Linnyer Beatrys Ruiz

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Computação Autonômica

 

Origem:  termo introduzido por Paul Horn em março de 2001 perante a Academia Nacional de Engenheiros da Universidade de Harvard. Paul Horn era vice presidente de pesquisa de IBM.

 

Objetivo: liberar os administradores de sistemas dos detalhes de operação e manutenção e prover aos usuários uma máquina que trabalhasse em desempenho 24/7. Investimento da IBM: U$2 bilhões

 

 

Desafios científicos:

·         Abstração de comportamento e modelos.

·         Técnicas de otimização com modelos parametrizáveis. O instituto Santa Fé propôs o uso de algoritmos genéticos.

·         Teoria da Robustez

·         Aprendizado e teoria de otimização

·         Teoria de negociação

·         Modelo estatístico

Precisa-se de cientistas que estudem dinâmicas não lineares e complexidade para novas teorias. Pesquisadores em diversas áreas.

 

 

Projeto de Pesquisa em RSSFs Autonômicas

 

         O objetivo deste projeto de pesquisa é desenvolver RSSFs autonômicas ou auto-gerenciadas. A computação autonômica [Hennessy, 2002, IBM, 2003, Kephart et al., 2003] é um tema recente de pesquisa que define sistemas que gerenciam a si próprios de acordo com os objetivos do administrador e sem a intervenção humana direta. Este novo paradigma tem sido explorado por algumas instituições como NASA [Clancy, 2002], Microsoft, Sun, Cisco, HP e IBM [Cowley, 2004], sendo que esta última recentemente investiu dois bilhões de dólares em pesquisas na área.

 

         Sendo as RSSFs formadas por nós sensores autônomos e que operam em áreas remotas, propomos o uso do paradigma de computação autonômica na construção de sistemas embutidos para RSSFs auto-gerenciadas.

        

         Uma RSSF autonômica é responsável por configurar e reconfigurar a si própria sem intervenção humana direta. Conforme o caso, uma RSSF autonômica deve organizar-se em grupos (auto-organização), adaptar-se a mudanças no ambiente e mudanças em sua topologia e conectividade (auto-configuração). Uma RSSF autonômica deve otimizar seu funcionamento e monitorar seus componentes para configurá-los às diferentes densidades de nós e cargas de trabalho para atender aos requisitos de qualidade de serviço. Ela deve implementar serviços de auto-diagnóstico para detectar problemas ou problemas em potencial tais como áreas descobertas decorrentes da baixa densidade ou desperdício de energia e perdas de informação em função da alta densidade de nós. Uma RSSFs autonômica deve recupera-se dos problemas e eventos extraordinários que causem mal funcionamento de seus componentes (auto-cura). Uma RSSF autonômica deve detectar, identificar e proteger-se contra várias ameaças (internas e externas) para manter sua segurança e integridade (auto-proteção). Uma RSSF autonômica deve conhecer seu ambiente e o contexto onde realiza duas atividades e agir de acordo com os requisitos de qualidade que foram estabelecidos (auto-consciência).  Uma RSSF autonômica deve conhecer a si própria, assim como seus limites de operação (auto-conhecimento). Uma RSSF produz e transporta os próprios dados (auto-serviço). Ela deve negociar a realização de um serviço a partir de três níveis de qualidade: qualidade de sensoriamento, qualidade de processamento e qualidade de disseminação [Ruiz, 2003].

 

         Alguns serviços automáticos de gerenciamento que permitem definir uma RSSFs autonômica foram inicialmente pesquisados e desenvolvidos utilizando como base a arquitetura MANNA [Ruiz, 2003].

 

 

Saiba mais....

 

Clancy, D. J. (2002). NASA Challenges in Autonomic Computing. Almaden Institute, IBM Almaden Research Center, San Jose, CA, April 10, 2002.

 

Cowley, Stacy (2004). IBM, HP, MS discuss autonomic computing strategies. Infoworld. Disponível em http://www.infoworld.com/article/04/05/19/HNhpibm1.html

 

Hennessy, J. (2002). Back to the Future: Time to Return to Some Long-Standing Problems in Computer Science. Almaden Institute, IBM Almaden Research Center, San Jose, CA, April 10, 2002

 

IBM (2003). Autonomic Computing – Creating Self-managing Computing Systems. Disponível em http://www-3.ibm.com/autonomic/index.shtml.

Kephart, Jeffrey and Chess, David M.(2003). The Vision of Autonomic Computing. IEEE Computer Magazine 36(1): 41-50.