Análise de Retenção em Cursos

que têm

Disciplinas Oferecidas pelo DCC

 

 

 

Profa. Regina Helena Bastos Cabral

Coordenadora de Apoio ao Ensino do DCC na gestão 2000-2002[1]

 

22 de janeiro de 2003


 

Índice

 

1. Motivação. 3

2. Abordagem  e Dados Básicos 3

3. Análise Crítica. 4

3.1 As  Grades Curriculares dos 20 Cursos 4

3.1.1. Explicitação das Relações de Pré-requisitos 4

3.1.2. Classificação dos Cursos com Base na Identificação da Necessidade das Disciplinas Demandadas ao DCC. 5

3.1.3 Identificação do "peso" das disciplinas ofertadas pelo DCC em relação às demais disciplinas do curso  8

3.2 Análise do Perfil do Aluno. 8

3.2.1 Concorrência e Pontuação no Vestibular 8

3.2.2 Desempenho nas Disciplinas de Um Mesmo Semestre. 9

4. Conclusões e Sugestões de Encaminhamento. 9

Agradecimentos 12

 

Anexo 1 – Planilhas de Retenção no Ciclo Básico do ICEx. 13

Anexo 1.1: Retenção nas disciplinas  do Ciclo Básico nos últimos 4 semestre Pares, por disciplina, para todos os cursos 13

Anexo 1.2: Retenção nas disciplinas  do Ciclo Básico nos últimos 4 semestres Impares, por disciplina, para todos os cursos 14

Anexo 1.3: Retenção nas disciplinas  do Ciclo Básico nos últimos 4 semestres Impares, para o Bacharelado em Ciência da Computação. 14

Anexo 1.4: Retenção nas disciplinas  do Ciclo Básico nos últimos 4 semestres Pares, para o Bacharelado em Ciência da Computação. 15

 

Anexo 2 – Gráficos Relativos ao Vestibular 16

 

Anexo 3 – Grades e Desempenho dos Alunos por Cursos 17

 

Anexo 3.1 – Categoria 1: 18

Ciência da Computação. 18

Matemática Computacional 18

 

Anexo 3.2 – Categoria 2: 18

Engenharia Elétrica. 18

Engenharia de Controle de Automação. 18

 

Anexo 3.3 – Categoria 3: 19

Ciências Atuariais 19

Engenharia de Minas 20

Matemática Diurno. 21

 

Anexo 3.4 – Categoria 4. 21

Engenharia Metalúrgica. 21

Engenharia Química. 22

Engenharia Civil 23

Física Diurno. 24

Geologia. 25

 

Anexo 3.5  – Categoria 5. 26

Engenharia de Produção. 26

 

Anexo 3.6  – Categoria 6. 27

Estatística. 27

 

Anexo 3.7 – Categoria 7. 28

Matemática Noturno. 29

 

Anexo 3.8 – Categoria 8. 30

Física Noturno. 30

Química Diurno. 31

Química Noturno. 32

Química Noturno. 32

 

Anexo 3.9 – Categoria 9. 32

Engenharia Mecânica Diurno e Engenharia Mecânica Noturno. 32

 

 

1. Motivação

 

Durante a gestão 2000-2002, no início de cada semestre letivo, a Coordenação Didática do Ciclo Básico do ICEx encaminhou, aos vários departamentos deste Instituto, planilhas sobre a retenção nas disciplinas do ciclo básico nos últimos semestres, nos motivando a fazer uma análise mais profunda da questão.

 

No que segue, são apresentadas a abordagem adotada neste trabalho, uma análise crítica sobre as grades curriculares e o desempenho dos alunos dos 20 cursos para os quais o DCC oferta disciplinas, algumas reflexões e sugestões de encaminhamento. 

 

2. Abordagem  e Dados Básicos

 

Conforme pode ser visto no Anexo 1 – Planilhas de Retenção no Ciclo Básico do ICEx, as planilhas motivadoras desta análise explicitam, para cada disciplina, o número de alunos matriculados e o percentual de alunos retidos. Elas são baseadas nos relatórios originais do DRCA/CECOM, mas não consideram a distinção que existe entre um aluno ser retido por infreqüência ou por trancamento de matrícula ou por não obtenção da pontuação mínima.

 

Neste trabalho, optamos por analisar a retenção considerando não só a distinção entre as suas três formas de ocorrência mas também o contexto no qual ela ocorre, aqui incluindo a análise das grades curriculares e o perfil dos alunos dos vários cursos. 

 

Assim, além de usarmos as planilhas motivadoras desta análise, levantamos dados junto aos colegiados didáticos,  ao CECOM e à COPEVE, de modo a podermos analisar detalhadamente tanto as grades curriculares dos vinte cursos em foco quanto o perfil de seus alunos.

 

Em relação às grades curriculares buscamos focalizar os seguintes aspectos inter-relacionados:

·         declaração das relações de pré-requisitos entre as disciplinas; 

·         identificação da necessidade das disciplinas demandadas ao DCC no curso específico;

·         identificação do "peso" das disciplinas ofertadas pelo DCC em relação às demais disciplinas do curso, isto é, o quanto uma disciplina segura outras.

 

Estes dados estão organizados no formato de diagramas com disciplinas distribuídas em semestres e onde são explicitadas as relações de pré-requisitos, sempre que definidas na grade completa original. Nestes diagramas, em geral, incluímos apenas as disciplinas dos primeiros semestres letivos por serem de maior interesse a esta análise. Não obstante, inserimos ao final de cada diagrama, comentários que julgamos esclarecedores.

 

Para  identificar o perfil dos alunos de cada curso, consideramos os aspectos:

·         concorrência no vestibular;

·         pontuações máxima e mínima obtidas pelos alunos que entraram no curso;

·         desempenho dos alunos do curso em foco em todas as  disciplinas de um mesmo semestre.

 

Em relação ao vestibular, organizamos no formato de gráficos tanto o número de candidatos por vaga em cada um destes cursos quanto as pontuações máxima e mínima obtidas pelos concorrentes nas duas etapas do vestibular 2001, todos apresentados no Anexo 2 – Gráficos Relativos ao Vestibular.

 

Consolidamos, também no formato de gráficos, as informações relativas ao desempenho dos alunos em todas as disciplinas de um  mesmo semestre, porém distinguindo se os alunos foram retidos por infreqüência, por trancamento de matrícula ou por nota.    

 

Tanto os diagramas relativos às grades curriculares quanto os gráficos de desempenho dos alunos estão apresentados por curso no Anexo 3 – Grades e Desempenho dos Alunos por Curso.

 

3. Análise Crítica

3.1 As  Grades Curriculares dos 20 Cursos

3.1.1. Explicitação das Relações de Pré-requisitos

 

Conforme ressaltado nos diagramas das grades curriculares apresentados nos Anexos 3, em geral, não são definidos os pré-requisitos para as disciplinas, mesmo para aquelas que obviamente exigem prévios conhecimentos técnicos.  Acreditamos que isto ocorre por duas razões:

·         Não são definidas, pelo departamento de origem, as relações de pré-requisitos de suas disciplinas – explicável por a disciplina em foco aparecer na grade curricular em um período intermediário ou avançado ao qual o aluno chegará após ter percorrido as disciplinas que dão o conhecimento técnico necessário. 

 

Embora explicável, esta não explicitação das relações de pré-requisitos não é justificável e tem, pelo menos, duas conseqüências imediatas: a) dificulta a automatização de matrícula; b) provoca desinformação e distorções nas grades de outros cursos.

 

Por exemplo, conforme ressaltado nos diagramas das grades curriculares dos vários cursos apresentadas nos Anexos 3, em geral, disciplinas que garantidamente exigem  conhecimento técnico tais como Redes de Computadores e Análise Orientada a Objetos, dentre outras, constam como optativas nas grades de alguns cursos sem qualquer exigência de pré-requisitos.

 

Mais crítica ainda é a opção feita pelo Colegiado de Física que eliminou toda e qualquer relação de pré-requisito entre as suas disciplinas. Por exemplo, temos acompanhado as dificuldades e necessidades de adaptação que vêm sendo necessárias para que os alunos de Engenharia Elétrica cursem paralelamente as  disciplinas Fundamentos de Mecânica  e Cálculo I, sendo que, de fato, a primeira demanda conhecimentos da  segunda.

 

·         Não são respeitadas as relações de pré-requisitos estabelecidas pelo departamento de origem da disciplina – surpreendentemente, isto ocorre em vários cursos. Somente os colegiados de curso que adotam esta política poderão explicar porque optaram por ela.

 

Exemplos disto estão nas grades dos cursos Engenharia de Controle e Automação, Engenharia de Produção, Engenharia Química, Matemática Computacional, Física Diurno e Noturno que, diferentemente do tradicional e confirmado pelo departamento de Matemática, não explicitam GAAL - Geometria Analítica e Álgebra Linear, como pré-requisito para Cálculo II. 

 

3.1.2. Classificação dos Cursos com Base na Identificação da Necessidade das Disciplinas Demandadas ao DCC

 

Nem sempre fica claro quais são os objetivos dos colegiados ao incluir uma disciplina na grade curricular de seu curso.  Por exemplo, a partir da análise das versões vigentes das grades curriculares dos 20 (vinte) cursos, chegamos a 9 categorias de cursos que demandam disciplinas do DCC, conforme explicitado no que se segue:

 

Categoria 1: cursos específicos da área

·         Bacharelado em Ciência da Computação

·         Bacharelado em Matemática Computacional (7 disciplinas obrigatórias oferecidas pelo DCC)

 

Categoria 2: cursos de engenharia com tendência a ênfase ou fortalecimento da área computacional  (4 disciplinas obrigatórias e um elenco variado de optativas, todas elas oferecidas pelo DCC)

·         Engenharia Elétrica

·         Engenharia de Controle de Automação

 

Categoria 3: cursos que exigem Programação de Computadores e Cálculo Numérico e que demandam outras disciplinas optativas oferecidas pelo DCC

·         Ciências Atuariais

·         Engenharia de Minas

·         Matemática Diurno

 

Categoria 4: cursos que exigem Programação de Computadores e Cálculo Numérico e não demandam outras disciplinas optativas oferecidas pelo DCC

·         Engenharia Metalúrgica

·         Engenharia Química

·         Engenharia Civil

·         Física diurno

·         Geologia

 

Categoria 5: cursos que exigem apenas Programação de Computadores e demandam outras disciplinas optativas oferecidas pelo DCC 

·         Engenharia de Produção

 

Categoria 6: cursos que exigem Introdução a Informática e Programação de Computadores, e demandam outras disciplinas ofertadas pelo DCC em seu conjunto de optativas

·         Estatística

 

Categoria 7: cursos que exigem Introdução a Informática e Cálculo Numérico e não demandam outras disciplinas ofertadas pelo DCC em seu conjunto de optativas

·         Matemática Noturno

 

 

Categoria 8: cursos que exigem apenas Introdução a Informática, e não demandam outras disciplinas ofertadas pelo DCC em seu conjunto de optativas

·         Física Noturno

·         Química Diurno

·         Química Noturno

 

Categoria 9: cursos que já eliminaram quaisquer disciplinas ofertadas pelo DCC

·         Engenharia Mecânica Diurno

·         Engenharia Mecânica Noturno

 

 

Em resumo, especificamente em relação às disciplinas oferecidas pelo DCC:

·         Os 3 cursos nas categorias 1 e 9 têm focos distintos e bem definidos: grande demanda sobre o DCC e nenhuma demanda sobre o DCC, respectivamente.

 

·         Os 2 cursos na categoria 2  também têm objetivos bem claros: demanda por cursos mais avançados como AEDS e Análise Numérica.

 

·         O único na categoria 7, Matemática Noturno, exige Introdução a Informática e Cálculo Numérico N, por um lado deixando claro que seus alunos necessitam de computer literacy e por outro lado, solicitando uma disciplina de cálculo numérico dada de modo diferenciado em relação ao usual.

 

·         Os 3 cursos da categoria 8 têm focos bem definidos: demandam apenas a  disciplina básica Introdução a Informática, necessária para computer literacy.

 

·         Os 10 cursos distribuídos nas categorias 3 a 6 não deixam claros seus objetivos ao demandar disciplinas do DCC e, na nossa avaliação, merecem aprofundamento da análise e atitude pró-ativa por parte do DCC junto aos colegiados didáticos respectivos, visando identificar com precisão sua real necessidade. Mais especificamente:

a.     Engenharia de Produção – único na categoria 5 - tem a característica de obrigar o aluno a fazer a disciplina DCC001 - Programação de Computadores, não tê-la como pré-requisito para nenhuma outra disciplina do curso, e ter em seu conjunto de optativas as disciplinas AEDS I e Análise Orientada a Objetos.

 

Este é um exemplo forte da falta de informação ocorrida quando não se declaram pré-requisitos: muito dificilmente um aluno sem base em programação orientada a objetos terá sucesso em fazer uma disciplina como Análise Orientada a Objetos.

 

b.     Estatística – único na categoria 6 – exige como obrigatórias, porém sem relação de pré-requisitos, as disciplinas Introdução a Informática e Programação de Computadores, possibilitando distorções, já ocorridas,  como o aluno cursar Introdução a Informática após ter cursado Programação de Computadores.

 

Salientamos que, segundo informação da coordenadora do colegiado deste curso, Profa. Glaura da Conceição Franco, já está sendo providenciada a alteração na grade curricular – passarão a exigir apenas Programação de Computadores.

 

c.      Os 8 cursos classificados nas categorias 3 e 4 exigem as disciplinas Programação de Computadores e Cálculo Numérico sem que, entretanto, fique clara a necessidade delas em suas grades curriculares. Mais que isto, também nem sempre é respeitada a relação de pré-requisito existente entre estas duas disciplinas.

 

3.1.3 Identificação do "peso" das disciplinas ofertadas pelo DCC em relação às demais disciplinas do curso

 

É comum ocorrer de Cálculo I e GAAL serem ministradas em paralelo a Programação de Computadores e serem pré-requisito para diversas outras disciplinas do curso. Igualmente comum é que  Programação de Computadores somente seja pré-requisito para Cálculo Numérico e nenhuma destas duas disciplinas, em geral, sejam pré-requisito para qualquer outra. Com isto, na hora do aperto, vê-se o aluno investir em Cálculo I e GAAL, e deixar Programação de Computadores de lado.

 

Pior ainda é o caso de as duas disciplinas – Programação de Computadores e Cálculo Numérico - serem de tão baixo peso na grade curricular do curso a ponto de serem as últimas disciplinas cursadas pelo aluno. Ou seja, disciplinas básicas serem cursadas apenas antes de o aluno se formar, indicando, no mínimo, que há algo equivocado na proposta curricular. Este fato já foi constatado em relação a alunos dos cursos de Geologia, Física Diurno e de Engenharia Civil.

 

3.2 Análise do Perfil do Aluno

 

3.2.1 Concorrência e Pontuação no Vestibular

 

É importante observar as diferenças de concorrência enfrentada pelos alunos dos vários cursos em foco, consolidada no gráfico – Vestibular 2001: Número de Candidatos por Vaga, apresentado no Anexo 2. Da mesma forma, através da análise dos gráficos relativos à Primeira Etapa e à  Segunda Etapa, fica evidenciado que o aluno pior classificado no vestibular para Ciência da Computação ou para Engenharia de Controle e Automação ficaria bem classificado em qualquer um dos demais cursos.  Todos os três gráficos são baseados nos dados da COPEVE referentes ao Vestibular 2001.

 

Esta constatação reforça a necessidade de o aluno de outros cursos ser bem orientado sobre os conhecimentos prévios que ele deve ter para fazer, com sucesso, disciplinas específicas da área de computação.

3.2.2 Desempenho nas Disciplinas de Um Mesmo Semestre

 

No Anexo 3, para cada  curso, apresentamos os gráficos de desempenho dos alunos do curso em foco, em todas as disciplinas do período curricular. Estes gráficos foram baseados nos relatórios de “Desempenho de Curso por Período Curricular”, referentes a 2001/1 e a 2001/2, obtidos junto ao CECOM/DRCA. 

 

Em outras palavras, consideramos como amostra para a análise de desempenho dos alunos de cada curso, os dois primeiros períodos da turma que ingressou na UFMG no primeiro semestre de 2001. Poder-se-ia questionar se este não teria sido um período atípico devido à greve. Entretanto, as planilhas originais enviadas pela Coordenação do Ciclo Básico e apresentadas no Anexo 1 indicam que não há diferença significativa entre estes semestres e os anteriores à greve.

 

Em geral, constatamos que a retenção obedece a um mesmo padrão em todas as disciplinas cursadas por uma determinada turma, ou seja, não identificamos qualquer caso em que a retenção nas disciplinas ofertadas pelo DCC tenha sido mais alta que a ocorrida em disciplinas de outros departamentos.

 

Não obstante, consideramos que os cursos Engenharia Civil, Engenharia de Minas, Engenharia Metalúrgica, Física Noturno e Geologia apresentam índices de retenção preocupantes – acima de 35% - como um todo, sendo que, em geral, verificamos que os maiores índices são por infreqüência ou por trancamento de matrícula. Ressaltamos que estes correspondem a 5 dos 8 cursos das categorias 3 e 4, para as quais observamos não haver clareza de objetivos na inclusão das disciplinas do DCC em suas respectivas grades.

 

 

4. Conclusões e Sugestões de Encaminhamento

 

Este trabalho tem de ser aprofundado e realizado continuamente, não podendo ser episódico. Não obstante, há dois problemas que podem ser enfrentados imediatamente, sem necessidade de maiores estudos.

 

No que segue, identificamos o problema, ressaltamos os aspectos que o evidenciam e sugerimos encaminhamento para tratá-los.

 

Problema 1: As disciplinas Programação de Computadores  e Cálculo Numérico e a real necessidade de sua inserção nos currículos dos vários cursos.

 

Onde é evidenciado: Conforme visto nas grades curriculares, apresentadas no Anexo 3:

·         Em nenhum dos cursos há demanda de qualquer destas duas disciplinas como pré-requisito para quaisquer outras obrigatórias. Ressaltamos que apenas no curso de Engenharia de Minas, Programação de Computadores consta como pré-requisito para três disciplinas optativas, conforme observado no diagrama da grade curricular. 

 

·         Via de regra, estas duas disciplinas aparecem nas grades curriculares há duas décadas, quando ainda não existiam aplicativos de software específicos para as áreas, sugerindo inércia tanto por parte do DCC quanto dos colegiados em mantê-las.

 

·         Alguns cursos revisaram suas grades mais recentemente e, em relação a Programação de Computadores e Cálculo Numérico,  optaram ou por substituí-las por disciplinas mais avançadas – AEDS e Análise Numérica, ou por  eliminá-las ou ainda por substituí-las por Introdução a Informática, neste último caso assumindo que sua necessidade é por computer literacy.

 

Recomendação: Consideramos que é preciso reposicionar o DCC junto aos colegiados dos vários cursos tomando, o DCC, a saudável iniciativa de questionar se estas duas disciplinas realmente fazem parte da formação básica dos estudantes. Para isto, sugerimos que a Coordenação de Apoio ao Ensino, em parceria com as coordenações destas duas disciplinas, interaja com os colegiados dos cursos incluídos nas categorias 3 a 6, identificadas neste relatório.

 

Por exemplo, visando orientar os debates sobre o problema, salientamos a necessidade de refletir sobre as seguintes questões:

·         Faz sentido ensinar Programação de Computadores para estes cursos? Um curso de 15 semanas nunca qualificou ou qualificará estudantes para desenvolver programas de qualquer relevância. Por outro lado, aplicativos como editores de texto, planilhas e apresentações, além de outros especializados por área profissional são poderosas ferramentas de suporte ao ensino de disciplinas e podem ser uma incorporação mais rica à formação dos estudantes.

 

·         Em função de todas as modificações tecnológicas e da disponibilidade de pacotes não seria mais adequado dar um curso de computer literacy?

 

·         As disciplinas dos vários ciclos profissionais são ministradas com suporte de pacotes disponíveis no mercado? Quais? Qual é a infra-estrutura computacional disponível?

 

A título de informação, durante o mandato de Coordenadora de Apoio ao Ensino, conversamos a respeito deste assunto com os coordenadores dos colegiados dos cursos de Estatística, Física, Química e Engenharia de Produção. Todos eles consideram essencial buscarmos uma solução ao problema, e se manifestaram muito disponíveis para debater o assunto.

 

 

Problema 2: A definição das relações de pré-requisitos entre as disciplinas ministradas pelo DCC, inclusive no bacharelado de Ciência da Computação, e o cumprimento destas relações.

 

Onde é evidenciado: Conforme ressaltado nas grades curriculares apresentadas no Anexo 3:

·         Vários são os casos em que uma mesma disciplina tem pré-requisitos diferentes conforme o curso “cliente”, violando o óbvio princípio de que pré-requisito é associado a disciplina e não ao curso.

·         Em geral, disciplinas que seguramente exigem prévio conhecimento técnico sobre algumas matérias – para não dizer disciplinas - são incluídas no elenco de disciplinas obrigatórias ou optativas sem qualquer exigência de pré-requisito.

 

Recomendação: É extremamente importante deixar claro que o conceito de pré-requisito se refere à disciplina e não ao curso: em outras palavras, quem define o pré-requisito é o ofertante da disciplina e isto independe de a que curso ela seja oferecida.

 

Isto posto, sugerimos que a Câmara do DCC:

 

·         Solicite enfaticamente aos professores de cada disciplina ofertada pelo DCC para que revejam com rigor a explicitação de pré-requisitos para sua disciplina ou,  no mínimo, indiquem com clareza quais são os conteúdos técnicos essenciais de serem dominados para que o aluno tenha sucesso na disciplina. 

 

·         Exorte os representantes do DCC nos vários colegiados para que tenham um papel pró-ativo visando melhor orientar a escolha de disciplinas demandas ao DCC.

 

·         Ao dar anuência a solicitações de disciplinas do DCC, garanta que sejam respeitadas as relações de pré-requisitos das disciplinas. 

 

Finalmente, dentre as atividades a serem feitas a médio prazo para aprofundamento desta análise, destacamos a avaliação do desempenho dos alunos dos vários cursos nas disciplinas optativas ofertadas pelo DCC.

 

 

Acreditamos que o empenho e sucesso de um aluno em uma disciplina depende de vários fatores dentre os quais destacamos a base técnica do aluno e a percepção que ele tem da necessidade da disciplina em seu curso, em geral baseada no peso da disciplina no curso.

 

Reforçamos a sugestão de que o DCC reveja sua atuação junto aos vários colegiados didáticos de cursos e cumpra o seu papel de entender as suas reais necessidades, orientando-os adequadamente, e tornando mais eficiente todo o processo de cooperação inter-disciplinar. Estamos seguros em afirmar que esta é uma atitude que promove a flexibilização curricular e o amadurecimento qualitativo dos nossos alunos.

 

Agradecimentos

 

Gostaria de agradecer à Tânia da Silva, Secretária do Colegiado do Ciclo Básico do ICEx, ao Josué dos Santos de Oliveira, Secretário do Colegiado Didático do Bacharelado em Ciência da Computação, e à Cláudia Viana, Secretária do Bacharelado em Ciência da Computação, pela ajuda na obtenção dos dados originais junto ao CECOM, COPEVE, colegiados e DCC.


 

 

Anexo 1 – Planilhas de Retenção no Ciclo Básico do ICEx.

 

Anexo 1.1: Retenção nas disciplinas  do Ciclo Básico nos últimos 4 semestre Pares, por disciplina, para todos os cursos


Anexo 1.2: Retenção nas disciplinas  do Ciclo Básico nos últimos 4 semestres Impares, por disciplina, para todos os cursos

Anexo 1.3: Retenção nas disciplinas  do Ciclo Básico nos últimos 4 semestres Impares, para o Bacharelado em Ciência da Computação


Anexo 1.4: Retenção nas disciplinas  do Ciclo Básico nos últimos 4 semestres Pares, para o Bacharelado em Ciência da Computação


 

Anexo 2 – Gráficos Relativos ao Vestibular


 

Anexo 3 – Grades e Desempenho dos Alunos por Cursos


Anexo 3.1 – Categoria 1:

 

Categoria composta por cursos específicos da área:

 

Ciência da Computação

 

·         Grade

·         Retenção (planilhas e gráficos)

 

(Exclusivamente para o Bacharelado em Ciência da Computação, apresentamos os gráficos de desempenho em todos os períodos para  semestres 2001/1 e 2001/2.)

 

Matemática Computacional

 

·         Grade

 

·         Retenção (planilhas e gráficos)

 

(Como o Bacharelado em Matemática Computacional demanda disciplinas do DCC em vários períodos e este é um curso do ICEx, apresentamos os gráficos de desempenho em todos os períodos para os quais dispusemos de dados, para  semestres 2001/1 e 2001/2.)

 

Anexo 3.2 – Categoria 2:

 

Categoria composta por cursos de engenharia com tendência a ênfase ou fortalecimento da área computacional:

Engenharia Elétrica

 

·         Grade

·         Retenção (planilhas e gráficos)

 

Engenharia de Controle de Automação

 

·         Grade

 

·         Retenção (planilhas e gráficos)

 

 

Anexo 3.3 – Categoria 3:

 

Categoria composta por cursos que exigem Programação de Computadores e Cálculo Numérico e que demandam outras disciplinas optativas oferecidas pelo DCC:

Ciências Atuariais

 

·         Grade

 

·         Retenção (planilhas e gráficos)


Engenharia de Minas

 

·         Grade

 

·         Retenção (planilhas e gráficos)


Matemática Diurno

 

·         Grade

 

·         Retenção (planilhas e gráficos)

 

Anexo 3.4 – Categoria 4

Categoria composta por cursos que exigem Programação de Computadores  e  Cálculo Numérico e não demandam outras disciplinas optativas oferecidas pelo DCC:

Engenharia Metalúrgica

 

·         Grade

 

·         Retenção (planilhas e gráficos)


Engenharia Química

 

·         Grade

 

·         Retenção (planilhas e gráficos)


Engenharia Civil

 

·         Grade

 

·         Retenção (planilhas e gráficos)


Física Diurno

 

·         Grade

 

·         Retenção (planilhas e gráficos)


Geologia

 

·         Grade

 

·         Retenção (planilhas e gráficos)


Anexo 3.5  – Categoria 5

 

Categoria composta por cursos que exigem apenas Programação de Computadores e demandam outras disciplinas optativas oferecidas pelo DCC:

Engenharia de Produção

 

·         Grade

 

·         Retenção (planilhas e gráficos)

 

 


Anexo 3.6  – Categoria 6

 

Categoria composta por cursos que exigem Introdução a Informática e Programação de Computadores, e demandam outras disciplinas ofertadas pelo DCC em seu conjunto de optativas:

Estatística

 

·         Grade

 

·         Retenção (planilhas e gráficos)

 


Anexo 3.7 – Categoria 7

 

Categoria composta por cursos que exigem Introdução a Informática e Cálculo Numérico e não demandam outras disciplinas ofertadas pelo DCC em seu conjunto de optativas:


Matemática Noturno

 

·         Grade

 

·         Retenção (planilhas e gráficos)

 


Anexo 3.8 – Categoria 8

Categoria composta por cursos que exigem apenas Introdução a Informática, e não demandam outras disciplinas ofertadas pelo DCC em seu conjunto de optativas:

Física Noturno

 

·         Grade

 

·         Retenção (planilhas e gráficos)


Química Diurno

 

·         Grade

 

·         Retenção (planilhas e gráficos)

 

OBS.: Os dados relativos a 2001/1 não estão disponíveis.

 
Química Noturno

 

·         Grade

 

·         Retenção (planilhas e gráficos)

 

 

Anexo 3.9 – Categoria 9

Categoria composta por cursos que a já eliminaram quaisquer disciplinas ofertadas pelo DCC:

Engenharia Mecânica Diurno e Engenharia Mecânica Noturno

 

 

 

 

 



[1] Chefe do Departamento: Prof. Roberto da Silva Bigonha, Sub-Chefe: Prof. Marcos Augusto dos Santos