UFMG Virtual

Tecnologias da Informação

no

Suporte à Educação

RT.DCC 015/99


 

Márcio Luiz Bunte de Carvalho

Ivan Moura Campos

Regina Helena Bastos Cabral

 

 

 

 

 

 

MÊS maio

ANO 1999


PUBLICAÇÃO outubro/1999

 

UFMG Virtual

Tecnologias da Informação

no

Suporte à Educação

Márcio Luiz Bunte de Carvalho

Ivan Moura Campos

Regina Helena Bastos Cabral

 

Resumo

Este relatório descreve, em linhas gerais, um conjunto de diretrizes estratégicas para que a universidade melhore as formas de compartilhamento de idéias e informações. Em especial são apresentados alguns requisitos funcionais considerados indispensáveis para suporte tecnológico à educação intra-muros e à educação a distância.

Abstract

This report presents a set of guidelines aiming at improving the ways in which the university shares and disseminates ideas and information. It also presents a few functional pre-requisites considered essential to give technological support to both intramural and distance education.

 

1. Tecnologias da Informação na UFMG: Missão, Visão e Diretrizes

    1. Missão da Assessoria de Tecnologia da Informação
    2. Liderar o desenvolvimento e a gestão de um ambiente integrado de tecnologias da informação que auxilie e melhore as atividades acadêmicas e de suporte da UFMG.

       

    3. Visão

Ter sucesso em

 

    1. Diretrizes Estratégicas
    2.  

      1. Diretriz #1: Prover serviços de rede com qualidade, satisfazendo demanda crescente.

A ATI projeta, constrói e opera redes na UFMG, provê conexão a redes externas e disponibiliza acesso por meio de linhas discadas. Redes com capacidade para transmitir dado se imagem conectam os campi tanto interna quanto externamente. Estas redes têm que se manter capazes de absorver o crescimento de tráfego, ser integradas com a infraestrutura de voz e satisfazer às demandas de novas tecnologias, que darão à comunidade universitária acesso a um conjunto diversificado de soluções baseadas em redes, respeitadas as particularidades de cada célula. Serviços técnicos abrangentes, incluindo operações diárias e de monitoramento de tráfego, autenticação e autorização de usuários, e também tratamento de problemas deverão crescer e melhorar na mesma proporção.

Por que é estratégica?

Ensino, pesquisa e funções administrativas serão crescentemente dependentes de redes locais e de âmbito nacional e internacional. Bibliotecas, apoio a estudantes e também os sistemas comerciais na sociedade em geral estão cada vez mais dependentes de serviços de redes. A maioria destes sistemas e serviços requer autenticação e autorização para satisfazer requisitos de privacidade, licença de uso, transferência de fundos e direitos autorais. À medida que a infraestrutura crescer e se tornar mais complexa, estes serviços de redes serão mais e mais críticos para as necessidades da comunidade universitária.

Questões chave:

Que ferramentas e metodologias devemos implementar para gerir e assegurar a prestação de serviços de redes de qualidade?

Estratégias e metas:

  1. Desenvolver e implementar soluções para prover banda dedicada que satisfaçam às necessidades de aplicações de redes em contínua evolução, como por exemplo em educação a distância. Prover redes virtuais independentes de geografia para dar suporte a aplicações distribuídas em todas as unidades e órgãos da UFMG.
  2. Desenvolver um plano de capacitação para a rede que satisfaça à demanda dos clientes. Implementar ferramentas para coletar dados para administrar a rede universitária de forma pró-ativa e para planejar mudanças futuras.
  3. Estudar métodos de acesso e provimento que satisfaçam às necessidades de mobilidade física de professores, funcionários e estudantes.
  4. Implementar uma estrutura de rateio proporcional, aceitável pela universidade, que auxilie na manutenção do fluxo de recursos para expandir e aprimorar nossas redes para dar cobertura à demanda prevista.
  5. Usar processos participativos para desenvolver uma arquitetura de redes de dados, voz e video para a UFMG, de padrões para interconexão e de avaliação rotineira de satisfação dos clientes.
  6. Implementar soluções, incluindo ferramentas e métodos, para prover alto nível de confiabilidade e disponibilidade da rede, à medida que aumenta a dependência da universidade em relação à rede.
  7. Consolidar o modelo de administração descentralizada da RedeUFMG, capacitando todos os gerentes de redes e agentes de informática para assumirem o seu papel.
  8. Implementar um serviço para acesso discado à RedeUFMG para toda a comunidade, que seja de alta qualidade e de custos reduzidos.

 

 

      1. Diretriz #2: Ajudar a satisfazer à demanda tecnológica oriunda da educação intra-muros e para educação a distância.

As tecnologias da informação atuais estão transformando a natureza do ensino dentro dos campi e estão oferecendo novas oportunidades para o aprendizado a distância. É necessário colaborar de forma ativa internamente, assim como no âmbito metropolitano, estadual, nacional e internacional para incorporar estas novas tecnologias da informação no processo de ensino e aprendizado. É também necessário encontrar maneiras de oferecer maior apoio a professores e outros envolvidos com o ensino que queiram aperfeiçoar a maneira com que provêm instrução. Demonstrações sobre como as tecnologias da informação podem melhorar o ensino e o aprendizado devem estar prontamente disponíveis para aqueles que queiram se informar sobre o que é possível realizar. É necessário fazer mais pesquisa sobre novas tecnologias e disseminar suas aplicações na educação, assim como em práticas consagradas para integrar tecnologia no ensino e no aprendizado.

Por que é estratégica?

Um macro-objetivo da universidade é melhorar a qualidade de seu ensino. Além dos estudantes dos campi, dar acesso a novos estudantes à distância é um fator crítico para o sucesso da universidade e pode ser fator decisivo para atender a crescente demanda por formação universitária. Usar tecnologias na educação é uma prioridade de muitos professores, pesquisadores, e da própria administração da universidade, para satisfazer às exigências dos estudantes que virão.

Questões chave:

Estratégias e metas:

  1. Atuar, no âmbito da UFMG, como coordenador e integrador de serviços e de tecnologias de suporte a educação através de parcerias com unidades de apoio, departamentos e entidades co-irmãs.
  2. Aumentar a conscientização sobre os benefícios do uso de tecnologias no ensino e aprendizagem junto a professores, chefes de departamentos, diretores de unidades, órgãos colegiados e alta administração.
  3. Ajudar na melhoria das habilidades dos professores no uso de tecnologias da informação para eles próprios e para a incorporação de tecnologias apropriadas no ensino através da promoção de cursos, treinamentos e seminários sobre o assunto.
  4. Dar apoio no desenvolvimento e promoção de padrões de software, hardware e outras tecnologias, no que tange à sua aplicação em educação.
  5. Fazer pesquisa sobre novas tecnologias e sua aplicação em educação e divulgar amplamente as suas conclusões.
  6. Induzir, através do suporte a alguns projetos piloto estratégicamente selecionados, a cultura de produção de material didático para a WWW de alta qualidade.
  7. Incentivar a produção, aquisição e conversão de material bibliográfico digital, bem como a sua ampla disponibilização.

 

      1. Diretriz #3: Atender à crescente demanda por serviços de atendimento à resolução de problemas em tecnologias da informação.

A ATI tem a preocupação de que existam mecanismos para fornecer com presteza solução para clientes dos órgãos e unidades da UFMG que usam tecnologias da informação, em áreas como hardware, software, redes e conexões. A ATI deve estabelecer padrões de organização para que as unidades tenham meios de como satisfazer esta demanda crescente por serviços de apoio com qualidade oriunda de uma grande e crescente população de clientes com necessidades diversificadas. Áreas chave, como o plantão de atendimento, devem ser facilmente acessíveis e fornecer resposta precisa e a tempo.

À medida que a tecnologia evolui, será necessário reavaliar os processos para fornecer soluções para problemas em grande volume e com resposta rápida. A ATI poderá ter que procurar soluções além do tradicional, à medida que se prepare para atender à demanda nos anos à frente.

Por que é estratégica?

A educação superior está ficando crescentemente dependente do uso eficaz de tecnologias da informação, incluindo suporte a todos os professores, funcionários e estudantes. Além dos requisitos de acesso a equipamentos confiáveis e também acesso a dados, é essencial que este grupo de clientes tenha ferramentas em contínua operação e pronto atendimento em caso de necessidade. Em virtude de as demandas por novos serviços estarem crescendo ao mesmo tempo que a competição por recursos financeiros de todas as fontes aumenta, é necessário prover solução para problemas para produtos-chave utilizados na UFMGde maneira eficiente e orçamentariamente não-proibitiva.

A solução expedita de problemas é crítica em virtude da alta visibilidade dos serviços de tecnologias da informação para todos os clientes. A habilidade de prover resposta a problemas com qualidade e presteza se reflete fortemente na imagem da universidade como um todo no atendimento às necessidades de sua comunidade.

Questões chave:

Estratégias e metas:

  1. Refinar e evoluir a operação do serviço para atingir o nível desejado de satisfação do cliente na resolução de problemas.
  2. Prover informação relacionada com resolução de problemas em forma eletrônica, facilitando auto-ajuda do cliente e reduzir o número de interações pessoa-pessoa nas chamadas ao plantão de atendimento.
  3. Reduzir a necessidade de atendimento aumentando o conhecimento dos clientes e seu domínio de ferramentas de tecnologias da informação disponíveis.
  4. Selecionar produtos chave que sejam robustos e mais fáceis de usar.
  5. Consolidar o modelo de administração descentralizada da RedeUFMG, capacitando todos os gerentes de redes e agentes de informática para assumirem o seu papel.

 

      1. Diretriz #4: Realinhar produtos, serviços e competências para atender às demandas dos clientes por sistemas aplicativos distribuídos.

A universidade já enfrenta desafios orçamentários e financeiros para implantar novos sistemas, substituir sistemas construídos no passado, resolver o problema do bug do ano 2000, entre outros, e deve também investir em novas oportunidades estratégicas. A compra de produtos disponíveis comercialmente poderá ser a resposta em alguns casos. Software "de prateleira" pode dar suporte a sistemas eficazes não só em termos de custo/benefício como também de disponibilidade para uso imediato. Em outros casos, a construção "sob encomenda" de uma aplicação distribuída atenderá melhor às necessidades. O CECOM deve considerar prioritáriamente o desenvolvimento de novas aplicações que utilizem o modelo distribuído.

A ATI deverá dar suporte a decisões dos clientes sobre implementar sistemas aplicativos distribuídos através de:

A ATI ajudará os clientes a justificar novos sistemas, identificar requisitos, avaliar pacotes oferecidos por revendedores, e implementar ambientes técnicos. Oferecerá consultoria sobre integração de sistemas, assim como oferecerá suporte de longo prazo. A ATI trabalhará com clientes e fornecedores para assegurar interoperabilidade na UFMG e aderência a padrões de arquitetura.

Por que é estratégica?

Várias unidades da UFMG planejam adquirir ou desenvolver novos sistemas aplicativos distribuídos. Por exemplo, uma decisão por adquirir LearningSpace para utilização no desenvolvimento de cursos poderá ter impacto significativo em várias unidades. O investimento da universidade em sistemas como esse poderá ser considerável, e as mudanças impactarão a UFMG durante muito tempo. A ATI necessita estar preparada para dar assistência aos clientes em virtude destas mudanças. Se houver falha na avaliação durante o processo de compra ou no desenvolvimento de novos sistemas, estaremos correndo o risco de adquirir sistemas menos robustos e mais difíceis de implementar. Entre os riscos, incluem-se a dificuldade em oferecer serviços como armazém de dados, impossibilidade de inter-operar com outros sistemas da UFMG, carga excessiva em sistemas como a própria rede ou o plantão de atendimento, e maiores custos de integração entre subsistemas da UFMG.

Questões chave:

Estratégias e metas:

  1. Demonstrar o valor da integração e da interoperabilidade.
  2. Prover um repositório de referência para ajuda em áreas tais como aquisição de sistemas aplicativos, conhecimento sobre a existência de sistemas aplicativos e avaliação comercial de necessidades.
  3. Usar e ajudar os clientes a usar a arquitetura de sistemas da UFMG como um guia quando da aquisição ou desenvolvimento de sistemas aplicativos.
  4. Identificar oportunidades para aquisição, adaptação ou integração de sistemas aplicativos distribuídos.
  5. Proativamente formar parcerias com clientes que estejam adquirindo novos sistemas aplicativos.
  6. Estabelecer relações de terceirização de serviços para poder responder rapidamente às necessidades de clientes.
  7. Aumentar a competência da equipe em sistemas aplicativos distribuídos.
  8. Avaliar a disponibilidade no mercado de sistemas aplicativos completos, de módulos de software e de componentes de aplicativos.

 

      1. Diretriz #5: Prover à administração da universidade acesso fácil e oportuno aos dados de que necessite.

Acesso a dados e a informações desempenha um papel crescentemente importante no processo decisório do reitor, pró-reitores, órgãos colegiados, diretores de unidades, chefes de departamentos, coordenadores de cursos, funcionários e estudantes. A ATI deve trabalhar com as unidades e órgãos da UFMG no desenvolvimento de procedimentos para identificar, definir e documentar a variada gama de dados sobre a universidade.

É também necessário ajudar as unidades e órgãos da UFMG no desenvolvimento de sistemas de informação que integrem dados mantidos localmente com dados institucionais. É essencial prover aos tomadores de decisão as ferramentas e o apoio para transformar dados em formatos úteis e utilizáveis.

É de crucial importância a conscientização da responsabilidade que o gerador da informação: aluno, professor, pesquisador ou funcionário tem no fluxo da informação para que ela seja fornecida de uma forma confiável e em tempo. É importante tambem que os sistemas de coleta de informação sejam simples e de facil utilização.

É necessário trabalhar com toda a UFMG na promoção de uma política de acesso a dados que seja aderente a restrições legais, éticas ou externamente definidas.

Por que é estratégica?

Pró-reitores, diretores de unidades e chefes de departamento mencionam a necessidade de acesso a dados com maior frequência do que qualquer outra questão em tecnologias da informação. Os estudantes necessitam acessar dados e informações no planejamento de suas atividades acadêmicas. O progresso nestas questões depende de muitos fatores, incluindo o controle adequado do acesso a informações sensíveis ou de caráter privado. A demanda crescente por este recurso vai requerer novos e maiores serviços, novos modelos de custeio, infraestrutura e equipe adicionais.

Questões chave:

Estratégias e metas:

  1. Disponibilizar dados através do desenvolvimento de um modelo de dados "draft" para o armazém de dados da UFMG, documentar as necessidades locais de dados e as necessidades de dados no âmbito da universidade, e prover dados em formatos convenientes.
  2. Promover o entendimento e a aceitação da política de acesso a dados institucionais patrocinando trocas de informação, grupos de interesse e oportunidades de treinamento relacionados com a política e sua implementação.
  3. Ajudar proativamente os tomadores de decisão a integrar o uso de dados e de informação em seu trabalho do dia a dia.
  4. Promover o entendimento cooperativo sobre a necessidade de dados entre os guardiães de dados e os que os requisitam.
  5. Demostrar a relação custo/benefício favorável do acesso a dados como instrumento de gestão e planejamento, incluindo o uso do armazém de dados da UFMG e seu conjunto de ferramentas de acesso.
  6. Desenvolver sistemáticas para a coleta de dados que possibilitem ao gerador da informação disponibilizar a informação uma única vez e que seja o mais breve possível.

 

      1. Diretriz #6: Acelerar a definição da arquitetura e de padrões para incluí-los de forma integral nas decisões da UFMG sobre tecnologias.

A missão da ATI é "liderar o desenvolvimento e a gestão de um ambiente integrado de tecnologias da informação que auxilie e melhore as atividades acadêmicas e de suporte da universidade". Um elemento chave nesta liderança é a criação e contínua manutenção de uma arquitetura de suporte para tecnologias da informação. O objetivo da arquitetura é obter consenso sobre critérios de interoperabilidade que orientem o projeto e a aquisição de sistemas. Arquitetura é um processo de atingir consenso em a UFMG. Os acordos resultantes podem ser bastante específicos, como no caso de adoção de um padrão detalhado, ou mais gerais, como no caso de se concordar sobre uma diretriz ou uma determinada direção de tecnologia.

Por que é estratégica?

Acordo sistematizado sobre padrões leva a projeto e compra de sistemas interoperáveis que prestam serviço eficientemente a toda a universidade. Ter uma arquitetura de referência pode trazer economias em custo, tempo de entrega, treinamento, suporte e manutenção de soluções utilizando tecnologias da informação. Por outro lado, a falta de uma arquitetura de consenso reduz as oportunidades de influenciar, a tempo, sobre questões de padrões de fornecedores. A ausência de padrões estabelecidos pode inibir a integração de sistemas de unidades distintas. A relação custo/benefício fica mais e mais desfavorável em virtude de custos operacionais crescentes e gastos questionáveis. Desta forma, a universidade estaria falhando em exibir sua liderança nestas questões e em geral para a população e para o governo.

Questões chave:

Estratégias e metas:

  1. Dar assistência a tomadores de decisão em projetos específicos e demais iniciativas na avaliação dos impactos de suas decisões em questões de tecnologias da informação na interoperabilidade de suas atividades e daquelas do resto da UFMG.
  2. Prover informação em tempo hábil sobre padrões de uso na UFMG de aplicativos de uso comum, exibindo onde interoperabilidade entre eles existe e onde fracassa.
  3. Liderar o desenvolvimento e documentação de padrões, diretrizes e opções tecnológicas para a UFMG . Estes documentos terão a forma de critérios de seleção de produtos e de protocolos, focalizados na interoperabilidade e nas economias de escala. Cabe enfatizar que a aplicação em si é responsabilidade de cada tomador de decisão.
  4. Promover a importância e o valor da interoperabilidade de tecnologias da informação nos foros de planejamento e tomada de decisão na UFMG.
  5. Explorar métodos de acelerar o processo de definição da arquitetura.

 

  1. UFMG Virtual
  2. O uso das tecnologias da informação como instrumentos coadjuvantes no processo de ensino e aprendizagem está contido na Diretriz #2 da seção anterior (planejamento estratégico deste setor na UFMG), e é detalhado a seguir.

    1. Detalhamento da Diretriz #2: Ajudar a satisfazer à demanda tecnológica oriunda da educação intra-muros e da educação a distância.
    2. Esta demanda se manifesta de várias formas, e é importante ressaltar o inter-relacionamento das camadas de infraestrutura, de serviços e de aplicações, exibidas na matriz abaixo.

      A camada de infraestrutura focaliza as questões relativas à arquitetura e topologia das redes da UFMG, envolvendo antenas, conexões, roteadores, servidores, equipamentos para produção de vídeo e transmissão de sinais de TV, e a conexão da UFMG com o mundo exterior.

      A camada de serviços inclui a Internet e o suporte dado pelos mecanismos da World Wide Web, assim como os serviços de estúdio e suporte à produção de conteúdo necessários ao funcionamento da TV UFMG.

      A camada mais externa, a de aplicações, engloba a parte mais interessante, rica e complexa, envolvendo um conjunto crescente de funcionalidades, produtos e conteúdos.

      Na dimensão das colunas, a matriz se estratifica em P&D e formação de recursos humanos; no uso de tecnologias disponíveis (e, preferencialmente, no estado da arte); e nos aspectos normativos e regulatórios suscitados pelo uso de tecnologias da informação.

      A terceira dimensão da matriz realça a necessidade de uma articulação entre os setores governamental, acadêmico e empresarial para o atingimento de objetivos, e compartilhamento de tarefas e de recursos de investimento e de custeio.

       

       

       

      1. Requisitos Funcionais
      2. As funcionalidades consideradas indispensáveis para suporte tecnológico à educação intra-muros e à educação a distância podem ser agrupadas nas seguintes categorias:

         

        1. Organização geral de cursos

 

        1. Comunicação:

 

        1. Aulas e outras apresentações de professores e instrutores:

 

        1. Acervos Digitais:

 

        1. Estudo e treinamento individuais:

 

        1. Projetos em grupo:

 

        1. Avaliação:

 

      1. O Alicerce da UFMG Virtual: atividades e orçamento

Para dar partida ao processo de consolidação do uso das tecnologias da informação na educação, um pequeno conjunto de ações estratégicas deve ser priorizado. Todas essas ações têm como cliente o corpo docente da universidade, que poderá utilizar futuramente o suporte tecnológico de sua escolha para organizar e ajudar a ministrar aulas sobre os conteúdos de sua especialidade. A seguir, é apresentado um orçamento para este conjunto de atividades, com um horizonte de um ano.

Como objetivos gerais, e consoante determinação da reitoria, estas atividades pretendem provocar uma mudança de patamar na qualidade da instrução dada pela universidade, através da utilização de tecnologias da informação como suporte ao processo de ensino e aprendizado. Além disso pretende-se, pela própria natureza das das atividades, dar igual oportunidade de participação e envolvimento a toda a comunidade universitária, selecionando a posteriori, para efeito de ulteriores investimentos com recursos do projeto, os melhores resultados obtidos, exercitando critérios estritos de relevância social, qualidade de produto intermediário e mérito acadêmico.

 

 

 

Cooperação Interinstitucional no Brasil: Projeto Tecnologias da Informação Aplicadas a Educação (em avaliação no CNPq)

No Anexo I encontra-se a proposta da participação da UFMG em um projeto consorciado com a PUC-RJ e a UFPE, submetido ao CNPq no âmbito do edital CNPq/PROTEM sobre tecnologias da informação aplicadas a educação.

Caso contemplado, este projeto trará para a UFMG a cooperação com as universidades PUC-RJ e UFPE, no desenvolvimento, uso e avaliação de um ambiente de autoria – o AulaNet, desenvolvido pelo Departamento de Informática da PUC-RJ, além de um laboratório (15 equipamentos) que permitirá o treinamento de professores participantes de projetos piloto, também apresentados no texto, cujo objetivo é o desenvolvimento de conteúdos em diversas áreas do conhecimento, sua utilização via web, e avaliação do uso destas tecnologias e ferramentas no ensino e aprendizado.

Cooperação Interinstitucional em Minas Gerais: Projeto de Redes Metropolitanas de Alta Velocidade (em elaboração, a ser submetido ao CNPq em 24/5/99)

Encontra-se em elaboração a proposta da participação da UFMG em um projeto consorciado com a UEMG, PUC-MG, FIEMG, FUMSOFT, IGA, Santa Casa, Cenapad/MG-CO, Telemar, Cemig e Prodemge a ser submetido ao CNPq no âmbito do edital dos programas PROTEM e RNP sobre a implantação de redes metropolitanas de alta velocidade na região metropolitana de Belo Horizonte.

Caso contemplado, este projeto trará para a UFMG a cooperação com as instituições acima mencionadas no uso de uma rede metropolitana de alta velocidade a ser implantada exclusivamente com este fim para a capacitação em aplicações como telemedicina, geoprocessamento, bibliotecas digitais e educação à distância . Este será o primeiro passo no sentido de envolver a UFMG no projeto RNP 2 e consequentemente o projeto internet 2.

Cooperação Internacional: as oportunidades no âmbito do Acordo Brasil-Estados Unidos

Em 1998, quando da visita do presidente Clinton ao Brasil, foi assinado um acordo de cooperação bilateral, centrado na educação, focalizando três aspectos: formação e troca de recursos humanos qualificados, avaliação de instituições e processos educacionais, e o uso de tecnologias na educação. O Anexo II contém o texto que define o escopo desta cooperação. Em particular, a Seção I explicita, no nivel de detalhamento cabível em um documento desta natureza, uma agenda de pesquisa conjunta no desenvolvimento e uso de tecnologias em educação.

 

 

Algumas Fontes de Informação e Links Relacionados

O Anexo III contém um conjunto de links para sítios na web que dão maior cobertura aos tópicos aqui tratados. Estas referências são parte integrante do trabalho de uma comissão no âmbito do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia, ora reinstalada e que está atualizando uma proposta abrangente de Projeto de Sociedade da Informação para o Brasil.

ANEXO I: Cooperação Interinstitucional no Brasil: Projeto Tecnologias da Informação Aplicadas a Educação (em avaliação no CNPq)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Cooperação Internacional: as oportunidades no âmbito do

Acordo Brasil-Estados Unidos

ANEXO III

Algumas Fontes de Informação e Links Relacionados

 

  1. http://www.gip.org, The Global Internet Project.
  2. http://www.internet2.edu/about_i2/.I2.Mission.Goals.html, Internet 2 Project, Mission and Goals.
  3. http://www.hpcc.gov/blue97/index.html, High Performance Computing and Communications: ADVANCING THE FRONTIERS OF INFORMATION TECHNOLOGY. A Report by the Committee on Computing, Information, and Communications, National Science and Technology Council, USA.
  4. http://www.colorado.edu/CNS/HPCN/agenda.html, High Performance Campus Network/very high speed Backbone Network Service Workshop.
  5. http://www.fcc.gov/Bureaus/OPP/working_papers/oppwp29.pdf, Digital Tornado: The Internet and Telecommunications Policy. Kevin Werbach, Counsel for New Technology Policy, <kwerbach@fcc.gov> Office of Plans and Policy, Federal Communications Commission, Washington, DC 20554,March 1997.
  6. Digital Library Ready Reference page, http://www.dlib.org/reference.html.
  7. http://ksgwww.harvard.edu/iip/empowera.html, Putting People First: Education, Jobs, and Economic Competitiveness--Empowering New Technologies.
  8. http://www.oecd.org/dsti/sti_ict.html, OECD's Inform@tion, Computer and Communications Policy.
  9. The Digital Library Research Agenda:What's Missing -- and How Humanities Textbase Projects Can Help, Allen Renear, http://www.dlib.org/dlib/july97/07renear.html.
  10. http://www2.nas.edu/21st, PREPARING FOR THE 21ST CENTURY, WEB da National Academy of Science, USA (várias publicações).
  11. http://www.oecd.org/dsti/gd93e.html, Global Information Infrastructure and Global Information Society (GII-GIS), Statement of Policy Recommendations made by the ICCP Committee, OCDE/GD(96)93, June 1997.
  12. http://www.niiip.org, NIIIP Homepage.
  13. http://www.ispo.cec.be, Information Society Project Office.
  14. http://www.worldbank.org/html/fpd/infodev/infodev.html, InfoDev Home, World Bank Group.
  15. http://www.hmso.gov.uk, HMSO Corporate Home Page.
  16. http://www.xlink.net/misc/bangemann.html, Europe and the global information society - Bangemann report.
  17. http://www.ed.gov/Technology/Futures/hardin.html, Digital Technology and its Impact on Education.
  18. http://www.publications.hmso.gov.uk/hmso/document/supered2/supered.html, DFE Superhighways for Education - The Way Forward.
  19. http://www.crito.uci.edu, Center for Research on Information Technology in Organizations and Society Homepage.
  20. http://astec.gov.au/astec/scieng/scieng.html, ASTEC: Australia's Science and Engineering Base for Information and Communications.
  21. http://www.ncb.gov.sg/nii/96scan7/astec.html, Applying Information and Communications Technologies in Long-Term Strategies for Science and Technology: The Case of Australia.
  22. Projetos Nacionais de Sociedades da Informação, da listagem encontrada no UK Library and Information Commission Report 'New Library: The People's Network', encontrado na URL http://www.ukoln.ac.uk/services/lic/newlibrary/.
  23.  

    Alguns Documentos de Países

     

    Australia
  24. Broadband Services Expert Group (1994). Networking Australia's Future: Final Report of the Broadband Services Expert Group (online). Available at http://www.dca.gov.au/pubs/network/toc.htm .
  25. Canada
  26. Information Highway Advisory Council Secretariat (1996). Building the Information Society: Moving Canada into the 21st Century (online). Available at http://info.ic.gc.ca/info-highway/ih.html .
  27. Information Highway Advisory Council Secretariat (1995). Connection, Community, Content: The Challenge of the Information Highway (online). Available at http://strategis.ic.gc.ca/cgi- bin/dec/wwwfetch?/sgml/ih01037e_pr702.sgml.
  28. Denmark
  29. Ministry of Research (1994). Info-Society 2000 (online). Available at http://www.fsk.dk/fsk/publ/info2000-uk/ .
  30. European Union
  31. Information Society Forum (1996). Networks for People and their Communities: Making the Most of the Information Society in the European Community (online). Available at http://www.ispo.cec.be/infoforum/pub.html .
  32. Bangemann, M., et al. (1994). Europe and the Global Information Society. Recommendations to the European Council (online). Available at http://www.ispo.cec.be/infosoc/backg/bangeman.html .
  33. Pigott, I. (1997). Green Paper on the Role of Libraries in the Information Society (online). Available at http://www2.echo.lu/libraries/en/green.html .
  34. Finland
  35. Finland's Way to the Information Society (1996) (online). Available at http://www.ncb.gov.sg/nii/96scan1/finland.html .
  36. Germany
  37. Council for Research, Technology and Innovation (1995). The Information Society: Opportunities, Innovations and Challenges. Assessment and Recommendations. Bonn: Ministry of Education, Science, Research and Technology.
  38. Federal Ministry of Economics (1996). Info 2000: Germany's Way to the Information Society (online). Available at http://www.bmwi-info2000.de/gip/programme/info2000/info2000_e.html .
  39. Iceland
  40. The Icelandic Government's Vision of the Information Society (1997) (online). Available at http://www.stjr.is/framt/vision00.htm .
  41. Ireland
  42. Information Society Steering Committee (1996). Information Society Ireland: Strategy for Action (online). Dublin: Department of Enterprise and Employment, Irish Government. Available at http://www.forfas.ie/infosoc.htm .
  43. Japan
  44. Telecommunications Council (1994). Reforms toward the Intellectually Creative Society of the 21st Century (online). Available at http://www.mpt.go.jp/Report/Report1993No5/contents.html .
  45. Ministry of International Trade and Industry (1994). Program for Advanced Information Infrastructure (online). Available at http://www.glocom.ac.jp/NEWS/MITI-doc.html .
  46. Netherlands
  47. Information Superhighway Steering Group (1995). A Vision for Acceleration: Working Plan for the Information Superhighway (online). Available at http://www.minez.nl/nota/snelweg/englisch.htm .
  48. Norway
  49. Ministry of Transport and Communications (1997). The Norwegian Way to the Information Society. Bit by Bit: Report from the State Secretary Committee for IT (online). Oslo: ODIN. Available at http://odin.dep.no/it/it-way/ .
  50. Singapore
  51. IT 2000 - A Vision of an Intelligent Island (n.d.) (online). Available at http://www.ncb.gov.sg/ncb/vision.asp .
  52. The Library 2000 Report (n.d.) (online). Available at http://www.asianconnect.com.8080/library/gw/lib-12000.pl .
  53. Yeo, G. (Minister for Information and the Arts) (1996). Libraries for a Renaissance City (speech) (online). Available at http://www.gov.sg/mita/speech/speeches/v20n4011.htm .
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  56. Thailand
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