Reforma
Curricular do Bacharelado em Ciência da Computação
Relatório
final do trabalho desenvolvido durante a gestão 2000-2002[1]
Profa. Regina H. B. Cabral[2]
Profa. Mariza A. S. Bigonha[3]
16/dez/2002
Indice
2.
O processo de desenvolvimento da proposta atual
2.3
Análise das grades curriculares de cursos similares no Brasil
2.4
Análise das propostas em discussão pela SBC
2.5.1 Os riscos da eliminação de pré-requisitos
2.5.2 Vantagens da explicitação de pré-requisitos
2.6
Entrevistas especiais com cada um dos professores do DCC
3.2.1 Grades, disciplinas e pré-requisitos
3.3
Implementabilidade e impacto da proposta na alocação de encargos didáticos
3.4
Questões essenciais ainda pendentes no projeto
4.
Etapas a serem cumpridas para formalização da reforma curricular
Anexo
A – Programas dos Workshops I, II e III
Anexo
B - Grade geral, áreas, professores e elenco de disciplinas
Este
relatório tem os seguintes objetivos:
1) consolidar o trabalho
desenvolvido pela equipe de professores do DCC, acrescida de alguns convidados
especiais, e sob a nossa coordenação
durante o duênio 2000-2002.
2) dar subsídios para que a
nova coordenação do Colegiado, constituída pelos professores Wagner Meira e
Rodrigo Carceroni, coordenador e sub-coordenador, dê
continuidade ao trabalho do qual todos participaram.
No que segue, são ressaltados as premissas que regeram os trabalhos, a metodologia de desenvolvimento adotada, os resultados alcançados, as questões que certamente ainda precisam ser trabalhadas, a identificação das etapas a serem cumpridas para formalização da reforma curricular e alguns comentários finais resultantes da experiência por nós adquirida durante este período e que julgamos essenciais de serem repassados aos novos coordenadores do processo.
As
seguintes premissas regeram os trabalhos:
1)
o sucesso de uma reforma
curricular é totalmente dependente da participação ativa do corpo docente que a
implementará;
2)
a marca de um curso é
determinada pelo perfil do corpo docente que o ministra;
3)
o profissional egresso
deste bacharelado precisa ter uma formação sólida, que o
habilite tanto a se adaptar às exigências do mercado quanto a se
aprimorar via as diversas formas de educação continuada, dentre elas o mestrado
e o doutorado;
4)
as Diretrizes para
Currículos de Graduação da UFMG[4]
propiciam a definição de grades curriculares mais flexíveis e que abranjam
outras áreas do conhecimento, o que é particularmente interessante para a
onipresente área de computação;
5)
um curso cujos
profissionais egressos devem ter perfil classe
mundial precisa ser aderente ao currículo mínimo oficial recém publicado
pela ACM-IEEE[5];
6)
as diretrizes curriculares
em desenvolvimento pela SBC[6] e
os critérios de avaliação curricular do MEC[7]
fazem parte da realidade brasileira e têm de ser contemplados.
Com base nas premissas citadas anteriormente e visando facilitar a convergência dos debates, organizamos três workshops, espaçados no tempo conforme necessário, cada um deles com objetivos específicos e agenda previamente acordada com os professores do DCC, conforme documentado no Anexo A – Programas dos Workshops I, II e III.
Resumidamente:
1) o primeiro workshop, ocorrido no dia 11 de maio de 2001, teve por objetivo dar início ao processo de discussão da reforma curricular do bacharelado.
Nele foram apresentadas: i) as diretrizes desenvolvidas pelo grupo de trabalho da ACM-IEEE (Ironman Version) e publicadas para avaliação por toda a comunidade internacional; ii) as diretrizes recém-aprovadas pelo CEPE-UFMG; e iii) as áreas de pesquisa do DCC, suas respectivas equipes e explicitação das matérias essenciais a cada área. Os trabalhos duraram um dia inteiro, no qual se sucederam 22 apresentações seguidas de debates.
2) O segundo workshop ocorreu em 29 de maio de 2002, um ano após o primeiro, em virtude de termos optado por aguardar a publicação da versão oficial das recomendações curriculares da ACM-IEEE, prevista para setembro de 2001 mas publicada apenas em janeiro de 2002.
Para este workshop, elaboramos extensa documentação incluindo: i) a descrição da abordagem sugerida por nós; ii) a análise comparativa entre as disciplinas atualmente ministradas no bacharelado e as sugeridas como obrigatórias pela ACM-IEEE, doravante denominadas core; iii) a identificação, a título de exemplo e visando mostrar a implementabilidade do core, de um conjunto acessível de livros-texto que cobrem os conteúdos programáticos das várias disciplinas do core; iv) uma sugestão, também apenas para dar início aos debates, de áreas e disciplinas optativas, baseada no perfil do corpo docente do DCC; v) resumos destacando os principais aspectos das recomendações curriculares da ACM-IEEE e do CEPE-UFMG.
Os
trabalhos transcorreram em duas fases ao longo de um dia inteiro, com
participação maciça dos professores do DCC. Na primeira fase, os professores
que vêm ministrando as disciplinas correspondentes às do core apresentaram sua análise e sugestões sobre a proposta da
ACM-IEEE. A partir dos debates sobre o core,
concluiu-se pela necessidade de sua complementação via definição de um elenco
de disciplinas que também seriam obrigatórias a todos os
alunos, doravante denominado core+. A partir dos debates também foram identificadas a necessidade de aumentar a carga horária da
disciplina Arquitetura de Computadores e de rever o aspecto distribuição no tempo das disciplinas
Projeto Orientado I e II.
Na
segunda fase, os debates levaram à identificação de quatro áreas de
concentração e à formação de grupos coordenados pelos professores Roberto
Bigonha e Wilson de Pádua – área de Engenharia de Software, José Marcos
Nogueira – área de Sistemas de Computação, Mário Montenegro – área de Sistemas
de Automação, e Nivio Ziviani – área de Tecnologias da Informação.
3) O terceiro workshop, ocorrido em 17 de junho de 2002, teve por objetivos: i) a identificação das disciplinas do core+; ii) a definição dos conjuntos de disciplinas optativas em cada área de concentração – com nome, ementa, carga horária necessária e bibliografia, incluindo as relações de pré-requisitos em termos de disciplinas ou de conteúdos; iii) a definição das disciplinas dos departamentos de Matemática, Física e Estatística que deverão fazer parte do conjunto de disciplinas obrigatórias a todos os alunos; iv) a definição das disciplinas de outros departamentos, inclusive da Matemática, Física e Estatística, que são pré-requisitos para disciplinas específicas de áreas de concentração.
Mais uma vez, houve participação maciça dos professores e dos representantes dos alunos no Colegiado ao longo de uma tarde. Foram apresentadas e debatidas as propostas elaboradas pelas equipes de cada uma das quatro áreas identificadas no workshop anterior. Também foram apresentados, pelo professor Mário Montenegro, o conjunto mínimo de disciplinas obrigatórias a todos os alunos e a serem oferecidas por outros departamentos; e, pelo professor Antônio Otávio, o resultado dos trabalhos da equipe atuante na área específica, definindo a redistribuição dos tópicos da disciplina Arquitetura de Computadores em duas a serem cursadas paralelamente.
Após o terceiro workshop, cada grupo de trabalho partiu para a complementação da proposta de sua área específica, base para a consolidação aqui apresentada.
Inúmeras interações ocorreram durante estes dois anos, ora via reuniões entre grupos menores de professores, constituídos por afinidade de interesses ou sob nossa demanda para esclarecimentos complementares, ora via e-mail.
Em relação às disciplinas ofertadas pelos departamentos de Matemática, Física e Estatística, ressaltamos que:
1) nos reunimos com o professor Paulo Machado, chefe do Departamento de Matemática, para avaliarmos não só a proposta relativa às disciplinas específicas daquele departamento mas também para verificarmos a viabilidade de se rever a ementa e o programa da disciplina Álgebra A.
Os seguintes comentários merecem destaque:
i) a disciplina Equações Diferenciais C é um equívoco porque o programa é muito extenso para tão poucas horas;
ii) é preciso conversar com o coordenador do Colegiado de Matemática sobre a viabilidade de modificação da ementa e programa da disciplina Álgebra A, adequando-os às necessidades identificadas por nós. Entretanto, considerando que ela é ofertada especialmente para o bacharelado em Ciência da Computação, ele crê não haver qualquer problema;
iii) o departamento tem cada vez mais interesse em trabalhar conjuntamente com o DCC.
2) Nos reunimos com o professor Agostinho Campos, coordenador do Colegiado Didático de Física, para esclarecermos os conteúdos programáticos e abordagens das disciplinas de física e seus respectivos pré-requisitos.
A conclusão da reunião é que, embora não estejam definidos os pré-requisitos nas disciplinas ofertadas pelo departamento, eles de fato existem e, se não cumpridos provocam dificuldades. Em particular, ficou claro que Fundamentos de Mecânica tem Cálculo I como pré-requisito e Fundamentos de Eletromagnetismo necessita de Fundamentos de Mecânica e Cálculo II.
3) Embora não tenhamos nos reunido para tratar de questões específicas da proposta em desenvolvimento, temos a garantia, por parte do professor Sebastião Lira, representante do departamento de Estatística no Colegiado do Bacharelado, do total interesse em participar do processo no que for necessário.
Esclarecemos que, durante esta etapa de desenvolvimento, os representantes de outros departamentos no Colegiado do Bacharelado estiveram informados sobre o andamento do processo e aguardando o fechamento do draft da proposta por parte dos seus implementadores majoritários – os professores do DCC. Acreditamos que agora já é viável e importante que eles passem também a contribuir diretamente no projeto.
Salientamos também que, além de contar com a participação ativa do professor José Nagib nos workshops, nos reunimos com ele por duas vezes tanto para esclarecer aspectos relativos às diretrizes de flexibilização do CEPE – desenvolvidas sob sua coordenação, quanto para discutir a proposta em desenvolvimento.
Em particular, registramos aqui que, ao apresentarmos a proposta qualitativa do nosso projeto, o professor Nagib o considerou semelhante ao Projeto de Flexibilização Curricular do Curso de Ciências Econômicas, entregue à Pró-reitoria de Graduação em 30 de agosto de 2001, e recomendou que obtivéssemos uma cópia dele junto à Pró-reitoria de Graduação. Assim o fizemos. A análise de sua formatação e dos pareceres relativos ao projeto em foco enviados à Pró-reitoria certamente nos serão úteis para vencer etapas.
É importante ainda ressaltar que, junto à Pró-reitoria de Graduação, interagimos várias vezes com a professora Cristina Miranda, visando esclarecer etapas e prazos a serem cumpridos. Sabemos que, uma vez aprovado o projeto de reforma curricular pelo Colegiado do Bacharelado, podemos contar com a total boa vontade e interesse dela em nos ajudar a formatá-lo, de modo completo e aderente às normas vigentes, para facilitar o trâmite junto aos colegiados superiores, especialmente junto à Câmara de Graduação e ao CEPE.
Também pudemos contar com a participação ativa do professor Ivan M. Campos, tanto nos três workshops quanto em incontáveis reuniões extraordinárias, muito contribuindo para os debates e desenvolvimento desta proposta.
Naturalmente, durante estes dois anos, além dos trabalhos supra-citados, analisamos cuidadosamente as grades curriculares dos principais cursos de informática e computação no Brasil. Destacamos as seguintes características:
1) na UNICAMP, o bacharelado em Ciência da Computação tem duração de cerca de 8 semestres e é integralizado em 2.400 horas das quais 2.190 são em disciplinas obrigatórias. Além das disciplinas tradicionais, os estágios supervisionados e de iniciação científica valem créditos – totalizando 18 créditos, ou seja, 270 das 2.190 horas.
2) Na UFPE, o curso de graduação em Ciência da Computação tem duração de cerca de 10 semestres e é integralizado em 3.060 horas das quais 2.055 são em disciplinas obrigatórias. Tanto o estágio quanto o trabalho de graduação são obrigatórios, e correspondem a 300 e 150 horas, respectivamente. É interessante registrar que as demais 1.005 horas são integralizadas pelos alunos via um grande elenco de disciplinas optativas organizadas em 23 (vinte e três) diferentes perfis.
Esta é a proposta mais inovadora de todas as avaliadas e vale a pena acompanhar sua implementação, especialmente em relação à estratégia de planejamento e oferta das disciplinas optativas. Ela está entrando em seu terceiro ano de implantação e estimamos que, se existirem, os problemas relativos à grande quantidade de opções estão por vir.
3) Na UFRGS, o bacharelado em Ciência da Computação tem duração de cerca de 9 semestres e é integralizado em 3.240 horas das quais 1.800 são em disciplinas obrigatórias estruturadas da maneira tradicional.
Também avaliamos detalhadamente as propostas em discussão pela SBC. Em particular, no Plano Pedagógico para Cursos de Ciência da Computação[8], é analisada a Steelman Version, publicada em agosto de 2001 pela task force da ACM-IEEE, e preliminar ao documento final no qual baseamos nossa proposta. Além disto, constatamos a tendência em reduzir o número de disciplinas obrigatórias especificamente da Física e da Matemática.
Já a proposta apresentada no Plano Pedagógico: Bacharelado em Ciência da Computação [9] é totalmente baseada em projetos temáticos semestrais, exigindo um coordenador por semestre do curso para que possa funcionar. A nosso ver, é uma proposta com forte preocupação pedagógica, implementável em faculdades particulares e dificilmente interessante para o Bacharelado em Ciência da Computação da UFMG.
Complementarmente a este trabalho, analisamos as grades curriculares de vários cursos da UFMG que já implementaram a flexibilização curricular. Surpreende o fato de que, tanto pessoas isoladamente quanto colegiados entenderam que flexibilizar significa eliminar as relações de pré-requisitos.
Principalmente em se tratando de disciplinas técnicas, a eliminação de declaração de pré-requisitos vem provocando desinformação e, consequentemente, prejuízo aos alunos que, equivocadamente se matriculam em disciplinas para as quais não têm a base técnica necessária.
Estamos seguras em afirmar que as definições de pré-requisitos devem se referir às disciplinas e persistir independentemente de a que curso a disciplina seja ofertada. Temos observado que, infelizmente, esta não é a regra, nem mesmo na especificação das disciplinas ofertadas pelo DCC. Constatamos que em várias disciplinas, a exigência de pré-requisito depende de a que curso ela estará sendo oferecida. É óbvio que não pode dar certo: a falta de base provoca desistência por parte dos alunos ou necessidade de adaptação do desenvolvimento da disciplina às características da turma. Ambos desgastam os alunos, os professores e a imagem do DCC.
A constatação destas dificuldades e de suas conseqüências nos leva a insistir fortemente que sejam definidas rigorosamente as relações de pré-requisitos entre as disciplinas do nosso bacharelado. Mais que isto, insistimos para que, a cada disciplina nova, ofertada por outro departamento e inserida na nossa grade, tenhamos muito cuidado em confirmar quais são os pré-requisitos daquela disciplina.
Cremos que as razões para a frequente supra-citada não especificação de pré-requisitos variam desde a interpretação errônea sobre o significado de flexibilização à falta de rigor na definição das disciplinas por seu ofertante.
É fundamental lembrar que, quando inserida no contexto do curso original, há uma relação de precedência de disciplinas devida à indicação semestral em que o curso deve ser integralizado. Entretanto, esta percepção de organização semestral se perde quando analisada apenas a especificação da disciplina.
Apontamos, no mínimo, as seguintes vantagens em explicitar pré-requisitos:
1) liberação da rigidez produzida pelo conceito de semestre ou período;
2) aumento das possibilidades de sucesso ao cursar uma disciplina;
3) minimização da necessidade de adaptação de uma disciplina para cobrir a falta de base técnica de alunos;
4) redução de riscos de inclusão equivocada da disciplina nas grades curriculares de outros cursos.
Durante
o mês de setembro passado, para completar a consolidação desta proposta, nos
reunimos isoladamente com cada professor do DCC, revendo o elenco de disciplinas
do core+, o encadeamento das disciplinas e suas relações
de pré-requisitos, o elenco de disciplinas obrigatórias a todos os alunos e
oferecidas por outros departamentos, e também a lista de disciplinas
específicas por área.
A
proposta resultante deste processo de desenvolvimento contempla as Diretrizes para os Currículos de Graduação
da UFMG, as recomendações curriculares da ACM-IEEE, as diretrizes do MEC e
da SBC, os interesses acadêmicos dos professores do DCC e do Colegiado Didático
do Bacharelado, e a definição do perfil do egresso.
Conforme
ilustrado na grade geral apresentada no Anexo B – Grades Geral,
qualitativamente, a proposta atual tem os seguintes três componentes:
1)
núcleo de formação específica para a área de ciência
da computação, integralizado:
i)
pelo core da ACM-IEEE: disciplinas obrigatórias a todos os alunos;
ii)
pelo core+: disciplinas
da área e acrescentadas pelos professores do DCC como integrantes do elenco de
obrigatórias a todos os alunos;
iii) por um conjunto mínimo de disciplinas obrigatórias em
ciências e em humanística;
iv) por um conjunto de disciplinas optativas escolhidas
dentre as definidas em uma ou mais das quatro áreas de concentração em
computação.
2)
Formação complementar aberta, construída a partir de proposta do aluno, sob
orientação de um docente e condicionada à autorização prévia do colegiado;
3)
Formação livre, que possibilita ao aluno obter créditos em quaisquer atividades acadêmicas
curriculares da universidade, ampliando sua formação com base estritamente em
seu interesse individual.
Ressaltamos que é exatamente via o core+ e o elenco de disciplinas optativas em computação que o DCC imprimirá a sua marca diferenciada em relação aos demais cursos da área, sintonizados com as diretrizes e recomendações oficiais da ACM-IEEE.
Optamos
por adotar a formação complementar
aberta em vez do formato pré-estabelecido principalmente devido ao fato de
julgarmos que esta abertura é um dos pontos mais fortes existentes nas diretrizes
de flexibilização aprovadas pelo CEPE. Por outro lado, ao observarmos o
andamento de processos de reforma curricular de outros cursos, constatamos os
riscos naturais de emperramento oriundos
da necessidade de anuência, a priori,
dos departamentos porventura envolvidos.
No Anexo
B - Grade geral, áreas, professores e elenco de disciplinas, apresentamos a grade curricular
resultante deste processo de desenvolvimento e a caracterização de cada uma das
quatro áreas de concentração, identificando seus elencos de disciplinas e
correspondentes listas de pré-requisitos.
As informações básicas sobre cada disciplina –
ementa, explicitação de pré-requisitos, programa e bibliografia – estão, em sua
maioria, apresentadas no Anexo C - Disciplinas.
Complementando
o elenco de disciplinas proposto pelos professores, incluímos a disciplina de
tópicos avançados para a área, visando garantir maior liberdade. Esta é uma
forma de facilitar que um aluno interessado possa cursar disciplinas ofertadas
no mestrado, desde que respeitados os pré-requisitos correspondentes.
Conforme
pode ser visto na lista de disciplinas, ainda falta definir os pré-requisitos
de várias delas. Insistimos em ressaltar que, a flexibilização curricular não
implica em não definição de pré-requisitos. Somente é possível eliminar a
distribuição das disciplinas em períodos letivos consecutivos se a relação de
dependência de conteúdos ou a exigência de amadurecimento técnico estiverem
claramente especificadas.
A carga
horária das disciplinas obrigatórias está declarada na grade. No caso das
disciplinas específicas das áreas, a
menos que explicitado valor diferente, a carga é de 60 horas, embora não esteja
declarada.
Como
está, a proposta exige 2.100 horas em disciplinas obrigatórias assim
distribuídas:
1)
840 horas em disciplinas do
core[10];
2)
495 horas em disciplinas do
core+[11];
3)
525 horas em disciplinas
obrigatórias em ciências;
4)
240 horas em disciplinas
obrigatórias de formação humanística;
A
sugestão atual de distribuição da carga horária em optativas é:
1)
480 horas em optativas da
área de computação, podendo ser totalmente integralizada em na área de
concentração de interesse do aluno;
2)
300 horas em formação
complementar aberta, podendo incluir disciplinas de outras áreas e que sejam
pré-requisitos para disciplinas optativas específicas de interesse do aluno;
3)
120 horas em atividades
livres.
Com esta
proposta, a carga horária total do curso sobe das 2.625 horas atuais[12] para
3.000 horas. Por um lado, cabe lembrar que um dos pontos negativos na última
avaliação do MEC foi a carga horária abaixo do recomendado. Por outro lado,
este aumento não é tão grave se considerarmos que nos cursos similares por nós
analisados, a carga horária variou de 2.400 a 3.240 horas. Vale lembrar ainda que, na versão atual, toda
semana tem um "dia livre" de atividades em sala de aula, a
sexta-feira.
Melhor
que preencher este "dia livre" com aulas é o Colegiado definir
critérios para que os trabalhos de
iniciação científica e os estágios supervisionados passem a valer créditos,
como ocorre em outras universidades como a UFPE e a UNICAMP.
Ainda
relacionados a cada área, destacamos os nomes dos professores que, de alguma forma,
sugeriram ou manifestaram interesse em ministrar alguma disciplina específica.
Naturalmente, aqueles professores cujos nomes não foram relacionados a alguma
área não estão impedidos de nela trabalhar se tiverem
interesse. Pelo contrário, certamente suas contribuições serão muito bem vindas a qualquer momento.
Nesta
proposta, o número de disciplinas obrigatórias e específicas de computação
aumenta de 20 para 24. Historicamente,
por semestre, têm sido oferecidas de 10 a 14 disciplinas optativas na graduação
e outras 14 a 16 na pós-graduação.
Aritmeticamente,
podemos considerar que, se limitarmos o número de optativas específicas para a
graduação em 8 ou 10 disciplinas semestrais, a nova proposta é implementável
mantendo aproximadamente os mesmos
encargos didáticos atuais.
Resumindo,
aritmeticamente é viável que além de serem ofertadas semestralmente todas as
disciplinas obrigatórias, sejam também ofertadas de 2 a 3 disciplinas por área.
Não
obstante, recomendamos fortemente que o Colegiado do Bacharelado defina e adote
algum critério para levantamento da demanda e planejamento da oferta das
disciplinas optativas. De fato, sugerimos que este critério inclua o planejamento
por um período de dois anos à frente, facilitando tanto a programação do curso por parte dos alunos quanto a preparação prévia do material didático a ser adotado na
disciplina pelo professor que a ministrará.
Consideramos
importante que sejam trabalhados os seguintes aspectos:
1)
Definição da dinâmica e dos
critérios de seleção de disciplinas optativas por semestre:
Uma forma de levantamento prévio que pode ser
implementada a exemplo de algumas universidades é o aluno, ao entrar no curso,
preencher um questionário, preferivelmente on-line,
de intenção de sequenciamento do curso
inteiro. É claro que ele pode mudar de idéia durante o desenvolvimento do
curso. Para isto, ao se matricular a cada semestre, ele deve (re-)preencher o questionário.
Cabe a pergunta sobre a facilidade de incorporar esta característica no
sistema de pré-matricula do ICEx.
2)
Identificação de critérios
para que atividades diferentes de cursar
disciplinas possam valer créditos.
Por exemplo, atividades como estágio nos laboratórios
de pesquisa do próprio DCC, desenvolvimento de projetos de iniciação
científica, publicação de artigos e participação na empresa
júnior, dentre outras, poderiam ser incorporadas como formação
complementar valendo créditos.
3)
Redefinição do papel do
Colegiado.
No mínimo, duas novas atividades passam a integrar o
conjunto de responsabilidades do Colegiado. A primeira é a análise e aprovação,
a priori, das atividades de formação
complementar aberta proposta por um aluno. Conforme as diretrizes do CEPE, a
proposta é feita pelo aluno, sob
orientação de um professor e tem de ser aprovada antecipadamente pelo
Colegiado.
A Segunda é a definição do elenco de disciplinas
optativas a serem ofertadas a cada semestre e as consequentes solicitações de
vagas junto aos departamentos envolvidos.
4)
Fortalecimento do elenco de
disciplinas da área humanística.
Embora consideremos importante, não chegamos a
investir esforços em ampliar o elenco de disciplinas da área. As diretrizes do
MEC citam explicitamente os
tópicos História da Ciência da Computação, Ética, Sociologia e
Filosofia.
A FAFICH tem um Ciclo Introdutório às Ciências
Humanas, como se fosse uma cesta básica de disciplinas introdutórias de todas
as suas áreas, cuja coordenadora atual é a
professora Ester Vaisman. Aparentemente, um dos objetivos deste ciclo é
atender à demanda provocada pela flexibilização curricular.
5)
Complementação das
informações necessárias relativas a algumas disciplinas de áreas específicas.
Uma vez
complementadas as questões apontadas anteriormente, ainda faltam as seguintes
etapas a serem cumpridas
consecutivamente:
1) Envolvimento dos alunos na avaliação do projeto proposto. Vale lembrar que além de termos interagido com vários alunos, especialmente com os representantes no Colegiado, o professor Nagib debateu a proposta da ACM-IEEE em sua disciplina Computador e Sociedade.
2) Avaliação, consolidação e aprovação da proposta pelo Colegiado Didático do Curso;
3) Obtenção
de anuência das Câmaras Departamentais, inclusive da Câmara do DCC, em relação
às disciplinas ofertadas e das quais a reforma curricular dependa;
4) Formatação
do projeto de modo aderente às normas vigentes junto à Pró-reitoria de
Graduação;
5) Avaliação e aprovação do projeto na Congregação do ICEx;
6) Avaliação e aprovação do projeto na Câmara de Graduação;
7) Avaliação e aprovação do projeto no CEPE;
8) Implementação da reforma curricular.
Considerando que:
1)
é preciso garantir a
qualidade do trabalho desenvolvido pelo DCC em todos os seus campos de atuação:
ensino, pesquisa e extensão;
2)
o DCC está trabalhando no
limite de sua capacidade;
3)
qualquer professor do DCC
tem condições de se preparar para
ministrar qualquer disciplina cujo conteúdo é obrigatório a todos os
profissionais da área;
4)
nem todo professor é
pesquisador e nem autor. Nem precisa ser;
5)
nem todo pesquisador e
autor é professor;
e tendo como objetivos:
1)
otimizar a capacidade didático-acadêmica
do DCC, de modo que:
a)
pesquisadores possam estar liberados para o desenvolvimento de disciplinas avançadas
específicas de suas áreas em vez de, todo semestre, serem obrigados a ministrar
a mesma disciplina básica da área;
b)
demais professores estejam
preparados para ministrar qualquer disciplina do conjunto de obrigatórias a
todos os alunos;
2)
aumentar a capacidade de
orientação e de publicação dos pesquisadores, visando melhorar ainda mais a
classificação do bacharelado, mestrado e doutorado junto à
CAPES,
vislumbramos, dois possíveis
encaminhamentos que resumimos a seguir, mesmo acreditando que ambos terão
resistências.
O primeiro encaminhamento depende
apenas de cooperação e consiste em:
1)
aprovar, por consenso no DCC, como diretriz de implementação
de desenvolvimento das disciplinas obrigatórias, um sistema de rodízio programado entre os professores,
de modo que ao longo dos anos, todos os professores do DCC estivessem
preparados para ministrar qualquer disciplina obrigatória com o mesmo rigor e
qualidade com que ela é ministrada pelos catedráticos
atuais.
2) implementar um processo de adaptação no qual o catedrático de uma disciplina obrigatória contasse
com a colaboração de professores para o desenvolvimento da disciplina visando
consolidar o material aderente ao programa pré-definido, enquanto se
preparassem para ministrá-la futuramente.
O segundo encaminhamento é passar a ter uma entrada única de 80 alunos no vestibular para o bacharelado. Esta proposta se baseia no fato de considerarmos que a entrada dos últimos 40 alunos aprovados no vestibular para o bacharelado em Ciência da Computação é uma penalidade a eles imposta, uma vez que, conforme mostram os dados relativos à pontuação obtida pelos alunos dos vários cursos de engenharias e bacharelados afins, o último classificado no vestibular para o nosso bacharelado seria bem classificado em qualquer outro curso.
Identificamos dois argumentos para esta opção de duas entradas ao ano. O primeiro é a limitação de espaço físico nas salas de aula do ICEx, cremos que contornável se devidamente planejado: o ICEx tem 5 ambientes (4 auditórios e 1 sala de aulas) com capacidade superior a 100 alunos. O segundo argumento é o fato de que, se um aluno for reprovado em uma disciplina obrigatória, ele só poderá fazê-la de novo daí a dois semestres. Na nossa avaliação, isto não é tão problemático e é usual em outros cursos como por exemplo, no de Administração de Empresas da UFMG.
Com estes comentários visamos provocar o debate sobre o tema e, quem sabe, ampliar ainda mais o elenco de disciplinas optativas ofertadas à graduação a cada semestre.
Aproveitamos
o ensejo para reforçar publicamente os nossos agradecimentos a todos que colaboraram neste processo –
professores atuais e aposentados do DCC e de outros departamentos, funcionários
do DCC e alunos do Bacharelado. A participação ativa,
cooperativa e sempre entusiasmada de cada um foi essencial para
chegarmos à proposta que acabamos de descrever.
A fim de documentar a
participação especial de cada um nos workshops, incluímos a seguir, seus
respectivos programas completos.
I Workshop para Reforma do Currículo
do Bacharelado
em Ciência da Computação
DATA: 11 de maio de 2001, sexta-feira LOCAL: sala 2077, DCC
HORÁRIO: de 9:00 às 17 hrs, conforme o programa abaixo
(Versão final em 8 de maio de 2001)
Objetivos do
workshop:
1) Validar o processo para a reforma curricular
2) Envolver todos os professores no processo:
· a reforma tem implicações na vida profissional de cada um
· todos têm a colaborar
· a proposta é do DCC, referendada pelo Colegiado de curso
3) dar subsídios à coordenação da Comissão de Reforma Curricular (Regina e Mariza), para:
· explicitação das áreas de pesquisa do DCC e do corpo docente envolvido
· explicitação das matérias essenciais a cada área, visando orientar a definição das disciplinas que comporão a grade curricular
· consolidar uma proposta de reforma curricular feita pelo DCC, que seja aprovada pelo Colegiado de Curso e encaminhada à Pró-reitoria de Graduação até setembro de 2001, para implantação no primeiro semestre de 2002.
Público alvo: todos os docentes do DCC
Visão geral do programa:
Com o objetivo de contextualizar e orientar os trabalhos, no primeiro momento do Workshop serão apresentadas as normas e diretrizes propostas pelo MEC e pela UFMG, e será discutida a proposta de curriculum de ciência da computação em desenvolvimento pela ACM/IEEE – CC 2001.
O objetivo do segundo momento do Workshop é provocar um debate que tenha como meta a maximização dos benefícios possíveis de serem alcançados pela convergência entre a competência do corpo docente já estabelecido e a demanda por mudanças de paradigmas culturais e profissionais provocadas pela evolução tecnológica. Espera-se que, a partir das apresentações e dos debates que ocorrerão no Workshop, tenhamos condições de identificar tanto as áreas que caracterizarão ênfases na formação de nossos alunos quanto condições de, possivelmente, reformular disciplinas necessárias para atender às demandas por matérias específicas essenciais à formação destes alunos / profissionais.
Com este objetivo, sugere-se fortemente que, cada apresentador, em seus 10 (dez) minutos de exposição, responda às seguintes perguntas:
· qual é a equipe de professores que trabalha na área em foco
· quais são os tópicos de pesquisa trabalhados pela equipe
· quais são os impactos e/ou as aplicações da área na sociedade e no mercado de trabalho
·
quais são as matérias (matéria entendida como um conjunto
coeso de temas e não como uma disciplina) essenciais de serem
dominadas por um profissional daquela área
Após cada apresentação haverá abertura, por no máximo 5 (cinco)
minutos, para debates e
contribuições dos demais professores.
Vale observar que a definição do programa que se segue
teve por base a lista de áreas de
pesquisa existentes no DCC e apresentadas nas palestras sobre o DCC. Isto
provocou uma mistura entre temas muito puntuais e temas mais abrangentes.
Programa:
1o.
Momento: Contextualização
9:00 às
9:10 hrs – Abertura: Objetivos do Workshop, a
avaliação do MEC e a grade curricular atual
- Regina Helena Bastos Cabral –
Coordenadora do Colegiado
José Nagib Cotrim Árabe – Pró-reitor de
Graduação
9:40 às 9:50 - debates
9:50 às
10:20 hrs – “CC 2001 à Vol d’Oiseau”
Ivan Moura
Campos – at Large Director da ICANN
10:20 às
10:30 - debates
2o.
Momento: Espelho do DCC
10:45
às 10:55 hrs - Recuperação
de Informação (Nívio Ziviani)
10:55 às 11:00 debates
11:00
às 11:10 hrs - Bancos
de Dados (Alberto Henrique Frade Laender)
11:10 às 11:15 debates
11:15
às 11:25 hrs - Otimização (Henrique Pacca Loureiro Luna)
11:25 às
11:30 - debates
11:30
às 11:40 hrs - Computação Científica (Frederico F. Campos, Filho)
11:40 às
11:45 debates
11:45
às 11:55 hrs - Inteligência
Artificial (Newton José Vieira)
11:55 às
12:00 debates
12:00
às 12:10 hrs - Processamento de Imagens (Arnaldo de A. Albuquerque)
12:10 às 12:15 debates
12:15
às 12:25 hrs - Vídeo sob Demanda (Berthier Ribeiro Neto)
12:25 às 12:30 debates
12:30 às 12:40 hrs - Visão Computacional e Robótica (Mário Fernando
Montenegro)
12:40 às 12:45 debates
12:45 às 13:45 – almoço livre
13:45 às 13:55 hrs - Análise de Desempenho (Virgílio Augusto F. Almeida)
13:55 às 14:00 debates
14:00 às 14:10 hrs - Engenharia de Computadores (José Monteiro da Mata)
14:10 às 14:15 debates
14:15 às 14:25 hrs - Computação Móvel
(Geraldo Robson Mateus)
14:25 às 14:30 debates
14:30
às 14:40 hrs - Arquitetura
de Computadores (Antônio Otávio Fernandes)
14:40 às 14:45 debates
14:45
às 14:55 hrs - Redes de
Computadores (Antônio Alfredo F. Loureiro)
14:55 às 15:00 debates
15:00
às 15:10 hrs - Métodos
Formais, Sistemas Operacionais e Sistemas de Tempo Real (Sérgio Vale A. Campos)
15:10 às 15:15 debates
15:15
às 15:25 hrs - Sistemas
de Informação ( Ângelo Moura Guimarães)
15:25 às 15:30 debates
15:45
às 15:55 hrs - Engenharia
de Software (Wilson de Pádua Paula Filho)
15:55 às 16:00 debates
15:45
às 15:55 hrs – Usabilidade
de Software (Clarindo Isaías P. S.
Paula)
15:55 às 16:00 debates
16:00
às 16:10 hrs - Linguagens
de Programação (Roberto da Silva Bigonha)
16:10 às 16:15 debates
16:15
às 16:25 hrs - Empreendedorismo
(Christiano G. Becker)
16:25 às 16:30 debates
16:25 às 17:00 hrs – Comentários finais e encerramento.
II Workshop para Reforma do Currículo do
Bacharelado em Ciência da
Computação
DATA: 29 de maio, quarta-feira LOCAL: sala 2077, DCC
HORÁRIO: de 9:00 às 17 hrs,
conforme o programa abaixo
Objetivos do workshop: debate e consolidação da proposta em análise, tendo como meta a redação do documento a ser encaminhado aos colegiados superiores da UFMG para avaliação e, esperamos, implantação da reforma curricular no segundo semestre letivo de 2002
Público alvo: todos os docentes do DCC
Programa:
9:00 às 9:10 hrs –
Abertura: Prof. Roberto da Silva Bigonha (Chefe do
Departamento)
As disciplinas do core:
Para convergência dos debates, sugere-se fortemente que cada professor focalize os aspectos sugeridos no documento relativo a cada disciplina.
9:20 às 9:30 – Disciplina CS225 – Operating Systems Prof. Sérgio Campos (apresentação a ser feita antes das
demais devido à necessidade de o professor se ausentar do workshop pelo resto
do período da manhã)
9:30
às 9:40 – Disciplina CS105 – Discrete
Structures I, Prof. Rodrigo Carceroni
9:40
às 9:50 – Disciplina CS106 – Discrete
Structures II, Prof. Rodrigo Carceroni
9:50 às
10:00 – Disciplina CS111 - Introduction
to Programming, Prof. Eduardo Chaves
10:00 às
10:10 – Disciplina CS112 – Data Abstraction, Prof.
Nivio Ziviani
10:10 às
10:20 – Disciplina CS210 – Algorithm Design and Analysis, Prof.
Nivio Ziviani
10:20 às
10:30 – Disciplina CS220 – Computer Architecture, Prof.
Claudionor Coelho
10:30 às 10:40 – coffee-break
10:40 às
10:50 – Disciplina CS230 – Net-Centric Computing, Prof.
José Marcos Nogueira
10:50 às
11:00 – Disciplina CS260 – Artificial Intelligence, Prof.
Newton Vieira (a confirmar)
11:00 às
11:10 – Disciplina CS280 – Social & Professional Issues, Prof.
José Nagib
11:10 às
11:20 – Disciplina CS290 – Software Development, Prof.
Clarindo de Pádua
11:20 às
11:30 – Disciplinas CS491 e CS 492 – Capstone Project I & II, Prof. José Monteiro
11:30 às
12:00 – debates
12:00 às 13:30 – almoço livre
As áreas específicas:
Esta etapa do workshop tem como meta a definição das
áreas de formação vertical a serem oferecidas pelo DCC-UFMG, e que justificarão
uma orientação aos alunos visando à formação
vertical naquela área.
Espera-se que, para cada área de formação vertical
sugerida no draft, o professor
responsável apresente:
·
uma descrição geral da área
·
equipe de professores que
trabalham na área
·
o conjunto de disciplinas
que deverá completar a formação específica do aluno na área em foco
·
para cada disciplina:
Para cada uma das 6 áreas identificadas no draft, estão reservados 12 minutos para
apresentação e outros 13 minutos para debate com todos os professores
presentes.
13:30 às
13:55 – A área Linguagens, Prof. Roberto Bigonha
13:55 às
14:20 – A área Sistemas de Informação, Prof. Nivio
Ziviani
14:20 às
14:45 – A área Engenharia de Software, Prof. Wilson de
Pádua
14:45 às
15:10 – A área Robótica e Visão Computacional, Prof.
Mário Montenegro
15:10 às
15:35 – A área Sistemas de Computação: hardware, Prof.
José Marcos
15:35 às
16:00 – A área Sistemas de Computação: software, Prof.
Sérgio Campos
16:00 às
16:25 - A área Métodos Computacionais, Prof. Geraldo
Robson
16:25 às
17:00 – debates e reflexão sobre próximos passos
III
Workshop para Reforma do Currículo
do Bacharelado
em Ciência da Computação
DATA: 17 de junho, segunda-feira LOCAL: sala 2077, DCC
HORÁRIO: de 13:30 às 17:30
hrs, conforme o programa abaixo
(Atenção: em respeito à
agenda de todos,
os trabalhos terão início
pontualmente às 13:30 hrs)
Objetivos:
OBS.: O termo
ênfase (ou área de competência, usado na documentação entregue para o Workshop anterior) indica apenas um aglomerado de disciplinas
que têm muito a ver umas com as outras. Em outras
palavras, não passam de aglomerados de disciplinas com alto grau de coesão
substantiva entre elas e com menor acoplamento com os demais aglomerados. A
utilidade de definí-los está mais ligada a ajudar os estudantes a planejar seu
curso do que a explicitar, para o mundo exterior, quais seriam as grandes linhas de competência do DCC.
Coerentemente com isto, e de acordo com a Resolução do CEPE sobre Diretrizes
para os Currículos de Graduação, estas ênfases não constarão do diploma.
Modus Operandi: apresentação das propostas
desenvolvidas pelas equipes das quatro ênfases
identificadas no Workshop anterior,
debate geral, ao final de todas as apresentações, e reflexões sobre próximos
passos.
Público alvo: todos
os docentes do DCC, alguns convidados especiais e representantes dos alunos no
Colegiado do Bacharelado e na Câmara Departamental.
Programa:
13:30 às 13:35 hrs – Abertura: Prof.
Roberto Bigonha
13:35 às 13:50
hrs – Esclarecimentos sobre a proposta em análise – Profa. Regina Cabral
13:50 às 14:20 hrs - Engenharia de
Software - Prof.
Wilson de Pádua e Prof. Roberto Bigonha
14:20 às 14:50 hrs - Sistemas de
Computação - Prof. José Marcos Nogueira
14:50 às 15:20 hrs - Sistemas
Inteligentes - Prof. Mário Fernando Montenegro
15:40 às 16:10 hrs - Tecnologias da
Informação - Prof. Nivio Ziviani
16:10 às 17:30 hrs - debates e reflexão
sobre próximos passos
[1] Chefe do Departamento de Ciência da Computação: Prof. Roberto da Silva Bigonha, Sub-Chefe: Prof. Marcos
Augusto dos Santos.
[2] Coordenadora do Colegiado
Didático do Bacharelado em Ciência da Computação, no período de novembro/2000 a
novembro/2002
[3] Sub-coordenadora
do Colegiado Didático do Bacharelado em Ciência da Computação, no período de
dezembro/2000 a dezembro/2002
[4] Documento impresso
disponível na Pró-reitoria de Graduação ou conosco, aprovado pelo CEPE em abril
de 2001
[5] Computing Curricula 2001 – Computer Science –
Final Report, December 15, 2001, publicado em
http://www.computer.org/education/cc2001/final/cc2001.pdf
[6] Publicadas nos Anais do
III Curso de Qualidade 2001 – Planos Pedagógicos de Cursos na Área de
Computação e Informática, publicado pela SBC.
[7] Diretrizes Curriculares de
Cursos da Área de Computação e Informática, publicada pela Comissão de
Especialistas de Ensino de Computação e Informática e em fase de aprovação pela
SESU/MEC. Também foi analisada a avaliação do bacharelado
feita pelo MEC na gestão anterior.
[8] Anais do III Curso de Qualidade 2001 – Planos
Pedagógicos de Cursos na Área de Computação e Informática, publicado pela SBC,
páginas 365 a 421.
[9] Anais do III Curso de Qualidade 2001 – Planos
Pedagógicos de Cursos na Área de Computação e Informática, publicado pela SBC,
páginas 423 a 510.
[10] Computadores e Sociedade é computado no item 4) de acordo com as diretrizes do MEC.
[11] Empreendimentos em Informática está computado no item 4)
pois, de acordo com as diretrizes do MEC, empreendedorismo é formação
humanística.
[12] A carga horária da versão hoje em vigor é de
2.625 horas, das quais 2.175 são
obrigatórias, 150 são optativas direcionadas em física e 300 são optativas em
computação.