Margaret Dayhoff

... by Raquel Minardi in Cientistas 28 de agosto de 2019
Margaret Dayhoff

É considerada a mãe da Bioinformática.

Nasceu em 11 de março de 1925 na Philadelphia, Pennsylvania. Mudou-se com a família para Nova Iorque aos 10 anos. Estudou em escolas públicas e se formou em Matemática em 1945 e obteve seu doutorado em Química quântica em 1948 pela Universidade de Columbia.

Após concluir seu doutorado, trabalhou no Rockefeller Institute e na Universidade de Maryland. Obteve uma posição em 1959 na National Biomedical Foundation onde afloraram seus interesses sobre a origem da vida e o relacionamento entre as sequências de proteínas e o estudo do processo evolucionário.

Suas pesquisas começaram no seu doutorado no qual ela foi pioneira na aplicação de processamento de dados em massa para a química teórica. Ela desenvolveu um método usando máquinas de cartões perfurados para o cálculo das energias de ressonância de várias moléculas orgânicas policíclicas. Devido à quantidade cálculo necessário, era impossível fazer esses cálculos manualmente.

Para reduzir o tamanho dos arquivos de dados que continham as sequências de aminoácidos, ela propôs o código de uma letra para representar os aminoácidos (que até aquele momento era um código de 3 letras). O peptídeo ou a proteína é representado como uma sequência de letras iniciando no N-terminal indo em direção ao C-terminal.

Sua invenção mais importante foi a matriz de pontuação PAM [1] em 1978. Trata-se de uma família de matrizes que têm sido utilizadas para pontuação do alinhamento de sequências de proteínas em diferentes graus de divergência. A divergência é medida em termos de mutações puntuais aceitas (Point Accepted Mutations, PAM). Uma mutação pontual é uma mutação em um resíduo ou a substituição de um resíduo por outro.

Margaret Dayhoff editou em 1981 o "Atlas of Protein Sequence and Structure" que era composto por 1.660 proteínas e era uma "base de dados" em papel.

Ela veio a falecer em 5 de fevereiro de 1983 vítima de um ataque cardíaco aos 57 anos em Maryland.

Em 1984, o Atlas de Dayhoff foi disponibilizado eletronicamente e teve seu nome alterado para PSD (Protein Sequence Database) do Protein Information Resource (PIR) [2]. A primeira release tinha 859 entradas apenas.

Para mais curiosidades, sobre a vida e trabalho de Margaret Dayhoff, sugerimos a seguinte publicação [3].

Referências

[1] Dayhoff, M. O. "A model of evolutionary change in proteins. matrices for detecting distance relationships." Atlas of Protein sequence an Structure 5.suppl 3: 354-352.
[2] Protein Information Resource
[3] Woman Innovator in Bioinformatics: Dr. Margaret Oakley Dayhoff

Online Bioinfo

Redes Sociais