecional: os dados são disseminados dos nós sensores em direção ao ponto
de acesso utilizando nós intermediários como roteadores. Em RSSFs que utilizam
rádio freqüência para transmissão a atividade de maior consumo de energia é a
transmissão de dados. A energia consumida com a transmissão via rádio varia com
o quadrado do alcance de transmissão. Uma forma de economizar energia é se
utilizar pequeno alcance de transmissão. Assim, os nós coletam seus dados e se
usam os nós intermediários para retransmissão de seus dados até a entrega ao
PA.
v
Topologia dinâmica: mesmo que os nós não sejam
móveis, eles podem ocasionar alterações na topologia quando saem de serviço por
problemas tais como quebras e defeitos resultantes da deposição, falta de
energia, ameaças e ataques à segurança, problemas de calibração dos
dispositivos sensores, falhas nos componentes e falhas de comunicação;
v
Dependência da aplicação: os parâmetros de configuração,
operação e manutenção das RSSFs variam com o tipo de aplicação. Qualquer
projeto (hardware ou software) ou solução proposta para estas redes ou seus
elementos deve levar em consideração essas características e restrições, assim
como as características do ambiente onde tais redes serão aplicadas. Isto
determina o desenvolvimento de diferentes arquiteturas de nós sensores ou
diferentes configurações para arquiteturas existentes, assim como o
desenvolvimento de soluções de gerenciamento compostas por diferentes serviços
e funções.
v
Grande número de nós distribuídos em áreas
remotas ou inóspitas que operam sem intervenção humana direta.
v
Apresentam restrições severas de energia, e
devem possuir mecanismos para auto-configuração e adaptação devido a problemas
como falhas de comunicação e perda de nós.
v
Tendem a serem autônomas e requerem um alto
grau de cooperação entre os elementos de rede para executar um objetivo comum.
Na maioria das aplicações de RSSFs, os elementos de rede executam tarefas comuns
enquanto que nas redes tradicionais os elementos executam aplicações
diferentes.
Estas características tornam as RSSFs
diferentes das redes tradicionais. Isto significa que algoritmos distribuídos
tradicionais, como protocolos de comunicação e eleição de líder, assim como
paradigmas de gerenciamento, devem ser revistos para esse tipo de rede antes de
serem usados diretamente. Além disso, as RSSFs também herdaram os problemas
típicos das redes sem fio incluindo as altas porcentagens de erros de comunicação
e dificuldade no controle do consumo de energia.